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Desde a sua criação, em 1952, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é um órgão de fomento do desenvolvimento econômico, financiou grandes empreendimentos industriais e de infraestrutura, na agricultura, no comércio e nos serviços, nas micro, pequenas e médias empresas, na inovação tecnológica.

Na área social, apoiou empreendimentos direcionados para a educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e ambiental e transporte coletivo de massa. Ou seja, como um dos maiores bancos públicos de fomento do mundo, abraçou seu principal objetivo: financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira, apesar do “S” ter sido emendado ao nome do banco, nos anos 1980, para enfatizar seu papel social, que em sua origem era BNDE.

Suas linhas de apoio contemplam financiamentos de longo prazo e custos competitivos, para o desenvolvimento de projetos de investimentos e para a comercialização de máquinas e equipamentos novos, fabricados no país, bem como para o incremento das exportações brasileiras. Contribui, também, para o fortalecimento da estrutura de capital das empresas privadas e desenvolvimento do mercado de capitais.

No entanto, tudo isso, dentro de algum tempo, deve ficar na história do passado desta instituição financeira. O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que tem entre seus mantras mais repetidos desde a campanha eleitoral no ano passado a promessa de “abrir a caixa-preta do BNDES”, está deixando cada vez mais claro o que pretende para o banco.

Sem levar em conta a imensa carência do País em investimentos de médio e longo prazo, em todas as áreas econômicas e sociais, o atual governo deve dar outro papel ao BNDES: devolver os recursos que o Tesouro Nacional repassou ao banco para capitalizá-lo e torná-lo forte nos governos anteriores.

A outra função é tocar a ambiciosa privatização do ministro da Economia, Paulo Guedes. Resta saber se os bancos privados, que sempre se queixaram da atuação do BNDES, vão financiar o longo prazo.