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Na expectativa de que o Brasil irá surfar um momento melhor do que os últimos anos, a Belvedere Investimentos aposta que em 2019 um dos primeiros segmentos da economia que sentirá a retomada será o imobiliário. Já no primeiro trimestre de 2019 a gestora lançará no seu portfólio imobiliário um fundo voltado à educação, e no setor de energia um fundo direcionado ao mercado de comercialização de energia, segundo o sócio e CEO Júlio César Lage. “Nosso foco será em investimentos em renda, e acompanharemos de perto os projetos de desenvolvimento, que abrirão oportunidades a partir do último trimestre do próximo ano”, diz à Plano de Voo.

Mercado livre, um negócio bilionário

Com a demanda de energia crescente e oscilações constantes nos preços, o número de comercializadoras de energia bateu recorde em 2018. “Este crescimento fez desenvolver o mercado livre, que se tornou mais competitivo e, com o acesso ao mercado de capitais, o segmento está cada vez mais sofisticado e disciplinado, gerindo melhor os riscos. Consideradas durante anos como um subsetor do setor elétrico, as comercializadoras de energia viraram um negócio bilionário, cobiçado por investidores estrangeiros, bancos e fundos diversos”, ressalta Lage.

Remuneração superior ao CDI

O fundo gerido pela Belvedere será o segundo especializado no setor. O sócio da Belvedere explica que o objetivo é um retorno superior ao rendimento do CDI. O fundo terá dois consultores especializados, sócios de duas grandes comercializadoras brasileiras. “Outros produtos serão desenhados para atender demandas específicas dos investidores. Acreditamos que permanecendo o cenário de uma taxa de juros mais baixa, outro espaço importante será fundos brasileiros que compram também ativos no exterior”, enfatiza Marco Hascal, outro sócio da family office.

Ainda longe da bolsa

A queda da taxa de juros vem reduzindo a atratividade de ativos como poupança, CDBs e Renda fixa e diversos ativos indexados ao CDI. Diante da Selic em 6,5% ao ano, contra 14% ao ano doze meses atrás, investidores tomam mais riscos, e gestores de recursos de institucionais e de famílias buscam soluções diversas para melhorar a rentabilidade das carteiras. A opção natural seria uma migração de recursos para a bolsa de valores, como nos Estados Unidos. Mas no Brasil, a volatilidade do mercado de ações e ainda baixo perfil de risco afastam o investidor.

Gestora cresce 100% ao ano

Criada em 2014 por Lage, Hascal e Ricardo Bueno, a gestora tem escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Vitória alcançou um volume sob gestão de R$ 4 bilhões em 2018, com crescimento superior a 100%. Mais recentemente, outros sócios se juntaram à partnership, entre eles o ex-BTG Luis Miranda para ser o estrategista chefe da operação no Brasil. Sua operação no território brasileiro representa cerca de 40% das receitas da operação do Grupo Belvedere, holding de participações no setor financeiro, com sede nos EUA e atuação também em Portugal.

Proteção de dados (I)

A última semana de dezembro foi movimentada para a proteção de dados pessoais, com a publicação de três normas que impactam diretamente a área. No dia 27, o governo publicou o Decreto 9.637/2018, que institui a Política Nacional de Segurança da Informação, a qual tem como um dos pilares fundamentais a proteção de dados organizacionais e os ativos de informação a nível nacional. E na sexta-feira (28), duas normas: a Lei 13.737/2018, que trata sobre a digitalização e a utilização de sistemas informatizados para a guarda, o armazenamento e o manuseio de prontuário de pacientes, mas que dependerá de regulamentação em termos de processos e sistemas de certificação e verificação, apesar de estar diretamente atrelada à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), visto que abrangem dados relacionados à saúde e, portanto, classificados como sensíveis.

Proteção de dados (II)

No último dia útil do ano, o governo edita a aguardada Medida Provisória 869/2018, criando a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e alterando artigos da LGPD. Além de esclarecer as atribuições da ANPD, a MP muda o prazo de adaptação e implementação da lei, passando de 18 meses para 24 meses, começando a valer em agosto de 2020. Essa alteração dá condições às empresas para implementar a LGPD, em vários estágios.

Proteção de dados (III)

“É necessário conhecer conceitos e impactos, levantar o fluxo de dados e processos internos, revisar documentos e contratos, contratar profissionais qualificados, dentre outras providências”, ressalta Andréia Santos, Advogada da Daniel Advogados. Outro ponto que merece destaque é a figura do “encarregado de proteção de dados” (conhecido como DPO – data protection officer), que não precisa mais ser natural (física), abrindo um leque de oportunidades para pessoas jurídicas e a terceirização do serviço, seguindo o modelo da GDPR, a lei vigente na Europa. A MP pode ser alterada pelo Congresso Nacional, onde será votada.

Contra pirataria de sinal

Segurança também é a palavra de ordem em outras atividades, como a distribuição de conteúdo, para evitar a ação da pirataria e hacker de softwares. “À medida que as operadoras lançam novas tecnologias, é essencial assegurar a proteção do conteúdo premium fornecido", afirma Gabriel Ricardo Hahmann, diretor de vendas no Brasil e América Latina da Irdeto, líder mundial em segurança para plataformas digitais, oferece tecnologia Cloaked CA, solução de acesso condicional (CA), sem cartão, que habilita tanto Internet Protocol Television (IPTV), como Digital Video Broadcasting for Cable (DVB-C) e satélite em um único set-to-box para todas as redes. De acordo com a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), o Brasil perde por ano mais de R$ 4 bilhões com a pirataria de sinal, que ainda põe em risco os dados do usuário. A solução já é adotada por empresas internacionais e nacionais como a Bharti Airtel, maior provedor de serviços de telecomunicações da Índia;  Foxtel, operadora líder de TV paga da Austrália; e a Tata Sky, principal operadora de TV por assinatura da Índia.

Porta aberta

Glória Rabelo e Márcia Manfredini interpretam duas irmãs que revelam segredos do passado

Será neste sábado (5) a reestreia do espetáculo “Entre! A Porta está Aberta”, na sala Nicette Bruno do Teatro West Plaza Shopping, na capital paulista. A peça conta a história das irmãs Guta (Márcia Manfredini) e Flora (Glória Rabelo), as duas com mais de 65 anos, que moram em cidades diferentes e não se veem com muita frequência. Um dia, Flora aparece avisando que veio para ficar apenas uma semana na casa da irmã Guta. A semana se transforma em meses e num resgate cômico e por vezes emocionante, as irmãs trazem à tona revelações e segredos do passado nunca antes revelado, tornando o duelo verbal dinâmico e poético. A peça é o segundo texto de Glória Rabelo a ser encenado e conta com a direção de Dan Rosseto. O primeiro texto da autora de “Histórias que eu não inventei”, viajou por 32 cidades (Brasília, Curitiba, Teresina, Belo Horizonte entre outras) e também se apresentou em festivais internacionais no Chile e México.

*Liliana Lavoratti é editora de fechamento

liliana@dci.com.br