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Um banco de serviço do Estado brasileiro, ajudando o Estado em privatizações, concessões, desinvestimento e auxiliando o gestor público a respirar suas finanças. Esse é o novo perfil do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), traçado ontem pelo seu novo presidente, Gustavo Montezano, ao tomar posse no cargo. “Até o final do ano, o banco será menos banco e mais desenvolvimento”, enfatizou.

O objetivo da nova gestão, segundo Montezano, é concentrar as atividades da instituição em projetos de impacto social, como privatizações, investimentos em infraestrutura e saneamento básico e na reestruturação fiscal de Estados e municípios.

Portanto, o foco não será o lucro, mas sim a sustentabilidade financeira da instituição. Ainda de acordo com o discurso do novo presidente, o banco não deverá competir com o setor privado, mas ser complementar à economia privada. “O BNDES está preparado para cumprir sua missão e, a partir de hoje, o alinhamento do BNDES com o governo federal é total. Nós seremos o braço operacional da execução da política pública ao longo desse mandato [do presidente Jair Bolsonaro]”, disse Montezano, segundo informou a Agência Brasil.

Desde sua fundação, em 1952, a missão principal do BNDES foi o financiamento de longo prazo e investimento na economia brasileira. Em todas essas décadas, a instituição financeira pública federal deu sua relevante contribuição para o avanço da economia brasileira, nos mais variados segmentos e tamanhos de empresas, o que é inegável, especialmente para investimentos.

Enquanto isso, bancos privados reclamaram do peso do BNDES no mercado de crédito, alegando que isso inibiu o sistema financeiro privado de disponibilizar maior volume de recursos para o financiamento de médio e longo prazo no Brasil.

Infelizmente, o País ainda precisa de crédito para alavancar a infraestrutura, as médias e pequenas empresas, a modernização da indústria, entre outras necessidades. Sem um BNDES forte, deverá ser mais difícil.