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O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, defendeu, ontem, que o País passe por um processo de redução de barreiras internas à competição. Segundo ele, "o Brasil precisa de um choque de capitalismo". "Queremos eliminar aquilo que não funciona e copiar de outros países aquilo que funciona. E queremos inovar. Queremos inovar na área de capital humano", afirmou Da Costa, durante abertura de evento sobre emprego e produtividade, em Brasília. Ele acredita que o Brasil pode, "rapidamente", chegar às políticas de capital humano do restante do mundo.

‘Perdemos o bonde da história’

"Não estamos bem, infelizmente. Perdemos o bonde da história", disse o secretário, de acordo com o Estadão Conteúdo. Segundo ele, a produtividade média de um trabalhador brasileiro equivalia a cerca de 40% da de um norte-americano na década de 1980. Atualmente, este porcentual é de apenas 24%. "Voltar aos 40% não deveria ser um desafio tão ambicioso assim. Isso significa quase dobrar a produtividade do trabalhador brasileiro, sem gerar inflação, sem trazer consequências nefastas", disse o secretário do Ministério da Fazenda.

Novas medidas de desburocratização

Da Costa afirmou que uma das frentes de trabalho para atingir este objetivo está ligada à redução de barreiras internas à competição. "Uma pesquisa recente mostra que ficamos em último lugar na questão da competição. Somos o país com as piores regulações de mercados de produtos no mundo", citou. Hoje, até o sistema governamental atrapalha a contratação de trabalhadores. "É preciso colocar o título eleitoral no E-social para fazer essa contratação." Ainda neste mês o governo deve divulgar medidas para desburocratizar contratações por parte das empresas, informou.

Centrais querem ruas desertas ...

"A imagem que queremos é a Paulista deserta, ruas desertas no dia, como se estivéssemos em 28 de abril de 2017 [quando houve greve geral no País]", afirma o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, sobre a manifestação convocada em todo o País para esta sexta-feira (14). "As manifestações são apoio mas o dia é de greve", completa. Segundo os movimentos, a prioridade é que os trabalhadores "cruzem os braços" a partir da madrugada de sexta-feira, com manifestações sendo utilizadas como complemento à paralisação.

... na greve geral desta sexta-feira

De acordo com líderes das entidades, o objetivo é protestar contra o projeto do governo de reforma da Previdência. Também fazem parte das reivindicações temas como maior geração de empregos formais, retomada do crescimento da economia e contingenciamento na Educação. O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves Juruna, disse que um dos pontos essenciais é adesão do setor de transportes, em todas as categorias, para a greve. O SindMotoristas de São Paulo anunciou que haverá adesão generalizada da categoria à paralisação.

Fundos de pensão apostam em ‘planos família’

Os fundos de pensão fechados estão apostando nos chamados “planos família” como forma de incrementar as operações. Com o envelhecimento da população e a necessidade de alcançar um público mais jovem, as fundações miram os familiares dos atuais participantes para atrair filhos, netos e demais parentes nesse tipo de plano. A Viva Previdência, entidade fechada de previdência complementar, lança hoje o Viva Futuro, plano familiar destinado aos parentes de seus cerca de 50 mil participantes. “Um dos nossos principais desafios é mostrar aos atuais participantes e a seus familiares a importância do planejamento como forma de ter um futuro com qualidade de vida e independência financeira”, afirma Silas Devai Jr, diretor presidente da Viva Previdência.

Demanda reprimida

Segundo Luis Ricardo Marcondes Martins, presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), cujos associados administram mais de R$ 800 bilhões em recursos, planos como o Viva Futuro “são fundamentais para o crescimento do sistema. Hoje, há uma demanda reprimida de participação de familiares, de buscar uma proteção social adicional, à luz do debate que vem sendo feito da reforma da Previdência pública”.

Automação bancária (I)

Rodrigo Shimizu, diretor de Marketing do Corporativo da Oi: Soluções para o mercado financeiro. (Foto: Divulgação)

A Oi apresenta no Congresso Internacional de Automação Bancária (CIAB) soluções digitais que auxiliam bancos e instituições financeiras no desafio de melhorar a experiência dos clientes. “Nosso portfólio nos permite atuar em diversos elos da cadeia no processo de transformação digital que os bancos demandam, desde a conectividade, com a oferta de rede WiFi para a comodidade dos correntistas e portal de gestão de acesso para a coleta de informações e comportamentos, até a entrega de uma plataforma antifraude para a autenticação de transações bancárias por meio do reconhecimento facial, criando nova forma de interação e experiência do cliente com o máximo de segurança. Nosso diferencial competitivo é prover soluções digitais de TI e Telecom integradas, aliadas à nossa capilaridade de rede que avança na fibra óptica”, ressalta Rodrigo Shimizu, diretor de Marketing do Corporativo da Oi.

Automação bancária (II)

Alinhada com o tema central do CIAB, de 11 a 13 de junho, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, “Conectado com o Cliente. Contribuindo para a Sociedade”, a  Oi também destaca a plataforma de colaboração que auxilia instituições financeiras na abertura de novas agências sem a necessidade de colaboradores nos espaços físicos, sendo o atendimento executado de forma virtual com o uso da telepresença, impulsionando uma tendência do setor. A companhia ainda terá uma programação no espaço com palestras diárias, o Oi Financial Summit, feitas pelos seus executivos abordando as principais inovações para o mercado financeiro.

Público e privado em prol das cidades

O mundo está cada vez mais high tech e o poder público precisa acompanhar as inovações e soluções apresentadas pelo mercado de startups. E para descomplicar e auxiliar as prefeituras neste processo, o WRI Brasil, o World Bank e a Frente Nacional de Prefeitos - em parceria com o Governo Britânico e a Toyota Mobility Foundation e apoio da Felsberg Advogados, apresentam práticas menos burocráticas de contratação, com a oficina: Como avançar a contratação de inovações pelo poder público -  que acontece em 12 de junho na capital paulista. Entre as cidades brasileiras que já lideram este ranking estão: São Paulo, São José dos Campos, Florianópolis e Recife.

Limão ou limonada

Partindo da premissa de que não há apenas uma única forma de resolver um problema e que a inteligência coletiva e a co-criação são fundamentais para lidar com os desafios de um mundo cada vez mais complexo, Alessandra Lippel, especialista em futuro do trabalho e prototipagem rápida de projetos, criou em 2016 o canal “Limão ou Limonada” para discutir iniciativas de trabalho e inovação, investimento esse que se transformou na prestação de serviços para pessoas e empresas. “Numa mudança de era como a que vivemos o conhecimento está distribuído, mas através das novas tecnologias podemos acessá-lo como nunca conseguimos antes”, destaca. “Quem não pensa sobre o futuro resolve os problemas do presente com ferramentas do passado”, ressalta.

Felicidade ilimitada

“Felicidade iLtda - Valores para quem quer ser feliz dentro e fora do trabalho” é o tema da palestra de João Pacifico no Jornada Empreendedora USA, evento de empreendedorismo nos EUA. Fundador do Grupo Gaia, com mais de R$ 15 bilhões em operações em 10 anos, vem inovando a relação entre empresas e pessoas e o jeito de fazer acontecer no mercado financeiro, através da inovadora cultura “Onda Azul”. Na palestra, Pacifico mostrará exemplos práticos realizados no Grupo Gaia e questionará o que é “sucesso” para as pessoas. O Jornada Empreendedora vai acontecer de três a cinco de julho, em Orlando (EUA). Dentre outros palestrantes, Kevin Harrington (“Gestão, liderança e marketing digital”), Frank Belzer (“Transformação em Vendas: como a tecnologia impacta seu processo de Vendas”).

Maternidade sem idealismo

A trama acompanha as aflições, questionamentos e dificuldades de uma mãe em três momentos de sua vida: parto, a morte da mãe e o aniversário de 30 anos da filha já adulta. (Foto: Divulgação)

Realizado só por mulheres, o espetáculo “A Filha da Mãe”, texto de Livia Piccolo, está no Viga Espaço Cênico, na capital paulista, até o próximo dia 30. Com atuação de Joana Dória, a peça fala sobre a condição materna nos dias de hoje, desvinculando-a do idealismo e do romantismo que cerca o assunto. Para isso, atravessa temas como o patriarcado, o aborto, o feminismo e a morte. O projeto nasceu do encontro entre essas duas artistas e mães e marca a primeira direção teatral de Livia Piccolo. Ela começou a escrever em 2016, pouco depois do parto de seu filho. “Não se trata de um relato autobiográfico ou filiado ao teatro documentário, mas sim de um texto ficcional que metaboliza referências estéticas e experiências reais do processo de tornar-se mãe”, explica.

 

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br