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Dobrar o consumo per capita de azeite de oliva no Brasil, no período de três a cinco anos, passando do atual 0,5 litro ao ano para 1 litro ao ano. Essa previsão foi feita por Jorge de Melo, CEO da Sovena, que entre sete marcas é dona do Azeite Andorinha, líder do mercado brasileiro desde o ano passado, passando a atual segunda colocada, a também portuguesa Gallo. Em Portugal, o consumo per capita é de 9 litros ao ano. “Ainda existe um grande potencial de consumo de azeite de oliva no Brasil e os brasileiros valorizam as marcas portuguesas”, afirma Melo, que veio a São Paulo participar da APAS Show 2019, de supermercados.

Na liderança do mercado

Para continuar na liderança do mercado brasileiro e ampliar ainda mais as exportações do produto para cá, o Azeite Andorinha fará investimentos em ajustes fortes nas áreas de marketing e comercial, além de apoio a vendas, onde a empresa conta hoje com vinte pessoas. “É muito importante que nossa expansão continue acontecendo de forma sustentável como foi até agora”, ressaltou Melo. O mercado de azeite de oliva no País (sem considerar o composto) é de 75 milhões de litros, o equivalente a US$ 380 milhões ao ano.

Avanço de 80% desde 2016

Desde 2016, a marca Andorinha cresceu cerca de 80% no Brasil, tinha a liderança na categoria extra-virgem, e de 2017 para 2018 ganhou a liderança de todo o mercado. Somente no ano passado, o crescimento da empresa foi de 45%, acima do mercado brasileiro, que avançou em torno de 34%. No primeiro quadrimestre de 2019, que incluiu a Páscoa, data de alta do consumo do azeite de oliva, a marca cresceu 20%. “Nossa meta é crescer 20% ao ano em 2019 e 2020, um bom desempenho em cima de uma base muito boa”, enfatizou o CEO da Sovena.

‘Não há bala de prata’

“Apostar todas as fichas na reforma da previdência não é a estratégia mais adequada. Os empresários sentem a grande instabilidade no ambiente de negócios. O governo precisa deixar claro que não há uma bala de prata. A gestão econômica adequada deve contar com um arsenal de programas para que o país não fique refém de uma única medida. Se o cenário não mudar rapidamente teremos mais um ano perdido”, afirma o economista Eduardo Bassin, da Bassin Consultoria, do Rio de Janeiro, sobre a última revisão, para baixo, do crescimento do PIB neste ano.

‘País precisa de arsenal de programas’

Ontem, pela 11ª semana consecutiva, o mercado reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira. Na semana passada a previsão era de 1,49% e agora está em 1,45%. Ainda que a variação seja pequena, o fato é preocupante por não interromper a sequência de reduções. A inflação oficial, medida pelo IPCA, deve encerrar o ano em 4,04%, ou seja, dentro da meta de 4,25%. “Esses indicadores somados ao volume de capacidade ociosa das empresas e ao elevado desemprego mostram que há espaço para redução da taxa de juros”, enfatiza Bassin.

Acesso à saúde

Entre os direitos fundamentais garantidos pela Constituição de 1988 está o acesso universal à saúde no Brasil. No entanto, nos 30 anos da carta magna, o SUS não consegue dar conta de atender todos os brasileiros e os planos de saúde são inacessíveis para boa parte da população. De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mais de três milhões de brasileiros deixaram seus planos de saúde por conta dos reajustes, pois nem todos têm condições de pagar. Nesse contexto surge o Dandelin, aplicativo que conecta pacientes a médicos, facilitando o agendamento de consultas e socializando os custos reais entre todos os membros de sua comunidade. Com o Dandelin, os usuários não pagam o preço da consulta, mas uma mensalidade variável, que é dividida igualitariamente entre todos os membros da comunidade e nunca ultrapassará de 100 reais. Esse foi o valor máximo que a startup estabeleceu.

Proteção de dados (I)

Os principais desafios da Lei de Proteção de Dados (LGPD) e como contorna-los estão entrando de vez na agenda das empresas brasileiras. Em recente debate, o Daniel Advogados reuniu representantes de empresas de e-commerce, indústrias farmacêutica, financeira, seguradoras e de marketing para conversar sobre as orientações de aplicação dos conceitos da lei em cada área, os melhores métodos e como realizar esse tipo de investimento, além mitigar os riscos e possíveis vazamentos. Luis Fernando Prado Chaves, sócio e head da área de direito digital e proteção de dados do escritório, alertou sobre as atividades envolvidas, principalmente no marketing.

Proteção de dados (II)

“Um exemplo sobre a utilização da base legal de legítimo interesse pode ser no caso de uso de dados pela empresa para fazer uma oferta, personalizada para seu cliente, usando apenas os dados estritamente necessários para a ação. Porém, é necessária uma análise das finalidades das atividades empresariais que demandam uso de dados pessoais para o correto enquadramento jurídico, sendo tal avaliação uma importante parte da implementação do programa de compliance em proteção de dados", explicou. A sócia Vanessa Gaeta recomendou que empresas adotem uma estrutura adequada para o exercício das atividades do Data Protection Officer (DPO), baseada em uma estrutura de governança por meio do reporte direto para o Board da organização.

Flamenco e Lorca

O espetáculo convida para a relação do flamenco com o mundo dos afetos, uma experiência consigo e com o outro. (Foto: Daniel Kersys)

No Centro de Pesquisa e Formação do SESC São Paulo, neste sábado (18), durante a Virada Cultural, a Cia. Ale Kalaf apresenta o espetáculo “Afeto, Capítulo 1, Lorca”, coreografia que entrelaça o flamenco à obra do poeta espanhol Federico García Lorca, autor que foi um grande entusiasta desse estilo de dança. “Lorca buscava em suas obras encontrar a si mesmo, e a arte flamenca o ajudava a conseguir; sua relação com o flamenco era total”, conta a diretora Ale, citando obras como “Romancero Gitano” e “Poema del Cante Jondo”. “O universo andaluz está em seus textos, ele admirava este mundo escuro, tenebroso e trágico e o recriava em sua escrita. Tinha um conhecimento poético dessa arte, suas poesias eram flamencas.” Segundo a diretora, o ponto de contato entre o flamenco e o trabalho de Lorca é a intensidade. “Sua obra, sobretudo seus poemas, assim como a dança flamenca, não se explicam, se sentem - e em sentir está toda a experiência”, conclui.

 

Liliana é editora de fechamento - liliana@dci.com.br