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Apesar de importante e simbólico, as evidências apontam para desdobramentos muito distintos daqueles que imaginamos hoje para o acordo comercial entre o Mercosul (Mercado Comum do Sul) com e a União Europeia – a exemplo do período conhecido como o boom das commodities, salvas as devidas proporções. A afirmação é do economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo. “O acordo pode fortalecer a posição do Mercosul e, por conseguinte, do Brasil, como fornecedor de commodities para o resto do mundo e mitigar o crescimento do que resta de indústria em nosso país”, diz o consultor sobre a aliança dos dois blocos.

Brasil permanecerá fornecedor...

“Por um lado, nossa balança comercial pode se beneficiar, como já apontam algumas estimativas. Por outro, o histórico problema da deterioração dos termos de troca – ou seja, vender soja e comprar computadores –, tornar-se-á ainda mais profundo”, acrescenta Galhardo. Ele pondera ainda que, apesar do interesse europeu em manter o Mercosul como grande fornecedor de matéria prima, o êxito da operação ainda não está garantido. Na atual conjuntura, a economia da Europa se mostra bastante debilitada, avalia o consultor.

...de matérias-primas

“A cada novo dado conhecido, fica evidente que o bloco europeu pode ter na agropecuária algum alívio para a queda dos números da indústria nos próximos meses”, lembra o economista-chefe da Análise Econômica. “Sabemos que o Mercosul entrou no acordo como fornecedor de produtos básicos e, na melhor das hipóteses, de semimanufaturados. A União Europeia, por sua vez, entra no acordo como fornecedora de produtos industrializados”, ressalta.

“A dedução é bastante simples: basta observar a matriz produtiva e a pauta de exportações de cada região.”

Longe de um mar de rosas

Ainda segundo Galhardo, o que parece menos evidente é o seguinte desafio: como veículos, partes e peças provindos da Europa podem ter bom desempenho se Brasil e Argentina – 97% do PIB do Mercosul - estão passando por graves problemas econômicos? “Então, no curto prazo e médio prazo, o acordo não será um mar de rosas para a União Europeia também”, conclui. E se o acordo é potencialmente ruim para o setor agropecuário europeu e pode não ser tão bom para a indústria europeia – ao menos num primeiro momento –, por que selar esse acordo agora?

Tem Kirchner no meio do caminho

O economista cita as razões. A eleição presidencial da Argentina pesou a favor do fechamento do acordo. “Vitória da ex-presidente Cristina Kirchner poderia jogar um balde de água fria nas negociações. O presidente Jair Bolsonaro já declarou publicamente que se preocupa mais com a Argentina que com a Venezuela. Brasil e Argentina passariam a remar para lado opostos em negociações futuras. A Europa, por sua vez, aproveitou a fragilidade econômica da América do Sul para fazer valer alguns pontos caros ao Mercosul, pontos que o bloco não abriria mão no passado.

Menos hospitais privados

A rede hospitalar privada diminuiu nesta década. É o que demonstra levantamento feito pela Federação Brasileira de Hospitais (FBH) e pela Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), a partir de dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Entre janeiro de 2010 e janeiro deste ano, 2.127 hospitais privados foram fechados, enquanto 1.567 foram abertos, o que representa uma redução de 11% da rede, passando de 4.827 para 4.267. A retração no mercado de planos de saúde e a elevada carga tributária são apontadas como as vilãs pelo setor. Outro gargalo é a dificuldade dos hospitais em negociar reajuste de preços e pagamentos com os planos de saúde.

Aumento de 530%

A Cenibra, empresa de base florestal com sede em Minas Gerais, aumentou em 530% a área monitorada pela solução de automação de máquinas, desenvolvida pela divisão de Agricultura da Hexagon e instalada em veículos e implementos agrícolas. De 1,5 mil hectares trabalhados sob controle da tecnologia em 2017, passou para 9,9 mil ha em 2018, de acordo com informações da empresa. A parceria Cenibra e Hexagon começou em 2012. Hoje, a Cenibra tem 32 displays da empresa que estão integrados com 50 implementos. A plataforma HxGN AgrOn possibilita armazenar dados georreferenciados a cada um segundo da operação, gerando um banco de dados rico e extenso, o qual permite a compilação de indicadores de todas as atividades. Cerca de 97% da produção da Cenibra é  direcionada ao mercado externo.

Tecnologia no mercado jurídico

Acontece hoje, em São Paulo, o evento do Instituto Brasileiro de Direito Empresarial (IBRADEMP), que fará uma análise sobre o impacto das legaltechs nos escritórios de advocacia, departamentos jurídicos e demais players de mercado. Para Ana Carolina de Salles Freire Gentil, sócia do PVG Advogados em societário e estruturação de negócios e membro da comissão de direito empresarial do IBRADEMP, o encontro é fundamental para entender essa nova realidade. “Recentes inovações tecnológicas no mercado jurídico, novos modelos de negócios, o que podemos esperar em termos de transformação do mercado jurídico em geral com o ingresso destas novas tecnologias e seu impacto no dia a dia. Esse debate é fundamental”, explica Ana Carolina.

Corte com jato de água

Referência na fabricação de caminhões pesados, ônibus, motores industriais e marítimos, a Scania, localizada em São Bernardo do Campo (SP), acaba de adquirir uma máquina de corte com jato de água da DARDI – JATO DE ÁGUA & LASER, empresa do Grupo Dardi International Corporation. Com investimento de R$ 400 mil, o equipamento será instalado na área de manufatura do protótipo da Engenharia de Desenvolvimento da empresa. Essa é a primeira máquina que a empresa sueca adquiriu da Dardi no Brasil, resultado de uma recém-parceria firmada entre ambas. De fácil operação, a máquina de corte com jato de água (DWJ1525-FB) exigirá breve treinamento dos quatro funcionários que irão operá-la em um único turno. A Dardi International Corporation é líder em tecnologia de corte com jato de água, laser e de inovações em todo o mundo.

Educação transforma (I)

O Prêmio Educação Transforma, promovido pelo PRAVALER (maior programa de crédito estudantil privado do País), está na 3ª Edição, e com as inscrições já abertas para estudantes universitários de todo o Brasil. O objetivo do prêmio é reconhecer a trajetória e o esforço de alunos que tiveram suas vidas transformadas pela educação. Em cada edição, tornam-se conhecidas as histórias de superação que os alunos enfrentam para ter acesso ao curso universitário e realizar sonhos. Mais informações e inscrições no www.premiopravaler.com.br até 4 de julho.

Educação transforma (II)

Interessados em cursar um MBA fora do Brasil terão a chance de iniciar o processo seletivo sem precisar sair do país: o The MBA Tour volta a São Paulo no dia 17 de agosto, das 11h às 16h30, para conectar potenciais alunos às principais escolas de negócios do mundo, como UCLA, Columbia e IE Business School. O evento também terá edição no Rio de Janeiro, no dia 17 de agosto. As inscrições são gratuitas e estão disponíveis no site https://www.thembatour.com. 

A magia das coxias

A proposta é explicar como um espetáculo é construído para proporcionar o envolvimento do espectador em cada história, contada após a abertura das cortinas. (Divulgação: Jess Tapia)

Quem não tem a curiosidade de ver o que acontece atrás do palco? Pois isso é possível depois de assistir a uma divertida peça sobre a história do teatro, sob o ponto de vista dos técnicos, desde a Grécia antiga até os tempos atuais, o público mergulha de cabeça nos segredos e encantos dos bastidores de um espetáculo e conhece tudo que acontece atrás das cortinas.  Apostando em uma programação de entretenimento cultural, o Teatro Alfa promove nova edição do “Fazendo Cena – Invadindo os Bastidores”. A atividade engloba a apresentação da peça e a visita aos bastidores em 14 de julho, domingo, às 11 horas. Depois do espetáculo, a visita é conduzida pela equipe técnica do Teatro Alfa, vencedora do Prêmio APCA 2016. O programa começa com a apresentação da peça “Caixa Mágica”. Dois técnicos (os atores Sidnei Caria e Thiago Andreuccetti) contam a história da arte dramática de forma divertida e da perspectiva de quem está atrás do palco.

 

 

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br