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Nos treze anos em que exerci a profissão de repórter em Brasília, de 1990 a 2002, testemunhei várias “palavras de ordem” que ditaram o direcionamento da política econômica e, em consequência, dos rumos do Brasil. Uma delas foi o combate à inflação alta, que levaria o País a entrar nos eixos se conseguisse domar o “dragão” da aceleração dos preços a níveis de países civilizados. A inflação caiu a ponto de deixar os jornalistas preocupados com seus empregos, já que o noticiário econômico saiu um tempo das manchetes, o entra e sai das portarias dos ministérios da área já não exigia tanta atenção. O Brasil da estabilidade parecia uma maravilha.

Inflação controlada, juros não

E foi muito bom ter os índices de inflação baixos nesses 25 anos. Embora, como repetia o então ministro da Fazenda da época do Plano Real, Pedro Malan, “não tem almoço grátis”. Ele sempre usava essa expressão quando queria enfatizar que tudo tem um preço, inclusive as opções da política econômica. Arrisco a afirmar que o custo dos preços contidos foi a taxa básica de juros em patamares bastante elevados, sempre acionados pelo Banco Central para cumprir as metas de inflação, levadas a ferro e fogo pela autoridade monetária.

Tripé ficou em pé até...

Na sequência do Real, que completou ontem 25 anos, veio o famigerado tripé da política macroeconômica, que além da meta de inflação, agregou o câmbio flutuante e a meta fiscal, que guiou a política econômica dos dois mandatos do governo FHC (PSDB). Tudo isso redundaria na queda das taxas de juros, que, no entanto, pouco caíram, inclusive no governo Lula (PT), que venceu a eleição prometendo manter inalterada a tríade da economia brasileira. Com o governo Dilma (PT), veio a nova palavra de ordem da Esplanada dos Ministérios: a queda dos juros.

...a nova matriz econômica

Junto com o corte da Selic, o governo Dilma exerceu o que foi chamada da nova matriz econômica – um conjunto de medidas que incluíam políticas de intervenção governamental na economia que combinaram política monetária com a redução da taxa de juros e política fiscal, elevação de gastos, concessões de subsídios e intervenção em preços. O resto é mais fácil de lembrar, tudo ainda está mais ou menos vivo na memória, inclusive a quase obsessão, a partir do governo Michel Temer (MDB), pelo equilíbrio das contas públicas.

Um governo e uma reforma

Vieram o Teto dos Gastos, os cortes na Selic, a reforma trabalhista, o anúncio da megaprivatização e a reforma da Previdência. Sem contar as pautas que se mantém no páreo, como a reforma tributária, a queda do Custo Brasil, o câmbio ideal, entre outros temas. E, claro, a inflação, sempre na mira da “espada” do Banco Central, com o sobe e desce do juro básico. Mas o assunto permanente, que nem São Jorge ajudou a resolver até agora, foi o crescimento sustentável da economia, com a consequente redução da desigualdade social e da violência.

Inglês para profissionais do campo

Um dos setores da economia que mais vem gerando oportunidades de trabalho é o agronegócio, com expectativa de aumento de vagas também para os que já atuam na área. Com esse cenário, cresce também a procura por especializações na língua inglesa por parte dos profissionais que necessitam se qualificar. Para ajudar esses  profissionais, após acumular anos ministrando aulas em inglês, a goiana de 37 anos Rizia Prado desenvolveu o curso ISA (Inglês de Sucesso Agro), disponível na plataforma GreenGo Inglês, que se tornou referência no país. “O objetivo do ISA é ajudar o profissional do agronegócio a maximizar e impulsionar a sua carreira, falando inglês de maneira técnica e aplicada, por meio de métodos assertivos e comprovados”, explica Rizia.

Método dirigido

Após oito anos morando nos EUA - onde teve o primeiro contato com o mundo agro, ao se formar  em gastronomia -, Rizia voltou ao Brasil e passou a dar aulas de inglês em escolas tradicionais e também se dedicar a traduções de artigos técnicos do setor agro. Nessa época, passou a atender também alunos particulares, e muitos vinham atrás de mais conhecimentos dos termos e expressões do mundo do agronegócio. Foi quando teve a ideia de criar um método para ensinar o inglês voltado para o agronegócio, que fugisse da metodologia aplicada nas tradicionais escolas de inglês. “Hoje, com mais de 1.000 alunos, já posso perceber que diferentes perfis têm me procurado para aprender o inglês agro. Tenho desde estudantes até profissionais que já atuam no setor e precisam se aperfeiçoar”, salienta Rizia, que fechou 2018 com faturamento de R$ 500 mil.

Pais, novas masculinidades...

Junto com a evolução da tecnologia e a ascensão dos smartphones como um dos principais dispositivos para o dia a dia, houve também uma reformulação do papel do pai na sociedade brasileira. "Nos últimos tempos, cresce o interesse na questão de gênero. Essa discussão é um passo importante para pais comprometidos. E uma maior participação na criação leva a isso", diz o psicólogo Luciano Lutereau, autor do livro "Mais educação, menos terapia" (Paidós). “Estamos nos encontramos com novas masculinidades que têm papeis mais sensíveis, presentes, e envolvidas com a paternidade e mais ligadas à família e ao lar", afirma a diretora da consultoria de investigação social Trendsity, Mariela Mociulsky.

...e tecnologia

Nesse contexto, mais homens exercitam sua paternidade de maneira mais comprometida e sensível com o cuidado do outro, pela presença na educação, nas tarefas domésticas e no cuidado da família. Em torno deste pai "off-road", novas dinâmicas e tarefas são geradas, o que, graças à ajuda da tecnologia, pode ser facilitado e resolvido a partir do celular. Felizmente, existem diferentes aplicativos e soluções que permitem aos pais e a cada membro da família encontrar e solucionar problemas cotidianos de maneira simples e eficaz. Caso do Rappi (compras de supermercados), Lingokids (ajuda crianças com o inglês), Blinkist (leitura), entre outros.

‘Rigoletto’ em julho no Theatro Municipal

Desenho de um dos cenários projetados por Nicolás Boni para a ópera “Rigoletto” (Foto: Divulgação)

A história de Rigoletto, um bufão corcunda da corte, de língua afiada e mordaz que serve ao Duque de Mântua, um libertino incontrolável, será contada na  temporada lírica de 2019 do Theatro Municipal de São Paulo, em uma das óperas mais importantes do romantismo italiano, “Rigoletto” de Giuseppe Verdi.  Com direção cênica de Jorge Takla e musical do maestro Roberto Minczuk, a estreia será em 20 de julho, às 20h. As récitas seguem nos dias 23, 24, 26, 27 e 30, sempre às 20h, e nos domingos 21 e 28 às 18h. No elenco, grandes cantores da cena lírica internacional. No papel de Rigoletto, se revezam os barítonos Fabián Veloz, argentino eleito pela Associação de Críticos Musicais da Argentina como o melhor cantor lírico de 2018, e Rodrigo Esteves, brasileiro radicado na Espanha, com passagem por diversos Teatros na Europa e que faz sua estreia no papel de Rigoletto.

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br