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Bruno Coutinho, de Vitória (ES), chegou às 9 horas da manhã de anteontem (25) e foi o primeiro da fila no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, onde acontece o Mutirão de Emprego promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da Prefeitura de São Paulo e o Sindicato dos Comerciários. Coutinho foi um dos mais de 15 mil candidatos que madrugaram para garantir a senha e concorrer a uma das seis mil vagas de emprego para diversos segmentos como telemarketing, operador de caixa, atendente e vendedor de loja. Também enfrentou sol forte a auxiliar de limpeza Edrina Reis, 40 anos.

‘Crise não passou’

"Só não voltei ainda, porque acho que o desemprego está pior no Nordeste", afirmou Edrina Reis, segundo o Estadão Conteúdo. Sem emprego fixo há um ano, ela depende da pensão do irmão, com quem mora, para se manter. "Quem diz que a crise passou é porque não está aqui, olhando para esta fila. Eu só vou acreditar que a tal crise passou, quando começarem a me chamar para entrevistas de emprego. Por enquanto, só deixo currículos e nada." Já o auxiliar de logística Marcelo Rodrigues, 48 anos, está quase desistindo de procurar um emprego formal.

‘Até os bicos estão mais raros’

"O problema é que nada aparece. Quando você vai chegando aos 50 anos, as empresas já te olham como se você fosse um fardo. Lá em casa, é a minha esposa quem tem segurado as contas", conta Marcelo Rodrigues, desempregado há um ano e oito meses. “Até os bicos estão mais raros. Há dez anos, quando também fiquei desempregado, ainda conseguia um trabalho como entregador. Agora tem concorrência até para fazer bico", relata. Osni Cavalcante, 41 anos, conta que tem mais medo de continuar desempregado do que de altura.

‘Melhora não chegou lá em casa’

Osni Cavalcante limpava vidraças de prédios comerciais no centro de São Paulo e está há três meses sem emprego, de acordo com o Estadão Conteúdo. “O pessoal fala que a situação está melhorando, mas essa melhora ainda não chegou lá em casa. Minha esposa tem ajudado a nos manter, mas ficar sem trabalho é uma coisa que me envergonha demais", queixa-se na fila por uma senha no Vale do Anhangabaú desde a madrugada de anteontem. Embora acredite ser difícil conseguir emprego agora, ele não desiste. "Acordando cedo já está difícil, imagina se eu desanimar?"

Enquanto isso...

O ministro da Economia, Paulo Guedes, não compareceu ontem à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados para discutir sua proposta de reforma da Previdência porque não tem interesse em explicar os detalhes da mesma, enfatizou ontem o professor de Economia da Universidade de Brasília, economista José Luis Oreiro. “Paulo Guedes sabe que sua proposta não fica em pé, principalmente por falta de consistênica sobre o sistema de transição do atual modelo, de contribuição, para o de capitalização”, ressaltou Oreiro.

Negócios com a Nigéria

Uma delegação governamental e empresarial da República da Nigéria, que estará visitando São Paulo nesta semana, cumpre agenda intensa de reuniões bilaterais de negócios para a concretização de operações comerciais entre os dois países. Nesta sexta-feira (29), na capital paulista, a missão fecha a programação com evento pilotado pelo Consórcio Exporta Brasil e canal Exporta Brasil.

Tequila, agora, só mexicana

Dezenas de pedidos de registro da marca Tequila para negócios do ramo de bebidas feitos ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) não poderão mais ser concedidos pelo órgão brasileiro de marcas e patentes. É que, finalmente, o INPI concedeu à tequila produzida no México o selo de Indicação Geográfica, um reconhecimento de qualidade e origem deste produto, que impede terceiros de usarem o mesmo nome para bebidas que não forem genuínas de determinada região daquele país. A causa foi ganha pelo escritório Montaury Pimenta, que defende o Conselho Regulador da Tequila - entidade mexicana que atua na defesa dos direitos da Tequila - e que vinha discutindo há mais de dez anos o reconhecimento oficial da tequila no Brasil como Indicação Geográfica .

Ferramenta ágil

Atenta à transformação digital, a Valid desenvolveu uma ferramenta para agilizar o volume de troca de mensagens e documentos nas empresas. A solução responde tratativas no mesmo dia e transforma um simples e-mail em um documento eletrônico com validade jurídica. Outra  vantagem é a economia de até 80% em gastos com impressão e envio de correspondências em comparação ao tradicional processo físico. A CPFL Energia, um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro, faz uso da ferramenta e viu sua taxa de descumprimento de prazos nas demandas relacionadas a ressarcimentos por danos elétricos cair de quase 10% para menos de 0,1% na comparação com o mesmo período de 2017.

Música pela cura

Com repertório voltado ao jazz brasileiro, a Jazzmin’s Big Band reúne musicistas com interesses em desenvolver criação própria e apresentar arranjos originais. (Foto: Divulgação)
 

A Jazzmin’s Big Band, primeira big band brasileira de mulheres, composta por 17 instrumentistas, e a convidada e internacionalmente premiada clarinetista Anat Cohen, que possui íntima relação com a música brasileira, sobem ao palco, hoje, da Sala São Paulo, na capital paulista, na abertura da série concertos internacionais do Tucca Música pela Cura. O projeto, criado no ano 2.000, foi idealizado para garantir a sustentabilidade da associação, que oferece tratamento multidisciplinar e gratuito para crianças e adolescentes com câncer. Em parceria com o Hospital Santa Marcelina, a Tucca já assistiu mais de 3.300 pacientes e tem alcançado índices de cura, próximos a 80%, comparáveis a centros oncológicos de referência da Europa e Estados Unidos.

 

Liliana é editora de fechamento - liliana@dci.com.br