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Não se sabe quantos dos desaparecidos sob a lama da barragem da Vale rompida em Brumadinho (MG) serão resgatados com vida, e quantos não sobreviveram, mas, aos poucos, as razões que levaram à tragédia vêm à tona. Ontem, foi a vez de o Tribunal de Contas da União (TCU) – braço da Câmara dos deputados e do Senado para fiscalizar o governo federal – anunciar que vai fiscalizar o órgão fiscalizador das mineradoras, a recém-criada Agência Nacional de Mineração (ANM). A agência foi criada em 2018 em substituição o extinto Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), ligado ao Ministério de Minas e Energia.

TCU vai monitorar a ANM

Com tantas instâncias fiscalizadoras – que também existem nos estados e municípios –, é de se supor que, se uma delas tivesse exercido sua função, alguma providência poderia ter sido tomada e evitado a morte de dezenas de pessoas e o desaparecimento de outras quase 300. O presidente do TCU, José Múcio Monteiro, propôs o acompanhamento das atividades da ANM justificando, entre outros pontos, que, em levantamento anterior, o tribunal já havia constatado falhas na atuação do departamento do governo que fiscalizava barragens – o extinto DNPM.

Alerta para risco latente e ...

De acordo com o Estadão Conteúdo, Múcio informou que uma auditoria operacional no DNPM após o rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG), três anos atrás, constatou que "as falhas e irregularidades verificadas envolviam a atuação em nível institucional da autarquia e alertavam para o risco latente e potencial de outros acidentes envolvendo barragens de rejeitos de mineração no País". Ou seja, três anos atrás o TCU alertou sobre o risco “latente e potencial” de outros acidentes em barragens de rejeitos de mineração.

... potencial de outros acidentes

Mas, como tudo o que não interessa ser levado adiante neste País, o alerta do TCU deve ter ficado engavetado em algum gabinete da burocracia, vindo à tona somente agora, reforçando a tese de que a tragédia de Brumadinho não deve ser tratada como um acidente. E, nesse sentido, o tão perseguido ajuste das contas públicas – que exclui do sacrifício os privilégios de categorias com força política para reajustar seus próprios salários e benefícios – também deu sua parcela de contribuição para o mar de lama que se abateu sobre Brumadinho, mas também o de Mariana (MG).

Despesas em declínio progressivo

Segundo o presidente do TCU, "em 2015, a auditoria constatou que as despesas discricionárias previstas para o Departamento vêm sofrendo um declínio progressivo do total autorizado desde 2010. Além disso, o DNPM contava com quadro técnico insuficiente diante da demanda de trabalho e porcentual elevado de servidores aptos a se aposentar”, salientou. A Superintendência de Minas Gerais contava com 79 servidores, enquanto seriam necessários 384 para atender aquela unidade, disse José Múcio Monteiro, que se disse "consternado pela tragédia".

Salto de 400% (I)

A GKO Informática, empresa que desenvolve e dá suporte à implantação de soluções de base tecnológica na área de logística e gestão de fretes para embarcadores, prevê crescimento de 15% neste ano, com investimento no programa de canais, iniciado em 2018. “Com essa estratégia, o objetivo da GKO é atingir uma rede de parceiros em nível Brasil que impulsione as vendas e possa dar suporte à implantação das soluções”, diz  Ricardo Gorodovits, diretor comercial da empresa. A GKO Plus, o laboratório de inovação da companhia, vai apresentar um novo produto ao mercado em 2019.

Salto de 400% (II)

Em 2018, a startup viu o produto Confirma Fácil se transformar em um grande sucesso comercial, contribuindo para os resultados do Grupo GKO com um salto de mais de 400% no resultado, em relação a 2017. “A GKO Plus seguirá demandando nossos esforços”, comenta Gorodovits. “Também haverá um volume importante de recursos direcionados à modernização e ampliação do sistema GKO FRETE, algo que iniciamos em 2018 e continuaremos com toda a força no próximo ano”. Ano passado, a empresa investiu também em Desenvolvimento, inclusive com contratação de profissionais externos para acelerar resultados, além de ampliar as áreas comerciais.

Transportes e implementos rodoviários...

Sócio-diretor da 4TRUCK, Osmar Oliveira está otimista para próximos três anos (Foto:Divulgação)
 

A economia melhora e o setor de transportes e implementos rodoviários vai a reboque. Dados da ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários) apontaram alta de 49% no volume de emplacamento de produtos novos em 2018, sendo 79% na linha pesada e 28% na linha leve. Para 2019, a estimativa ainda é de forte de crescimento. A 4TRUCK, um dos principais players do segmento e que registrou números significativos no último ano, está confiante com a expectativa do mercado e pretende crescer 20% nas vendas. Focada na produção de implementos rodoviários (baús e carrocerias para caminhões e vans) e de unidades móveis, a fabricante de Guarulhos encerrou 2018 com o dobro de faturamento ante 2017, além de vendas 120% maiores.

... a reboque da economia

“A retomada da confiança por parte do empresariado, a maior disponibilidade de financiamento para a aquisição de veículos e implementos, como BNDES e bancos comerciais, além do crescimento da demanda por transporte em setores como farmacêutico e e-commerce, impactaram positivamente o mercado de implementos rodoviários em 2018”, explica o sócio-diretor da 4TRUCK, Osmar Oliveira. O empresário está ainda mais otimista com os próximos três anos. Sob a perspectiva de crescimento contínuo, a implementadora (TOP 3 no ranking paulista para implementos da linha leve) pretende investir pesado em 2019. O intuito é absorver o aumento da procura por seus respectivos produtos e serviços, já que a carteira de vendas da 4TRUCK já está tomada até fevereiro.

Remédio aprovado

Em 2019, a AbbVie, companhia biofarmacêutica global dedicada à pesquisa e desenvolvimento, estima aumento em dois dígitos nos valores das ações da companhia. Além disso, aguarda para este ano a aprovação, nos EUA, de dois novos tratamentos para doenças autoimunes: risanquizumabe e upadacitinibe, moléculas em fase final de estudo clínico. No Brasil, a AbbVie começou a operar em 2014 e suas unidades locais de negócios incluem Imunologia, Oncologia, Neonatologia e Virologia. Entre suas diferentes áreas de atuação, conduz mais de 50 estudos e projetos clínicos envolvendo mais de200 equipes e centros brasileiros de pesquisas. Em 2018, o investimento em pesquisa e desenvolvimento da AbbVie ficou acima dos US$ 5 bilhões – um crescimento de 23% ao longo dos últimos cinco anos. As vendas também aumentaram 15% acima do ano anterior.

Foco no setor moveleiro

A Feira Internacional de Máquinas, Matérias-Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira (FIMMA Brasil), a quinta maior do mundo no segmento, levará para Bento Gonçalves (RS), entre os dias 26 a 29 de março, cerca de 200 empresários com tudo pago. A ação inédita, planejada pela diretoria da feira, presidida pelo empresário Henrique Tecchio, tem a intenção de promover intercâmbio, fortalecer parcerias e, claro, gerar negócios, reunindo gestores de empresas do Oiapoque ao Chuí para conhecerem as novidades. A 14ª edição da feira reunirá mais de 300 expositores, totalizando mais de 500 marcas, de 30 países, e pretende movimentar mais de US$ 290 milhões em negócios. A dois meses para o evento, 80% dos espaços já foram comercializados.

Caixinhas de lembrança no palco

O espetáculo entrelaça histórias contadas por moradores do Brás e do Belenzinho, onde está sediado há dez anos (Foto: Arô Ribeiro)
 

No palco, um mosaico cênico com histórias, memórias, como se fossem caixinhas de lembranças. Por meio de dispositivos - a princípio simples - como escutar histórias na feira, observar um velório, conversar com pessoas e ir a uma igreja, o Grupo Sobrevento recolheu diversos depoimentos para criar seu mais novo espetáculo, Noite, que estreia amanhã (1) no Espaço Sobrevento, na capital paulista, com entrada franca. O projeto foi contemplado pera 31ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e tem entrada gratuita e indicado ao Shell de 2018 na categoria Inovação pela pesquisa em Teatro de Objetos. Criado a partir do Teatro de Objetos - linguagem que o grupo pesquisa profundamente desde 2010 - o espetáculo tem uma dramaturgia que nasceu dos depoimentos de seus vizinhos e das suas histórias, todas relacionadas a objetos guardados, secretos, carregados de afetos, ou ainda do sentimento pela ausência/perda deles.

*Liliana Lavoratti é editora de fechamento

liliana@dci.com.br