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Com um volume de negócios de R$ 45,2 bilhões ao ano e geração de renda para 4,1 milhões de revendedores independentes, o mercado de vendas diretas no Brasil desponta como um dos cinco maiores do mundo.

A relevância desse mercado, que sempre foi grande por causa das desigualdades sociais e da desqualificação da mão de obra no País, ganhou ainda mais importância em meio à crise econômica nos últimos anos e aumento do desemprego. Dos 4,1 milhões de revendedores, 48% são jovens e 54% mulheres.

Na última década, subiu o número de empresas que entraram no setor da venda direta, elevando muito a competitividade entre as marcas, em número muito maior do que alguns anos atrás. Os modelos comerciais também tiveram de ser reinventados e hoje estão bastante diferentes.

Um dos exemplos desse mercado que ganha corpo, inclusive, com empresas de venda direta regionais, é a Herbalife no Brasil. O país é o maior mercado da Herbalife na América do Sul e está entre os cinco maiores mercados da empresa no mundo, com cerca de 300 mil consultores independentes no Brasil. A marca já está presente em todas as regiões com mais de 600 pontos de acesso aos produtos.

Um dos diferenciais do Brasil para a expansão de marcas que ingressam nesse modelo de negócio é a força da relação dos brasileiros, que são receptivos à venda de porta em porta.

Em termos globais, a Herbalife contabilizou em 2018 vendas líquidas de US$ 4,9 bilhões e um total de 77,1 milhões de embalagens de shakes vendidos ao redor do mundo, com quatro milhões de consultores independentes.

As perspectivas desse mercado, tratadas nesta semana em São Paulo durante o segundo Congresso Nacional das Vendas Diretas, com líderes do setor, apontaram não apenas para o peso crescente da atividade na geração de renda, mas para a tendência de aumento de marcas que vão apostar nesse formato de comercialização.

Outro motivo é o empoderamento feminino, que ganha força na sociedade.