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A 19ª edição da Bienal Internacional do Livro, encerrada no último final de semana, no Rio de Janeiro, foi um sucesso, em um momento em que as redes de livrarias principais enfrentam problemas de sobrevivência no País. Nos dez dias de evento, passaram pelo Rio Centro mais de 600 mil pessoas e foram vendidos mais de 4 milhões de livros, dos 5,5 milhões disponíveis. Infelizmente, apesar dessa performance, o evento não ficará conhecido pelos números positivos. Mas pelo episódio da tentativa de recolhimento de livros de temática LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), que gerou protestos e vendas.

Bienal do livro foi um sucesso...

Na edição anterior, em 2017, foram 3,6 milhões de livros vendidos e público de 680 mil pessoas. Além de ser contestado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu a gestão de Marcelo Crivella (PRB) de fazer “verdadeira censura prévia e promover patrulha do conteúdo de publicação artística”, o prefeito do Rio de Janeiro viu seu gesto de tentativa de proibir livros de temática LGBT resultar em aumento de vendas. A bienal é reconhecida como o maior evento literário do país e contou com mais de 300 autores do Brasil e de outros países, de acordo com a Agência Brasil.

 ...apesar de tentativa de censura

Na quinta-feira (5) o prefeito Marcelo Crivella determinou o recolhimento da obra “Os Vingadores – A Cruzada das Crianças”, um quadrinho de super-heróis da editora norte-americana Marvel, em que uma cena mostra um beijo entre dois homens. A prefeitura nega que tenha havido tentativa de censura ou homofobia e que, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), determinou que a revista fosse lacrada em material opaco e colocada uma advertência sobre conteúdo impróprio para menores de idade.

100% de aumento

Ainda segundo a Agência Brasil, a diretora-geral do evento, Tatiana Zaccaro, destaca que a média de vendas superou a edição de 2017, passando de 100% de aumento em algumas editoras. Ela atribuiu o sucesso ao ambiente cultural e de discussões de qualidade proporcionado pelo evento. “As curadorias dos espaços foram incessantes propondo os melhores temas, buscando os melhores autores e personagens. O espaço infantil foi um sucesso, o Café Literário teve todas as sessões praticamente lotadas e a Arena #SEMFILTRO causou um alvoroço”.

Sem espaço para reajustes

A desaceleração da atividade econômica é uma das razões da inflação baixa. Como a demanda agregada não reage, não há espaço para reajuste de preços de bens e serviços por parte dos ofertantes. Cabe notar que as projeções para 2020 já apresentam leve queda, afirma o economista e consultor Eduardo Bassin, além de 0,87% para este ano. “O problema é que tanto a inflação elevada quanto a demanda baixa afetam o fluxo de caixa das empresas. Faltando menos de quatro meses para o fim do ano, o cenário não é nada animador.

Empresa tem responsabilidade...

Na semana passada, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, por maioria, manter a responsabilidade objetiva de empresa de segurança privada e corporativa. A empresa já havia sido condenada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) ao pagamento de indenização a um vigilante de carro-forte que ficou impossibilitado para o trabalho devido a danos psicológicos decorrentes de um assalto. O ministro relator, Alexandre de Moraes, entendeu que, apesar de a Constituição prever responsabilidade do empregador somente mediante dolo ou culpa, ela permite que a legislação ordinária amplie os direitos do trabalhador. Já o advogado trabalhista que representou a empresa no caso, José Alberto Couto Maciel, sócio da Advocacia Maciel, explica que a responsabilidade objetiva do empregador, ou seja, a aplicação do artigo 927 parágrafo único do Código Civil em favor do empregado, não deveria ter sido aceita pelo STF, como aliás demonstraram os ministros Fux e Marco Aurélio.

...objetiva por acidente de trabalho

"Existe norma constitucional trabalhista, artigo 7° inciso XXVIII na Constituição, afirmando que essa responsabilidade é subjetiva, pois somente é aplicável outra norma de direito diverso ao direito do trabalho quando há omissão na Lei ou na Constituição (artigo 8o da CLT).  Mas entendeu a maioria que o artigo 7° expressa os direitos mínimos do empregado, que podem ser ampliados por outras normas. Ao meu ver, podem sim ser ampliados por outras normas, mas de cunho trabalhista e não de qualquer outro ramo do direito", afirma Maciel. Ele ressalta que manter este entendimento pode contribuir para o aumento no número de processos, onde fica sob a responsabilidade dos tribunais a determinação se a situação foi ou não de risco, como demonstrado em jurisprudências que concedem dano moral por mordida de cobra ou por coice de cavalo, por exemplo. No entanto, Maciel acredita que o STF deve limitar os riscos. “Estes riscos devem ser limitados expressamente a determinadas empresas de efetivo perigo ou de alto grau de insalubridade”, afirma.

A Suíça no ‘Paraty em Foco’

Legenda: Sonhos Yanomami, uma das fotos realizadas entre 1974 e 2003 e que revelam os rituais xamanísticos do Yanomamis e a saga enfrentada por seu povo com a chegada do homem branco e o aumento do desmatamento na região. Foto: Claudia Andujar

Os consulados gerais da Suíça em São Paulo e no Rio de Janeiro juntaram esforços para apresentarem o trabalho de duas artistas suíço-brasileiras, Claudia Andujar e Sonia Guggisberg, No 15º Festival Paraty em Foco, que este ano tem como tema as ¨Migrações¨ e acontecerá de 18 a 22 de setembro . Em 2019, é comemorada a passagem de 200 anos da imigração suíça no Brasil. A temática migratória ligada aos direitos humanos e ao desenvolvimento sustentável despontam como temas centrais na pauta internacional. As exposições “Marcados para morrer?”,  de Claudia Andujar , e “Silêncio”, de Sonia Guggisberg, tratam do ser humano em sua condição nômade, da perda de territorialidades pessoais, coletivas, simbólicas, econômicas e sociais. Andujar é a homenageada da 15º Festival Paraty em Foco 2019. Considerada uma das mais importantes fotógrafas do mundo, ela chegou ao Brasil em 1955, após perder grande parte de sua família na Segunda Guerra Mundial, e foi atraída pela vida e a causa dos povos indígenas.

Reformas microeconômicas

O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF-SP) recebe amanhã (11), na capital paulista, o economista Cesar Frade, coordenador geral de Reformas Microeconômicas na Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia.  O evento também contará com a presença do sócio-diretor da Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Bruno Pascon, que compartilhará experiências das operações estruturadas no mercado internacional e será moderado pela Camila Abel, diretora de Tesouraria, Gestão de Riscos, Previdência e Seguros da AES Brasil.

Uma história de amor

Legenda: O espetáculo levará para as pessoas um outro olhar sobre as canções de Luan Santana e também a fantasia de como elas poderiam ter sido criadas, segundo o diretor. Foto: Victor Hugo Cecatto.

Com idealização do produtor Gustavo Nunes, da Turbilhão de Ideias (a mesma de Cássia Eller - O Musical), direção artística de Ulysses Cruz, codireção e direção de movimento de Leonardo Bertholini e direção musical de Guilherme Terra, o musical “Isso que é Amor” estreia nesta sexta-feira (13), no Teatro das Artes, em São Paulo, e ficará em cartaz até 27 de outubro, com sessões de sexta a domingo. Em seguida, fará turnê por seis cidades do Brasil. A peça trata de uma história de amor emoldurada com as músicas de Luan Santana. A roteirista Rosane Lima escreveu o texto do espetáculo, desenvolvendo a trama a partir dessas canções. Trata-se de ficção, nada é real, é tudo imaginado. Uma história sobre a importância do amor, da integridade e da música na vida das pessoas. “Não se trata de um espetáculo biográfico nem de autoria de Luan Santana, e sim de um musical com canções do artista”, diz o diretor. O ator maranhense Daniel Haidar, de 19 anos, será o protagonista Gabriel Lucas. Vivendo no Rio de Janeiro, na TV fez participação em Malhação (2018) e também no filme Intimidade Entre Estranhos (2018), de José Alvarenga Jr.

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br