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O crescente desemprego no Brasil – estrutural, além do conjuntural – e o empurrão das inovações tecnológicas, como os aplicativos, amplificam o potencial da Gig Economy. O termo, que em inglês significa o nosso popular “bico”, representa o mercado de trabalho de temporários e sem vínculo empregatício (freelancers, autônomos). Esse pedaço do Produto Interno Bruto (PIB) já está atraindo empresas estrangeiras, que querem vender soluções para profissionalizar quem faz alguma atividade para agregar na renda fixa, desempregados que partiram para esse tipo de ocupação para manter a renda, entre outros.

Mercado de trabalho informal ...

“A Intuit vê o Brasil como um dos maiores mercados do mundo da Gig Economy”, disse à Plano de Voo Lars Leber, executivo da Intuit Brasil, multinacional da Califórnia (EUA) que oferece soluções para planejar e simplificar a vida financeira de pequenas empresas e profissionais que atuam por conta própria. Neste ano, a Intuit deve dobrar o número de pequenas e médias empresas, empreendedores e trabalhadores autônomos que adotaram as soluções de gestão financeira da global, considerada uma das 100 empresas mais inovadoras do mundo e desde 2015 no Brasil.

...cresce com o desemprego

O mercado brasileiro é mais desafiador para a Intuit. A começar pelo “enorme potencial” da Gig Economy, que tem se transformado na tábua de salvação dos trabalhadores excluídos do mercado formal, seja pelo fraco desempenho da economia, pela reforma trabalhista, ou mudanças decorrentes do avanço da tecnologia. Dados recentes indicam que mais de vinte milhões de brasileiros – número que vem crescendo em alta velocidade – já trabalham por conta própria no País, sendo a única fatia do emprego que teve algum avanço de pouco mais de um ano para cá.

Freelancer com gestão financeira

A revolução na forma de trabalhar – uma tendência irreversível, pois cada vez mais profissionais deixarão de ter emprego fixo – exigirá uma melhor gestão financeira desses prestadores de serviços, chefes de si mesmos, ressalta Lars Leber. “No fim das contas, gestão financeira é planejar bem o fluxo de entrada e saída de recursos. Mas a maioria tem dificuldade de fazer esse controle, que exige disciplina e certa metodologia. E é nessa lacuna que nós atuamos, a custos baixos”, completa o executivo. “Muitas vezes alguns custos não são considerados e o trabalho sai de graça.”

Lacuna entre classes sociais

Uma das características do Brasil em relação aos demais países em desenvolvimento onde a Intuit vende seus produtos de tecnologia é a grande diferença no nível de educação entre as classes sociais e profissionais. “Na Europa, quase não há distância no grau de instrução entre diferentes camadas sociais e profissões. Mas aqui essa diferença é enorme, tornando mais difícil lidar com a gestão financeira. O mais comum é quem entra para a Gig Economy não estar familiarizado com as questões técnicas da administração do dinheiro”, conclui o gerente da Intuit Brasil.

Empresa ganha com inovação

Inovação é a alma do negócio, também em transporte de medicamentos, que requerem ambiente ideal para evitar perda de qualidade. Em 2015, a RV Ímola, empresa especializada nesse segmento, fez parceria com a Sensorweb para desenvolver uma solução que contribuísse nas operações. O desafio foi aceito e a startup criou um aplicativo que monitora, em tempo real, a temperatura no setor de armazenamento. Esse processo possibilita que a RV Ímola monitore 24 horas por dia a temperatura de todos os medicamentos. Dentre os ganhos, a RV Ímola eliminou a possibilidade de perda de remédios, aumentando a confiança dos clientes. O trabalho de monitoramento contínuo, realizado pela Sensorweb, permite disparar alertas no momento que ocorre algum problema e, simultaneamente, envia informações ao cliente, que tem acesso às informações em tempo real, explica a diretora de marketing, Karene Vilela. Essa inovação tornou a empresa uma das vencedoras do TOP Open Corps, do Ranking 100 Open Startups Brasil 2018.

MBA no exterior

Instituições de ensino reputadas em todo o mundo marcarão presença na próxima edição brasileira do The MBA Tour, no Rio de Janeiro e em São Paulo, dias 2 e 4 de agosto, respectivamente. Ao todo, 21 universidades e, entre as confirmadas, a Columbia University, IESE, Carnegie Mellon University e University Of California Los Angeles. No The MBA Tour, os interessados assistirão a palestras e apresentações das universidades, com chance de interagir pessoalmente com as equipes de admissão das instituições para coletar informações precisas sobre o processo de recrutamento, sanar dúvidas sobre os programas oferecidos e estabelecer um vínculo mais próximo com os representantes das universidades. O Brasil é um dos maiores mercados de MBA do mundo e os estudantes brasileiros que participam dos programas são avaliados como os mais qualificados da América Latina.

Liliana Lavoratti é editora de fechamento

liliana@dci.com.br