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A economia dos EUA não está evoluindo como se pensava. A Europa também não tem registrado o avanço que se esperava e o Fundo Monetário Internacional (FMI) também já alerta que há sinais generalizados de que o crescimento mundial não atingirá as metas.

Mas uma notícia em especial acendeu a luz amarela: o crescimento chinês não só estacionou nos últimos anos como há sinais de que os dados reais podem estar 12% abaixo dos números oficiais divulgados pelo governo.

O percentual foi divulgado pela consultoria Brookings Institution, com sede em Washington, nos EUA na última semana e indicam que os dados oficiais de crescimento real foram superestimados em cerca de 2 pontos percentuais anuais nos últimos anos. Assim, fica reforçado o ceticismo que há anos cerca as estatísticas oficiais chinesas e ampliam a apreensão global sobre a segunda maior economia do mundo. Além disso, também aumentam os temores de que a desaceleração da China seja mais grave do que o governo admite. Mesmo com base nos dados oficiais, o crescimento chinês em 2018 chegou a 6,6%, a menor taxa registrada desde 1990.

As análises da consultoria levam em consideração o período de 2008 a 2016. Mas, se tiver sido superestimado na mesma escala, o PIB chinês real de 2018 ficaria bem abaixo do número oficial de 90 trilhões de yuans, aproximadamente US$ 13,2 trilhões, segundo análise do Financial Times.

Só isso já deixaria os cabelos de muitos financistas em pé. Mas somado a isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, disparou na última sexta-feira que está confiante de que o país fechará um acordo com a China. No entanto, acrescentou que acha que os “EUA ficarão muito bem com ou sem acordo”. Em fevereiro, as exportações chinesas tiveram a maior queda em três anos, enquanto importações caíram pelo terceiro mês consecutivo, sugerindo maior desaceleração na economia e levantando temores sobre uma “recessão comercial”. E como esse cenário vai repercutir no Brasil é uma incógnita. Mas uma frase corrente entre economistas é: “se os EUA ou a China se resfriarem, nós pegaremos pneumonia!”