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Ativistas do clima jogaram tinta vermelha na embaixada brasileira em Londres nesta terça para protestar contra os danos à floresta amazônica e ao que chamaram de violência contra os povos indígenas que lá vivem. A polícia prendeu seis ativistas do grupo Extinction Rebellion após se colarem às janelas da embaixada e subirem em uma superfície de vidro acima da entrada. Marcas e mãos de tinta vermelha podiam ser vistas por toda a fachada, assim como slogans que diziam “Sangue indígena: nenhuma gota a mais” e “Pela floresta”. O grupo diz que o protesto visa desafiar o governo brasileiro por “abusos de direitos e ecocídio”.

Ativistas revidam falas de Jair Bolsonaro

O Extinction Rebellion, que tumultuou a região central de Londres, diz que o protesto coincide com uma marcha de mulheres indígenas em Brasília ontem. A ação visa revidar as palavras do presidente Jair Bolsonaro, que se diz cético sobre as mudanças climáticas, argumentando que a Amazônia pertence ao Brasil e deve ser explorada economicamente. O Brasil detém 60% da floresta amazônica, considerada essencial contra o aquecimento global graças à vasta quantidade de dióxido de carbono que consegue absorver e transformar em oxigênio.

Protestos pela educação

Estudantes, professores e entidades sindicais foram às ruas nesta terça-feira, em várias cidades do País, criticando os cortes na educação e também o programa federal Future-se, que quer financiar parte do ensino nas universidades públicas e regulamentar a gestão das instituições com participações de Organizações Sociais (OSs). O ato foi convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e registrou manifestações em várias capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, João Pessoa, Salvador, Maceió, Belo Horizonte, Fortaleza, Teresina, Aracaju, Recife, Belém e Palmas.

“Racista, misógino e violento”

O candidato da oposição de centro-esquerda à Presidência da Argentina Alberto Fernández, que no domingo obteve uma esmagadora vantagem sobre o atual presidente liberal Mauricio Macri nas eleições primárias do país, criticou na segunda-feira o presidente Jair Bolsonaro, a quem classificou de “racista, misógino e violento”. As declarações foram feitas horas depois que Bolsonaro disse que o Brasil poderia ver uma onda de imigrantes fugirem da Argentina se políticos de esquerda vencerem as eleições presidenciais de outubro.

Uma conjuntura da vida

“Com o Brasil, teremos uma relação esplêndida. Sempre será nosso principal sócio. Bolsonaro é uma conjuntura na vida do Brasil, como Macri é uma conjuntura na vida da Argentina”, disse Fernández em entrevista ao programa “Corea del Centro”, da emissora Net TV. “Agora, em termos políticos, eu não tenho nada a ver com Bolsonaro. Comemoro enormemente que fale mal de mim. É um racista, um misógino, um violento... O que eu pediria ao presidente Bolsonaro é que deixe Lula livre e pediria que se submeta a eleições com Lula em liberdade”, acrescentou. /Agências

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