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A definição de economia está intimamente ligada ao conceito de escassez, tendo em vista que as necessidades das sociedades são ilimitadas e os recursos disponíveis para atendê-las são relativamente escassos.

Essa máxima se aplica a todos os agentes econômicos, indivíduos, empresas e principalmente aos governos.

Decorridos mais de um semestre, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ainda enfrenta um cenário econômico bastante desfavorável, crescimento muito reduzido do Produto Interno Bruto (PIB) e elevados níveis de desemprego.

Tendo que lidar com um astronômico rombo fiscal, ampliado por um enorme déficit da previdência social, a alocação dos parcos recursos públicos disponíveis merece uma atenção especial, visando selecionar as prioridades mais importantes para a sociedade brasileira.

É quase unânime a opinião que a geração de emprego e os setores de saúde, saneamento básico educação, segurança e infraestrutura devam ser priorizados.

Nesse contexto, a redução do tamanho do Estado torna-se uma medida indispensável e o atual governo tem acertado na sua política de privatização, enxugamento da máquina administrativa e nos incrementos dos projetos de parcerias público-privadas (PPP).

Além de não dispor dos recursos suficientes para atender eficientemente as necessidades mais relevantes da sociedade e investir cada vez menos, fica evidente a incapacidade de gestão e morosidade do setor público em concluir projetos que envolvam atividades produtivas e de infraestrutura.

A situação das estradas, ferrovias e portos é precária e do saneamento básico, alarmante. Outro fato agravante é ocorrência frequente de corrupção.

Até pouco tempo atrás, a maioria das estatais vinha servindo mais como moeda de troca para apoio político, cabide de empregos altamente remunerados e paraíso para saqueadores, visando financiamento partidário e enriquecimento pessoal. Por exemplo, a Petrobrás e diversos órgãos administrados pelos últimos governos petistas. Até os fundos de pensões foram assaltados, por aqueles que preconizavam a defesa dos trabalhadores.

O descaso com as finanças públicas não fica restrito ao executivo, o legislativo e judiciário têm abusado num verdadeiro festival de aumento de remuneração, concessão de vários tipos de auxílios desnecessários e gastos absurdos com mordomias, incompatíveis com as dificuldades enfrentadas pela maioria do povo do nosso País.

É muito triste e revoltante acompanhar na imprensa, notícias sobre aprovação de medidas que beneficiem exclusivamente os próprios interessados. Para esses caras de pau não há crise, os recursos financeiros estão sobrando, refeições diárias e recepções com lagosta e vinhos importados são consideradas como normais.

Desçam desse Olimpo e passem uma semana vivendo na casa de um brasileiro no limite da pobreza, dividindo pouca comida com muito famintos, bebendo água poluída ,se sustentando com renda de uma bolsa família e rezando para não adoecer e ter que enfrentar a fila do SUS. Esses marajás não aguentariam a pressão e fugiriam no mesmo dia.

Até quando vamos ter que assistir passivamente essas injustiças ?

psxds @hotmail.com