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À medida que o calendário eleitoral se aproxima dos momentos decisivos, pré-candidatos à sucessão presidencial são pressionados a manifestar seus posicionamentos sobre temas polêmicos na agenda dos problemas econômicos e sociais do País, com urgência de solução. O que não significa que o prometido ao eleitorado será realizado. Mas, pelo menos no debate, os presidenciáveis terão de dizer o que pretendem fazer, mesmo que correndo o risco de perder votos. Caso das reformas estruturais, especialmente a da Previdência, tema impossível de agradar gregos e troianos. Uma saída, já adotada, é deixar os planos futuros no ar.

Propostas para a Previdência...

A maneira como os pré-candidatos estão tratando a famigerada questão do déficit na Previdência dos servidores públicos e dos trabalhadores do setor privado no País, reflete o posicionamento dos concorrentes sobre o problema das contas públicas em geral do País. Ou seja, os projetos – pelo que foi dito agora – estão muito distantes de mínimo consenso. Vão do radicalismo de Jair Bolsonaro (PSL), de uma profunda redução do gasto federal (com redação do Estado e venda de estatais para pagar a dívida pública) e simplificação total do sistema tributário brasileiro.

...vão do oito ao oitenta

Do outro lado do escopo de propostas está a previsão de zerar o déficit público total em dois anos, em decorrência da “grande prioridade para a realização da reforma da Previdência”, dada pelo pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PSDB, o ex-governador Geraldo Alckmin. Na mesma linha, o pré-candidato do MDB, ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, não só promete colocar no topo de suas ações, se eleito, a reforma da Previdência, como aprofundá-la para compensar o atraso de dois anos nessa agenda, além de respeitar o teto de gastos.

Convergência, mas nem tanto

Segundo André Granado, analista da GO Associados, no campo da esquerda, há convergência no que diz respeito à Previdência Social e à privatização, mas prevalece divergência quanto às parcerias com o setor privado. “No caso da Previdência, assessores econômicos dos pré-candidatos do PSOL, PT e PDT ficam distantes do tema, criticando a forma como a questão está posta no Congresso, por afetar primordialmente os mais pobres”, afirma. O PT quer colocar a reforma em outro momento e Ciro já defendeu a introdução do sistema misto de capitalização e regime de caixa.

O diabo mora nos detalhes

Marina Silva (REDE) quer a reforma da Previdência proposta ao Congresso pelo governo Temer, mas com alterações. Em relação à privatização, fecha com a postura de Ciro Gomes – contra a venda da Eletrobrás, no que Boulos, do PSOL, é mais radical (defende a revogação das privatizações já feitas), o PT prefere promover Parcerias Público-Privadas (PPP). Alckmin diz que implementará o exemplo do Estado de São Paulo, Bolsonaro venderia esses ativos até para pagar dívida e Meirelles, claro, é favorável à privatização. Mas como o diabo mora nos detalhes, é melhor aguardar.

Assistência odontológica e fintechs...

Para se manter inovadora desde 1996 e crescer mais de dois dígitos ao ano durante a crise de forma orgânica, a Dentalis acertou parcerias com as startups financeiras QuickCheck (acelerada pela Artemísia) e FitBank (cujos investidores são ex-sócios da XP). Líder em softwares odontológicos com 36% do mercado brasileiro e especializada no atendimento de clínicas populares, que formam cerda de 60% de sua base de mais de 17 mil clientes de todo o Brasil, a Dentalis gerenciou em 2017 o recebimento de cerca de R$ 211 milhões provenientes de procedimentos odontológicos. Ao ser procurado pelas fintechs, a Dentalis decidiu criar um projeto que integrasse as soluções financeiras com o Dentalis Mobile, aplicativo projetado para facilitar a entrada de dados sobre o atendimento do paciente – que na maioria dos consultórios ainda é feita antes no papel – e cortar 35% do tempo gasto com essa atividade.

...se unem para atrair desbancarizados

Considerando que, segundo o IBGE, 60 milhões de brasileiros não possuem conta bancária, o QuickCheck oferece uma solução que pode aumentar o ticket médio dos pacientes odontológicos e ampliar o acesso à saúde bucal, já que apenas 23 milhões de brasileiros têm seguro odontológico e os procedimentos, muitas vezes, precisam ser parcelados. Opção essa que exclui pessoas desbancarizadas. Por meio de uma análise de perfil de consumo, a startup identifica o melhor parcelamento para cada cliente. Já a FitBank permite que a Dentalis passe a atuar como um sistema de gestão financeira em si, já que os consultórios podem emitir, cobrar e pagar boletos por meio da própria plataforma, calcular comissões e repasses, transferir e receber valores e notificar o cliente sobre cobranças.

De ligação em ligação

Com um volume aproximado de 1,5 milhão de ligações ao ano, a Linx, empresa brasileira desenvolvedora de softwares de gestão para o varejo, adotou as soluções da Dígitro para melhorar o atendimento dos seus 46 mil clientes, localizados no Brasil e exterior. Manter um diálogo sem atritos e satisfação de sua base é essencial para conservá-la e ampliar o crescimento da companhia: apenas no primeiro trimestre de 2018, a Linx alcançou uma receita operacional bruta de R$ 181,9 milhões. Especialista em software de gestão (ERP e POS) para o varejo, a Linx foi considerada pelo International Data Corporation (IDC) líder no Brasil em seu ramo de atuação. Os serviços oferecidos pela Dígitro estão relacionados a voz, chat e inteligência artificial. “A primeira delas está relacionada a experiência única que nós conseguimos prover aos nossos clientes, tanto na entrada das ligações, priorização de atendimento, chat e entrega por melhor Skill-Based Routing”, detalha o diretor corporativo de Engenharia de Software da Linx, Neto Rodrigues. A medida é fundamental para ofertar um atendimento satisfatório em um volume de 4 mil ligações por dia, além de manter a produtividade e excelência nas ações dos operadores no Contact Center.

Liliana Lavoratti é editora de fechamento 

liliana@dci.com.br