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Benefícios e atualização profissional são os itens que mais retém talentos nas empresas. Portanto, o salário não é mais o carro-chefe  quando se trata da gestão de recursos humanos nas empresas. A composição de benefícios é um dos principais itens adotados para segurar profissionais, segundo pesquisa com 250 empresas em junho último feita pelo HR First Class e Safe Care, esta especializada em gestão integrada e auditoria do benefício saúde. O levantamento também apontou que para 58,8% dos entrevistados, benefícios e cursos de capacitação são igualmente importantes para manter os colaboradores nas companhias brasileiras.

Planos de saúde e ...

Em segundo lugar vêm as  gratificações e campanhas salariais, com 22,5% e 18,6%, respectivamente. Segundo Kátia de Boer, sócia diretora da Safe Care, a pesquisa mostra que as empresas estão mais atentas em buscar uma solução completa aos colaboradores. Entre eles, estão os convênios médicos, que integram a maioria dos pacotes oferecidos. “Os benefícios compõem as políticas de remuneração e, por isso, merecem atenção. A tendência é que as empresas prestem mais atenção ao melhor leque para que novos modelos sejam mais justos, assertivos e igualitários.”

... cursos de capacitação

Planos de saúde, por exemplo, devem contemplar a melhor rede de hospitais e laboratórios. Os colaboradores estão atentos a tudo isso, explica Boer. O conjunto de benefícios pode estar relacionado ao turnover. Na opinião dos entrevistados, o índice é maior no nível operacional. Cerca de 44,1% consideram que os colaboradores em funções técnicas são os que mais deixam a empresa em busca de outras oportunidades. Mesmo com esse índice, 50% dos entrevistados consideram que a taxa é pequena, seguida de 36,3% que consideram média e 13,7% que opinaram elevada.

Home office e horário flexível

Estudo da Benify com mais de 1 mil empregados e líderes de RH de 100 empresas confirma essa tendência entre profissionais de tecnologia. Eles dão preferência a empresas que trabalham com dois benefícios específicos: flexibilidade de horário e home office. A argentina BairesDev, com atuação no Brasil, comprova na prática a necessidade de oferecer essas vantagens a funcionários. “Temos uma política de trabalho flexível para que desenvolvedores permaneçam na companhia e talentos nos busquem para somar”, diz Damián Scalerandi, vice-presidente de Operações da BairesDev.

Celeiro de talentos

Legenda: Damián Scalerandi, vice-pesidente de Operações da BairesDev: política de trabalho flexível para reter os melhores colaboradores. Foto: Divulgação

Com isso, a BairesDev consegue uma rotatividade de 8%, três vezes menor que a média do setor, segundo Scalerandi. Nos primeiros sete meses do ano, a empresa argentina contratou 88 desenvolvedores de software no Brasil e 327 em toda a América Latina. Novas vagas já estão abertas. A companhia apenas contrata talentos brasileiros para trabalhar como desenvolvedores, porém, não tem clientes por aqui. A prestação de serviços atende demandas de grandes empresas instaladas nos Estados Unidos e Europa.

‘Liberdade Econômica’ e tributos

A despeito de todos os avanços na defesa da liberdade econômica no texto aprovado na Câmara dos Deputados, o projeto, em debate no Senado, afasta expressamente o direito tributário do âmbito da chamada Declaração de Direitos de Liberdade Econômica e das Garantias de Livre Iniciativa, afirma Rafael Serrano, sócio do CSA Chamon Santana Advogados. “Dispositivos importantes, como a presunção de boa-fé do particular perante o poder público e da liberdade como uma garantia no exercício de atividades econômicas, não poderão ser opostos ao Fisco quando da análise de planejamentos tributários implementados pelo contribuinte”, explica. Por outro lado, Serrano ressalta que outros pontos do texto podem ter significativo impacto na aplicação da legislação tributária. Entre eles, alterações relativas à desconsideração da personalidade jurídica, muito comum em execuções fiscais. “Pelo projeto, a mera existência de grupo econômico, sem a presença dos requisitos legais, não autoriza a desconsideração.”

Conflitos na construção civil (I)

No Brasil, apesar de relativamente recente, o uso do Modelo de Informação da Construção (Building Information Modelling – BIM, na sigla em inglês), encontra-se em plena expansão. Grandes  construtoras no Brasil já utilizam o BIM como um padrão de suas obras, o que implica que grande parte dos seus prestadores de serviços e fornecedores também faz uso desta  tecnologia, afirma Victor Madeira, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Construção (IBDiC), sobre o uso de tecnologias que podem diminuir conflitos/litígios no setor de construção civil. “Grandes obras, tais como as dos estádios que foram construídos para Copa do Mundo de 2014, também utilizaram o BIM em sua execução”, completa.

Conflitos na construção civil (II)

As perspectivas do desenvolvimento do BIM no Brasil são ainda maiores para os próximos anos, não apenas pelo fato de alguns governos estaduais  (como Santa Catarina) exigirem cada vez mais a utilização do modelo nas licitações públicas ,mas em razão de o Decreto 9.377, de 17 de maio de 2018, do governo federal, oficializar a Estratégia Nacional para a Disseminação do Building Information Modeling (BIM), ou Estratégia BIM BR, cuja finalidade é promover um ambiente adequado ao investimento na metodologia e sua difusão no Brasil. “Entendo que tal iniciativa do governo federal é um passo importante para que em breve a Administração Pública Federal passe a exigir a utilização do BIM em suas licitações”, ressalta Madeira. Segundo ele, potenciais conflitos são reduzidos porque o método elimina consideravelmente as zonas cinzentas que normalmente dão causa aos litígios na medida em registra de forma precisa e detalhada as informações sobre o progresso da obra.

De olho nas MPMEs

O fomento ao empreendedorismo aparece como um dos pilares para a retomada da economia no Brasil. Seguindo essa premissa, a originação de crédito do Itaú Unibanco para micro, pequenas e médias empresas cresceu 41% no segundo trimestre de 2019, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. A carteira de crédito para MPMEs também atingiu a marca de R$ 75 bilhões ao fim de junho.

Reforma tributária e transformação digital

A reforma tributária será o tema central do 9° Encontro Abrasca de Contabilidade e Auditoria para Companhias Abertas e Sociedades de Grande Porte, em 12 de setembro, em São Paulo. “É fundamental discutirmos mecanismos de crescimento da economia que passam, necessariamente, por esta reforma tributária”, destaca Alfried Plöger, presidente do Conselho Diretor da Abrasca. Entusiasta do mercado de capitais, Plöger espera avanços na unificação dos impostos e, “o quanto possível, a desoneração das empresas que geram riqueza”. 

Mercado de cannabis no fórum de varejo

O mercado global de cannabis movimentou US$ 18 bilhões em 2018. Segundo a consultoria da Brightfield Group, o segmento de derivados da cannabis espera faturar US$ 5,7 bilhões (R$ 20 bilhões) em 2019 e US$ 22 bilhões (R$ 80 bilhões) até 2022 apenas nos Estados Unidos. No Brasil, a importação de medicamentos à base de canabidiol e outros canabinóides para uso pessoal já é permitida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde 2015. O LATAM Retail Show, mais completo evento de varejo e consumo da América Latina, traz o uso medicinal da planta para o centro do debate. No próximo dia 27, o Mega Fórum discute “O emergente mercado da cannabis: estratégias e oportunidades”, com dois brasileiros que dirigem iniciativas bem sucedidas no exterior: André Steiner, CEO da White Cloud Montain Quantum Cannabis Jamaica e Gabriela Cezar, CEO & Principal Partner da Panarea Partners. “No Brasil, a cannabis ainda gera tabu, mas o debate está avançando. Discussões como o cultivo controlado da planta para fins médicos e científicos, além da liberação do uso medicinal da planta no tratamento de várias doenças estão em alta”, destaca Marcelo Toledo, CEO da GS&MD, uma das empresas que compõem o ecossistema do Grupo GS& Gouvêa de Souza.

Ontem, autorretratos; hoje, selfies

Legenda: O público poderá fazer selfies diante dos autorretrato de Man Ray. Foto: Divulgação.

Hoje se chamam selfies, antigamente eram autorretratos. Não é de hoje que as pessoas gostam de retratar a si mesmo. E na exposição “Man Ray em Paris” no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, desde ontem (21), em uma das atividades interativas, o público vai poder exercitar essa prática, inspirados em Man Ray, fotógrafo norte-americano e expoente do surrealismo. Seu famoso autorretrato, de 1930, estará em um painel de grandes proporções no térreo do CCBB e ao seu lado adereços como máscaras, perucas, cachecol, turbantes, entre outros, poderão ser utilizados para produzir uma imagem criativa. As fotos serão exibidas em um monitor de vídeo posicionado no térreo, criando, em processo colaborativo, uma nova exposição de imagens com interferências, bem ao gosto do fotógrafo. A mostra fica na cidade até 28 de outubro, com produção da Artepadilla.

 
Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br