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Com cerca de dez participantes passando dos cem anos de idade, o Viva Previdência, fundo de pensão de servidores públicos federais do INSS, Receita Federal e Ministério da Saúde, tem motivos de sobra para se reinventar e enfrentar o prolongamento da vida muito além da média de décadas recentes. Seguindo a tendência do setor, está criando produtos novos para atrair participantes jovens e, assim renovar o universo de contribuintes. Em direção à busca de ganhar escala e diluir os custos, recentemente adquiriu outra entidade de previdência complementar fechada menor, conta o diretor presidente do Viva Previdência, Silas Devai Junior.

Viva Previdência entra na onda...

“A tendência é a concentração. Dos cerca de 300 fundos de pensão fechados existentes no Brasil, pelo menos cem devem fechar ou ser incorporados aos grandes, do contrário não sobreviverão sozinhos. Sem escala, a conta ficará cada vez mais difícil de fechar”, afirma Devai Junior, lembrando que esse movimento já acontece. Com 50 mil participantes e cerca de R$ 3 bilhões de ativos, o Viva deve ter incorporados futuramente mais R$ 500 milhões com a transferência de gerenciamento de um fundo menor, se avançar negociação iniciada recentemente. Segundo Devai Junior, a transferência de gerenciamento de outros fundos está na mira do Viva para 2020.  

...de incorporar entidades menores

“Vários fundos maiores estão olhando para os menores. Essa onda é tão forte que superamos em muito nossa meta para este ano, que era de R$ 150 milhões em ativos novos incorporados, poderá ficar em R$ 500 milhões”, comenta o diretor presidente do Viva Previdência. A
Viva está disputando com seis interessados o fundo que poderá ser incorporado. Ele destaca que a rentabilidade elevada obtida pela entidade que dirige facilita a aproximação com outros fundos. “A competição ficará cada vez mais acirrada nesse mercado.”

Rentabilidade de 13,6% no semestre

No primeiro semestre de 2019, a rentabilidade alcançada foi de 13,6% e 10%, contra 5,04% e 4,96% de meta, nos principais planos. Com gestão profissional e terceirizada (seis bancos auxiliam na política de investimentos) que prioriza aplicações no mercado financeiro – 85% em renda fixa e 15% em renda variável –, e sem imóveis em seu patrimônio, o Viva Previdência gerou R$ 1 bilhão de superávit nos últimos três anos. Os recursos serão distribuídos em 2020 aos contribuintes, na forma de suspensão de contribuição equivalente dos participantes.

Escala reduz taxa de administração

A grande maioria dos participantes do Viva Previdência está na faixa etária de 65 anos. “Nosso esforço, agora, é reduzir a idade dos participantes, atraindo os familiares também”, comenta Devai Junior. A taxa de administração é preocupação central na gestão dos fundos de pensão. A taxa cobrada dos participantes do Viva Previdência é de 0,7% e poderá cair para 0,5% se os R$ 500 milhões de ativos do fundo cuja transferência está em negociação, tiver um desfecho positivo. Não há data para finalização da tramitação. Pela legislação que rege os fundos de pensão de servidores públicos, o máximo permitido é 1% de taxa de administração sobre o patrimônio.

Tribunal garantista

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo tem se mostrado mais garantista do que legalista. Levantamento feito pelo Anuário da Justiça São Paulo, da editora Conjur, mostra que de 20 temas, discutidos em 2018 pelo órgão, 13 tiveram votos garantistas da maioria dos 23 desembargadores. Uma das questões analisadas pelos desembargadores, por exemplo, foi se candidato aprovado fora do número de vagas tem direito à nomeação com a desistência dos primeiros colocados. Três desembargadores não votaram. Os outros 21 votaram a favor, numa posição claramente garantista. Outra questão abordada, que teve 24 votos contrários, foi se lei municipal pode proibir atividades voltadas à ideologia de gênero nas escolas.

Lei de Zoneamento

O Placar de Votação do Anuário mostra que é na pauta judiciária que o Órgão Especial tem a atuação mais ampla, com entendimentos firmados nas mais variadas áreas do Direito. Uma das decisões de grande destaque foi o reconhecimento da constitucionalidade da lei municipal que trata do chamado direito de protocolo. As licenças para construção civil devem ser analisadas à luz da legislação vigente à época do protocolo do pedido. A decisão permitiu que obras e licenciamentos considerados irregulares após a Lei de Zoneamento e do novo Plano Diretor, editados em 2016 e 2014, respectivamente, tivessem a validade reconhecida. O Anuário da Justiça será lançado nesta quarta-feira, às 18h30, no TJ paulista.

Compra de vinhos pelo celular (I)

Os hábitos de compra dos brasileiros vêm mudando ano a ano, especialmente no que se refere às compras realizadas pelo celular. Segundo estudos do Mobile Time e Opinion Box, o percentual de internautas brasileiros que já fizeram compras via celular passou de 62% em março de 2016 para 82% em março de 2019. Especialmente sobre aplicativos, nos últimos dois anos, o número de internautas que já realizaram compras por meio de apps passou de 46% para 58%. Essa mudança de comportamento também foi sentida pela EVINO, referência nacional em vendas online de vinhos, cujo aplicativo ganha cada vez mais espaço entre os seus consumidores. Em 2017, mais da metade das vendas da empresa acontecia via web. Já o app respondia por pouco mais de 16%.

Compra de vinhos pelo celular (II)

De acordo com Ari Gorenstein, cofundador e co-CEO da EVINO, em menos de dois anos essa realidade mudou e, hoje, o app responde pela maior parte das vendas. “As compras realizadas via aplicativo saltaram de 16,15% em 2017 para 29,9% em 2018. E em 2019, até 23 de julho, o app já era responsável por 44,6% das vendas da companhia”, conta Gorenstein, que reforça que o app da EVINO, o primeiro de wine shopping no Brasil, chegou ao mercado em 2016 para reforçar a missão da empresa de democratizar o vinho e trazê-lo à rotina do brasileiro. Na contramão, o volume de venda via web passou de 65,03%, em 2017, para 50,13%, em 2018, e para 40,21% em 2019.

Bebidas saudáveis

Na liderança da categoria de sucos 100% naturais e a terceira maior marca de sucos do Brasil, a Natural One  amplia sua presença no mercado nacional e internacional. A marca apresenta, hoje, a sua segunda linha de envase asséptico a frio da marca alemã Krones, capaz de aumentar consideravelmente sua produção e gerar 30% mais empregos. A previsão é que a empresa passe a produzir 220 mil toneladas de sucos e novos produtos saudáveis, ante as 100 mil toneladas produzidas atualmente. “A questão da saudabilidade é uma tendência forte há alguns anos. E, nesse contexto, desenvolvemos opções que atendem as expectativas dos brasileiros em todos os quesitos. Agora queremos levar a Natural One para além do Brasil e dos 11 países que já comercializam nossos produtos”, afirma. Ainda este ano, chegam às prateleiras os primeiros sucos feitos pela nova linha de produção.

Bossa nova na dança

Legenda: O espetáculo é cronológico, passando pelo período que dá origem à bossa nova, com canções de Angela Maria, Nelson Gonçalves, Maísa e Cauby Peixoto, mas logo se torna “uma viagem por vários ambientes e climas”. Foto: Marcus Camargo.

Depois do Grupo Corpo e da Les Ballets Jazz de Montreal, a 16ª Temporada de Dança do Teatro Alfa continua em alta temperatura, com a apresentação de uma das principais representantes da dança produzida no Brasil, a Quasar Cia. de Dança. Com 31 anos de atuação nos palcos nacionais e internacionais, o grupo de Goiânia, que  já levou sua obra para mais de 25 países e para 24  Estados brasileiros, fará duas sessões do espetáculo “O que ainda guardo”, 14 e 15 de setembro, no Teatro Alfa, na capital paulista. No palco, a criação de Henrique Rodovalho, inspirada em icônicas composições da bossa nova. Eleito pelo voto do público o melhor espetáculo de dança de 2018 (pelo Guia da Folha) e destaque da dança em 2018 (pelos especialistas do jornal O Globo), o espetáculo foi criado em 2018, ano em que a Quasar completou três décadas de existência e de uma trajetória reconhecida nacional e internacionalmente.

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br