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Com a taxa de juros em 6,5% ao ano, patamar historicamente mais baixo – apesar de ainda estratosférica em relação a países desenvolvidos, onde a taxa real é inferior a 1% ao ano –, e perspectiva de novos cortes ainda neste ano, os poupadores brasileiros estão sendo praticamente obrigados a conhecer as opções do mercado financeiro para fazer o dinheiro render. Esse movimento de educação financeira ganha o engajamento também das instituições financeiras, que precisam enfrentar o incômodo dos investidores diante de rendimentos bem aquém daqueles obtidos sem muito esforço no passado recente, com quase nenhum risco.

Selic a 15% favorecia conservadorismo

“Quando a Selic estava a 15% ao ano, o conservadorismo era favorecido. Nessa situação, para que olhar para aplicações de renda variável? Nos últimos anos, encaramos as mudanças nos mercados decorrentes da crise econômica como uma oportunidade de reavaliar o nosso portfolio e fomos nos preparando para atuar em nichos de produtos específicos, com vantagens competitivas e pioneirismo no lançamento de produtos no exterior, como eurobonds, por exemplo”, afirma Roberto Politi, diretor de relacionamento com clientes do Grupo Ourinvest.

Equilíbrio entre risco e rentabilidade

De 1999 a 2012, o time de distribuição do banco ganhou know how em produtos complexos, como ofertas de Certificado de Operações Estruturadas (COE), estimulando a migração gradual dos clientes para opções de riscos maiores e rentabilidade mais alta no médio e longo prazo, destaca Fernando Fridman, responsável por produtos do Grupo Ourinvest, que comemora em 2019 quatro décadas de atuação no país. “Um dos desafios na crise é nos adaptarmos às novas tecnologias, com robotização de carteiras, mas sem perder a identidade do atendimento pessoal.”

Mudanças atingem os maduros...

Ellen Kamimura, diretora de Marketing da Pi, com sua equipe: Tirar a dureza do mercado de investimentos. (Foto: Divulgação)

Ao contrário do Ourinvest, que atende um investidor mais maduro, a Pi, primeira corretora a funcionar 100% na nuvem e ligada ao grupo Santander, caminha na mesma direção, mas para atrair os jovens poupadores. “Consideramos uma vitória quando um aplicador na poupança dá o próximo passo, mesmo conservador, pois esse é o início de um processo”, ressalta Ellen Kamimura, Head de Marketing e Customer Happiness da fintech. Com 48.000 inscritos em cinco meses de operação, a plataforma espera atingir 1 milhão de clientes em 3 ou 4 anos.

...e também os jovens

Além do time de 90 pessoas predominantemente jovens – média de 30 anos de idade – e da linguagem menos formal nos conteúdos da plataforma, as carteiras apostam em produtos em três áreas: educação, aposentadoria e “liberdade total sem sofrência” – por exemplo, aquisição da casa própria. No final das contas, o objetivo, tanto da Pi quanto do Ourinvest nesta nova fase é quebrar a dureza do mercado de investimentos no Brasil. “Quando conseguimos traduzir para um leigo o que é CDB, estamos contribuindo para democratizar o mercado financeiro”, diz Kamimura.

Grandes empresas expandem...

A mudança de cenário no mercado imobiliário corporativo, que começou a se acentuar no segundo semestre de 2018, se consolida nos primeiros cinco meses de 2019. A avaliação é da Buildings Pesquisa Imobiliária, a qual aponta que 1 em cada 2 empresas que alugaram escritórios de alto padrão em São Paulo estão expandindo suas operações. Em 2017, 65% das movimentações de empresas para edifícios de alto padrão tinham como característica o movimento flight-to-quality oportunístico, ou seja, quando empresas mudavam de edifícios de pior padrão para imóveis de melhor padrão, pois os preços de aluguel estavam muito atrativos, consequência da alta taxa de vacância no período.

...operações em São Paulo

Segundo análises da Buildings, hoje 50% dessas movimentações são de empresas que já estão em edifícios de alto padrão e estão expandindo suas operações, o que mostra um crescimento real, pautado não pela oportunidade de preços baixos, mas sim pela necessidade de crescimento das empresas. 31% das movimentações foram de empresas que fizeram o flight-to-quality, mudando de edifícios de pior padrão para edifícios Classe A, mesmo em um ano que o preço de locação para edifícios de alto padrão esteja mais caro. O número de empresas que mantiveram ou reduziram suas ocupações caiu, o número registrado foi de 3% no período avaliado em 2019. Tanto em 2017 quanto em 2018 esse número foi de 5%.

Agressores sexuais são superiores hierárquicos

De acordo com pesquisa da Talenses realizada com 3215 entrevistados, 21% dos respondentes afirmaram já ter sofrido assédio sexual no trabalho. Entre as mulheres, o número sobe para 34% das entrevistadas. Entre os que relataram terem sofrido assédio sexual no trabalho, 98% afirmaram que os agressores são pessoas de nível hierárquico superior ao das vítimas: 41% são gestores diretos, 57% são pessoas de níveis hierárquicos superiores à vítima, mas não são gestores diretos, e apenas 2% são inferiores hierarquicamente. Em 65% das ocorrências de assédio sexual no trabalho os casos não foram reportados. Os motivos para não denunciar são: medo de ser demitido (30%), receio de nada acontecer com o agressor (28%) e sentimento de culpa por achar que provocou o assédio (5%).

Transformação na gestão de estradas

Desde que o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) iniciou a digitalização da gestão das faixas de domínio, a arrecadação anual de taxas com a concessão de uso dessas áreas subiu de R$ 300 mil, em 2010, para R$ 7,2, milhões, em 2018 - aumento de R$ 6,9 milhões. Além disso, a agilização dos processos e a eliminação da burocracia para a licença de serviços aos usuários das rodovias impacta diretamente na economia das comunidades próximas às estradas. Para viabilizar a transformação digital dessa gestão, o DER-DF utiliza o SIDER, plataforma da Softplan para o acompanhamento de obras viárias e de infraestrutura de transportes. O sistema é composto por módulos que atuam em áreas específicas da gestão das estradas, desde os projetos de obras para a implantação ou ampliação de vias, acessos e obras de arte especiais – como pontes e viadutos – até a sinalização e exploração das faixas de domínio.

Para tocar a alma

Zé Guilherme apresenta um repertório “que toca a alma”, marca da seleção de canções de Orlando Silva. (Foto: Alessandra Fratus)

Na próxima quinta-feira (27), o Bar do Nelson, na capital paulista, recebe show do cantor e compositor Zé Guilherme, que apresenta, às 21 horas, o repertório de seu terceiro CD, “Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva”, lançado em 2015.

O disco é uma homenagem a um dos mais significativos intérpretes da música popular brasileira, que completaria 100 anos na época do lançamento. O trabalho é norteado por uma releitura delicada e pessoal de 18 canções gravadas pelo cantor das multidões, Orlando Silva, selecionadas por Zé Guilherme em um longo processo de pesquisa sobre sua trajetória.

 

 

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br