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Sem empresas para investir e sem consumidores para consumir, o Estado brasileiro poderia preencher essa lacuna. Mas, a proposta que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) colocou na mesa é outra: tirar o Estado da equação. A questão econômica se resumiu à reforma da Previdência – para reduzir a dívida pública – e às privatizações – para gerar caixa e reduzir o Estado. “Para muitos, essa é a salvação para a economia brasileira. Mas ninguém esclarece justamente o ponto fundamental: como? Empresas e famílias continuam com suas dificuldades e o Estado tá ensaiando sair da equação. Então, como?”, observa o analista André Galhardo.

Salvação pela reforma...

Para Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica Consultoria, o governo deixou a economia de lado. “As eleições de 2018 colocaram Jair Bolsonaro no mais alto posto do Executivo do Brasil. Uma onda de confiança veio junto com sua eleição e o capital político do presidente eleito estava jogando ao seu favor. Contudo, uma série de escândalos começaram a jogar contra a confiança da população na governabilidade do presidente. O denominador comum desses problemas é que em grande medida eles foram resultado de falas ou ações do próprio governo”, comenta.

...e pela privatização. Como?

Em meio ao imbróglio, Galhardo avalia que é preciso lançar luz sobre algumas questões relevantes. A queda na arrecadação, combinada com a aceleração dos gastos, gerou um grande rombo nas contas públicas. A dívida pública cresceu fortemente. “Tudo isso foi marcado por um forte processo de desalavancagem das empresas e endividamento das famílias. A economia sentiu diretamente e, não à toa, o Produto Interno Bruto registrou uma queda acentuada em 2015 e 2016”, acrescenta. O governo tenta reagir e apresentou medidas recentemente.

País vive aprisionamento

As ações microeconômicas visam desburocratizar os negócios de pequenas e médias empresas, mas a capacidade instalada no país se encontra em um nível de utilização na casa dos 70%, lembra o economista-chefe da Análise Econômica. “Antes de investir, expandir a produção e contratar trabalhadores, as empresas têm o desafio de retomar a utilização de sua capacidade instalada. Toda essa situação reflete um conceito importante da literatura econômica moderna: um lock-in, um aprisionamento”, enfatiza. Por enquanto, os investidores esperam menor retorno no Brasil.

Dados evidenciam desgaste

Embora o ministro da economia, Paulo Guedes, venha fazendo um esforço significativo para conduzir as reformas e manter a confiança dos mercados, os dados econômicos referentes aos primeiros meses de 2019 evidenciam e reforçam o desgaste da economia brasileira. “Em meio a tantos problemas de cunho político e a continuidade da trajetória de estabilidade em patamares incrivelmente baixos da atividade econômica, a sensação geral é de que a economia brasileira foi deixada de lado”, conclui o economista-chefe da consultoria.

Foco no consumidor 


Fernando Vogot, diretor comercial da Target MP: parece contraditório não se concentrar só em tecnologia, mas não é. (Foto: Ricardo Amaral)

Três em cada dez empresas que estão começando na área de tecnologia fecham as portas, de acordo com pesquisa do Sebrae em parceria com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Fernando Vogot, diretor comercial da startup Target MP, destaca que um grande erro das startups focadas em tecnologia seria justamente se concentrar somente em suas tecnologias. "Parece contraditório, mas não é!". A Target, hoje, é uma das cinco maiores empresas de meios de pagamentos eletrônicos para o mercado de fretes. Segundo Vogot, a empresa conseguiu se destacar e se consolidar em seu mercado de atuação, mesmo em meio à crise, não somente por ter desenvolvido tecnologias revolucionárias, mas por ter dado atenção especial ao consumidor. “A maior causa de quebra das startups é que as pessoas se apaixonam pelas suas tecnologias em vez de se apaixonar pelos seus clientes. De nada adianta ser pioneiro e inovador, se você não der ouvidos aos problemas do cliente", explica Vogot.

Soluções para logística

De olho no nicho de negócio criado pelas novas resoluções da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), a startup Target MP lança solução mobile que ajuda transportadoras ou contratantes a evitar multas e apreensões. Credenciada na ANTT, a empresa permite que o caminhoneiro receba todos os documentos obrigatórios, pelo celular, de qualquer lugar. Ou seja, a carga já sai do local de sua produção totalmente regulamentada no que diz respeito ao transporte. As ações de fiscalização se intensificaram nas últimas semanas, por conta da nova tabela do frete mínimo, aprovada no final de março pela ANTT. Mais de 4.000 empresas contratantes de frete já foram notificadas e precisam se regularizar até junho, quando não será mais permitida a emissão do Código Identificador de Operação de Transportes (CIOT) a empresas que não estiverem cumprindo o valor da nova tabela.

Brasil e Portugal (I)

A japonesa Nissan, a francesa Renault, a chinesa BYD e o think tank Ceiia (Centro de Excelência e Inovação para a Indústria Automóvel) estão entre os participantes do seminário internacional “Transportes, Mobilidade Urbana e Descarbonização das Cidades” que a Embaixada de Portugal realiza, em Brasília, nesta quinta-feira (9). A iniciativa visa difundir e debater a agenda estabelecida entre os países, a partir da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Nos painéis, autoridades formuladoras da políticas públicas no Brasil vão discutir como desenvolver a mobilidade urbana a partir de novas fontes de energia. A conferência de abertura será sobre “Importância da eletrificação dos transportes para a descarbonização das cidades”, pelo secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade de Portugal, José Gomes Mendes.

Brasil e Portugal (II)

A relação comercial entre Brasil e Portugal será tema de encontros promovidos pelo escritório Nelson Wilians e Advogados Associados (NWADV), no Rio e em São Paulo. Em processo de internacionalização, a banca firmou recentemente parceria com o escritório português Cruz Roque e Semião Advogados. O primeiro encontro acontece hoje, na capital paulista, com a presença de empresários e autoridades dos dois países. Entre os temas debatidos estão as oportunidades de investimento no mercado imobiliário português e o êxodo de brasileiros para Portugal. “Estamos dando continuidade ao nosso processo de expansão internacional. Já temos representação na França e, agora, iremos colocar o pé em Portugal. Esse ciclo de eventos é também para levar ao mercado essa informação”, explica o advogado Marcel Daltro, sócio do NWADV. Na quarta (8), o encontro acontece no Rio.

Esforço de marca

Aos poucos, os direitos dos consumidores vão ganhando importância na gestão das empresas brasileiras, que buscam melhorar sua imagem perante a população. Um dos serviços mais impactado pela relação com a clientela é o de telecom. Por isso, a Vivo comemorou, na sexta-feira (3), a conquista da liderança em resolutividade entre as 30 maiores empresas de todos os segmentos presentes na plataforma Consumidor.gov, serviço público que permite a interlocução direta entre consumidores e empresas para solução de conflitos de consumo pela internet. “Também tivemos redução de 18% no número de reclamações nos Procons de todo o Brasil em 2018. A resolução das reclamações também melhorou, passando de 85% em 2017 para 91% em 2018. No mesmo período, reduzimos em 18% o volume das reclamações na Anatel”, afirma Fabio Avellar, vice-presidente de Experiência do Cliente da Vivo.

Força do agro

Em sua segunda participação na Agrishow, a Komatsu Brasil International  vendeu 49 máquinas até sexta-feira (3), com a expectativa de  superar 50 máquinas,  no valor de R$ 25 milhões. No ano passado, a  multinacional japonesa vendeu 33, o que representou algo em torno de R$ 15 milhões. A Komatsu, que é referência no setor de construção, lançou a carregadeira de roda WA320-6 na feira, atendendo uma demanda do setor para o manejo do bagaço de cana, apostando na expansão do agronegócio no País. "Hoje, 30% das máquinas da linha amarela da empresa são vendidas para o segmento agro", afirmou Luciano Rocha, gerente geral de Equipamentos de Construção da Komatsu.

Festival da Lituânia

No fim de semana (4 e 5), durante a segunda edição do Festival Labas, de gastronomia e cultura da Lituânia, na Casa-Museu Ema klabin, na capital paulista, o público assistiu a espetáculos de danças, apreciou exposições de arte, participou de oficinas  e experimentou delícias gastronômicas da Lituânia. País báltico do Norte da Europa,  a Lituânia é  repleta de opções culturais. Organizado em conjunto com o Consulado Geral da Lituânia em São Paulo e a Comunidade Lituano–Brasileira, o evento possibilitou aos participantes experimentar pratos típicos como o Virtiniai (massa artesanal com recheio de carne ou queijo e molho branco), o  Kugelis  (torta de batata ralada com bacon), o Agurkai (pepino em conserva) ou Kopūstai su dešrelėmis (repolho cozido com linguiça).  Ou levar para casa delícias como: Arenque curado (peixe em conserva das regiões do Atlântico Norte e do Mar Báltico) e Krupnikas (licor artesanal feito de mel),  além de conservas e biscoitos artesanais.

Estrela da cozinha veggie

Considerado o guru da culinária vegetariana, o chef suíço Pietro Leemann desembarca no Brasil, a convite de Daniel Mendez, presidente da Sapore, para o 5º Fórum LIDE de Gastronomia e Nutrição, em São Paulo, hoje. Leemann comanda hoje o consagrado restaurante Joia, em Milão (Itália), primeiro especializado em cozinha veggie da Europa a receber estrela do Guia Michelin. O chef será palestrante do painel “Olhar Gastronômico”, em evento marcado para 06 de maio, no Cubo São Paulo, que contará, ainda, com as presenças de outros nomes renomados da gastronomia como Morena Leite, Laurent Suaudeau, François Christian Pierre Mallard e Vinícius Rojo.