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De 1998 a 2017, mais de 145 mil pessoas morreram no Brasil devido a eventos climáticos. Só no ano passado foram pelo menos 30 mortes. Em 20 anos, a média anual dos custos financeiros das catástrofes para o país soma mais de US$ 1,7 milhão (R$ 6,462 milhões à cotação de R$ 3,86). As informações são do Índice Global de Risco Climático, que avaliou 168 países em 2017, ano em que o Brasil foi o 79º país mais impactado por eventos climáticos extremos, como tempestades e ciclones tropicais. O país subiu 10 posições em relação ao ranking do ano anterior do chamado Índice Global de Risco Climático, segundo informou ontem a Agência Brasil.

Em 20 anos, 526 mil mortos

O relatório foi divulgado ontem pela organização ambiental alemã Germanwatch durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontece em Katowice, na Polônia, até o próximo dia 14. A pesquisa concluiu que oito em cada dez nações afetadas por catástrofes climáticas são pobres ou em desenvolvimento. Em todo o mundo, 2017 foi o que mais registrou perdas relacionadas ao clima na história. O relatório mostra que 526 mil pessoas morreram em mais de 11,5 mil desastres naturais de 1998 a 2017, com perdas financeiras de US$ 3,47 trilhões.

EUA sobem no ranking

Porto Rico, Sri Lanka e República Dominicana lideraram o ranking de catástrofes no ano passado. Os Estados Unidos, que combatem os esforços contra o aquecimento global, subiram 16 posições no ranking, e estão no 12° lugar no índice de 2017, com 389 fatalidades e perdas de US$ 173,8 bilhões. O índice indica o nível de exposição e vulnerabilidade a eventos climáticos, mas não e avalia diretamente as projeções futuras e possibilidades de novas ocorrências. Eles esclarecem ainda que nem todos os impactos podem ser atribuídos à alteração da temperatura no planeta.

Bolsonaro rejeita COP-25

O aumento da exposição do Brasil a eventos climáticos deve ampliar o questionamento em torno da decisão do governo eleito, de retirar a candidatura do Brasil para sediar em 2019 a Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP-25. De acordo com comunicado do Itamaraty, os motivos alegados pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) são “dificuldades orçamentárias” e o processo de transição de governo, que assume em janeiro. Crítico do Acordo de Paris, contra as mudanças climáticas, na campanha, Bolsonaro disse sairia do pacto por uma questão de “soberania”.

R$ 200 bi com privatizações

Embora a alternativa do governo eleito, de fazer caixa privatizando estatais federais, não seja uma tarefa simples, é expressiva a cifra de recursos que esse caminho pode resultar. Levantamento da GO Associados indica que, com base em valor de mercado do último dia 28, a venda das participações do governo federal na Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Eletrobras e Correios, há um potencial de receita próximo a R$ 200 bilhões. A consultoria acredita, no entanto, que o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, incluirá BNDESPar e CaixaPar.

O futuro do RH será mobile

O futuro do RH é ser cada dia mais mobile, a começar pela atração de talentos. Hoje, as empresas já têm à sua disposição aplicativos que contam com games, entrevistas por vídeo e recrutamento via redes sociais, facilitando a busca e o cadastro de vagas e, muitas vezes, possibilitando a participação em processos seletivos, que não precisam mais ser conduzidos presencialmente. A afirmação é do diretor de RH da LG lugar de gente, Marcello Porto. Mercado em franco crescimento, o desenvolvimento de softwares para Recursos Humanos têm modificado a forma com que funcionários e empresas se relacionam. “Ao contrário do que ocorria há até pouco tempo, hoje, o RH tem ferramentas para analisar com números e dados precisos a performance dos funcionários, dando fim à subjetividade que acaba sendo um risco para o negócio”, ressalta o diretor de RH da LG lugar de gente, líder no desenvolvimento de softwares para a área. “Tudo isso tem sido feito por meio de inteligência artificial, ferramentas de analytics, mobilidade, games etc”, acrescenta o executivo.

Viagens de incentivo

Cerca de 70% das empresas que investem em viagem de incentivo estão satisfeitas com os resultados obtidos, segundo levantamento do Índice da Indústria de Viagens de Incentivo, realizado pela Society for Incentive Travel Excellence (SITE), Incentive Research Foundation (IRF) e pela Financial and Insurance Conference Professionals (FICP). Na Fanato, uma das principais operadoras especializadas em viagens de experiência, incluindo as de incentivo, a procura por esse tipo de produto, até o momento,  aumentou 22% em relação a 2017.  De acordo com Raphael Santana, CEO do grupo, as empresas procuram esse tipo de ação não só como estratégia para aumentar o engajamento e o relacionamento entre os funcionários, mas também porque reconhecem que uma viagem diferenciada resulta em maiores lucros, rentabilidade e um recall (alto impacto da lembrança da experiência vívida) de até 12 anos. Além disso, uma viagem de incentivo consiste numa poderosa forma de marketing, já que é possível exibir a marca em diversos momentos da viagem, tudo de forma customizada, de acordo com os interesses de cada empresa.

Inovação de impacto global