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Estaria em curso uma mudança de perfil no crédito, com os bancos privados retomando o “protagonismo”? Sim, na avaliação dos economistas da Boa Vista, ao avaliar dados de maio, divulgados pelo Banco Central. O destaque foi o fato de o saldo das operações dos bancos privados superar o dos públicos, pela primeira vez desde junho de 2013. Enquanto o saldo das operações de crédito de instituições financeiras públicas atingiu R$ 1,643,004 trilhão, o saldo das instituições privadas chegou a R$ 1,643,565 trilhão. A redução do crédito público se dá, principalmente, pelo recuo do crédito com recursos direcionados, especialmente via BNDES.

Retomando o protagonismo

“O saldo das operações de crédito como proporção do Produto Interno Bruto segue relativamente estável nos últimos dois anos. O que está em curso é uma mudança de perfil, com os bancos privados retomando o protagonismo”, analisam os economistas da Boa Vista. A carteira dos bancos públicos, que chegou a representar 30,2% do PIB em janeiro de 2016, caiu para 23,6% em maio deste ano, o menor patamar desde aquele janeiro. Já a participação dos bancos privados atingiu 23,6%, a maior nível desde dezembro de 2015.

Mudança de perfil

Para reduzir o impacto da crise internacional na economia do país, a partir de 2008 foi observada uma significativa expansão do crédito público, que ganhou força principalmente a partir do primeiro governo Dilma (PT), quando os bancos estatais passaram a ser utilizados também para pressionar para baixo as taxas de juros do mercado. Em junho de 2013, a participação dos bancos públicos voltou a superar a dos privados, algo que não era observado desde julho de 2000. Esse movimento de expansão das instituições estatais durou até o início de 2016.

Em busca de rentabilidade

A nova crise fiscal enfrentada pelo país levou à reorientação da política econômica, com diminuição da participação dos bancos públicos no mercado de crédito, explicam os economistas da Boa Vista. Bancos públicos comerciais, por sua vez, buscam melhorar a rentabilidade, segundo a Boa Vista. No primeiro trimestre de 2019, em relação a igual período de 2018, BB e Caixa registraram avanço do lucro superior ao de bancos privados como Santander e Itaú (45,7% e 22,9%, respectivamente, contra alta de 30,9% do Bradesco, 21,1% do Santander e 6,8% do Itaú).

Inadimplência não recua

Ao mesmo tempo, o saldo das operações de crédito da Caixa recuou 2% no período, contra alta de 0,8% do BB, abaixo de aumentos de 12,7%, 9,3% e 7,5% de Bradesco, Santander e Itaú, respectivamente. Os economistas alertam ainda para o aumento do risco de crescimento da inadimplência diante da frustração com a retomada da economia em 2019. “Os empréstimos para pessoas jurídicas vêm crescendo mais no segmento de micro, pequenas e médias empresas, de maior risco. Diante do fraco crescimento da renda, tendência é aumentar a inadimplência”, concluem.

Jovens tiram ‘gravata’ do Lide

Laís Macedo, 29 anos, CEO do Lide Futuro: Troca de informações e networking entre mentores e novatos. (Foto: Divulgação)

Não é incomum que um jovem de trinta anos ocupe a presidência de uma empresa no Brasil ou outro cargo relevante no mundo corporativo. Sucessores, executivos, empreendedores das novas  gerações, no entanto, têm um perfil bem diferente das lideranças empresariais mais maduras. Foi assim que um grupo de CEOs “tirou a gravata do Lide”, o Grupo de Líderes Empresariais, uma das organizações do Grupo Doria, fundado por João Doria, hoje governador de São Paulo pelo PSDB. “O Lide do futuro não cabia no Lide tradicional”, diz Laís Macedo, 29 anos, CEO do Lide Futuro – com mais de 1.000 membros filiados em nove cidades brasileiras.

Relacionamento e conteúdo

Criado em 2012 como uma área de atuação do Lide, do qual realizou um spin-off em outubro de 2017, o Lide Futuro quer ser uma referência no mercado brasileiro pela forma inovadora com que reúne jovens empreendedores, intraempreendedores e sucessores familiares, em uma plataforma de conteúdo, networking e experiências, afirma Macedo. “Somos um grupo que une relacionamento e conteúdo para quem quer transformar o mundo com o seu trabalho. Seja ele seu próprio negócio ou dentro de uma empresa”, explica a CEO do Lide Futuro.

Processo de seleção

Segundo a executiva, a qualificação da base – há um processo de seleção para ingressar no fórum – está diretamente relacionada à capacidade do grupo de promover eventos com conteúdo rico e relevante. “Despertamos o interesse das principais lideranças do mercado para fazerem parte da nossa jornada e contribuírem com suas experiências, assim promovemos programas de mentoria, por exemplo, com Abílio Diniz, Jorge Paulo Lemann, Sérgio Rial, Roberto Setubal, Paula Bellizia. Os principais nomes do mercado já passaram por nossos eventos e projetos. E, justamente pela qualidade da nossa base, a troca entre nossos filiados e mentores é realmente muito valiosa”, diz.

Certificação digital na nuvem

Certificados digitais na nuvem são o caminho para massificar a telemedicina, uma vez que fornecem a segurança para validar a identidade digital dos profissionais de saúde. O uso da nuvem, da Inteligência Artificial, do blockchain e da realidade aumentada, entre outros, mobiliza hospitais e clínicas médicas no Brasil e abre oportunidades para prestadoras de serviços, observa o CEO da Dinamo Networks, Marco Zanini. Porém, ele ressalta que as inovações direcionadas para a segurança digital e bom funcionamento da infraestrutura de rede ainda são primordiais neste processo de transição. “No caso de hospitais o conceito da nuvem privada é o que mais se adequa ao ritmo do setor, que não pode sofrer com interferências de conexão e precisa de alta disponibilidade para assinatura dos prontuários médicos.  A nuvem privada é desenvolvida com uma série de fatores que driblam qualquer tipo de contingência.”, explica o executivo.  

Exportando transformação digital

Impulsionada pelo movimento global de transformação digital, a Sensedia (www.sensedia.com), empresa pure player em APIs, líder deste mercado no Brasil, está intensificando os planos de internacionalizar seus negócios. As cidades de Lima, no Peru, Londres, na Inglaterra, foram as escolhidas para iniciar esse processo. E a meta é terminar 2019 com operações em três outras regiões, entre elas México, Colômbia e Espanha. “Com a internacionalização, a Sensedia pretende acelerar a sua estratégia internacional para ampliar o market share em APIs globalmente. O Brasil detém 3% do mercado global de APIs, e a Sensedia é a líder desse segmento no país – e a nossa ideia é levar a oferta consistente que temos no Brasil para o resto do mundo”, conta Kleber Bacili, CEO da Sensedia. Faz parte dos planos da companhia para esse ano, a contratação de uma equipe de trailblazers - novos executivos que serão alocados nesses países para o desenvolvimento de negócios locais -, formada por executivos brasileiros, executivos locais e parceiros especializados em APIs.

Índice de bem-estar econômico

Amanhã (28) será lançado, em São Paulo, o primeiro Índice do bem-estar econômico do Brasil. O iCapH  foi formulado por meio de pesquisa dos professores da PUC-SP Ricardo Sayeg e Manuel Enriquez Garcia, da FEA/USP, presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, em parceria com os professores Wagner Balera e Willis Santiago Guerra na dinâmica das disciplinas de Direito  Econômico, Direitos Humanos e Direito Quântico da Faculdade de Direito, Mestrado e Doutorado da PUC-SP. O índice foi implementado pela equipe de estatística e ciência política do Instituto Guimarães, dirigido por Paulo Guimarães, da UNICAMP. Sayeg destaca que o iCapH será relevante para trazer à luz e informar a população sobre o sentimento geral de bem-estar econômico, nos termos que são estabelecidos pela Constituição Federal, além de ser um instrumento importante para o desenvolvimento dos meios e estratégias de combate à pobreza e promoção do bem-estar econômico.

Na terra do nunca

Peter Pan, O Musical conta a história de um garoto que se recusa a crescer. Peter e a fada Sininho levam seus amigos Wendy, Michael e John para conhecer o lugar em que vivem a Terra do Nunca, onde o tempo não passa. (Foto: Bianca Tatamiya)

Depois de temporada bem-sucedida em São Paulo e no Rio de Janeiro, o espetáculo “Peter Pan, o Musical” retorna à cena paulistana a partir de 6 de julho,  no Teatro Bradesco.  Com direção do italiano Billy Bond, que coleciona 10 adaptações de clássicos, entre elas, Cinderella, Alice, Natal Mágico e A Bela e a Fera, a curta temporada reúne no palco 27 artistas que cantam e dançam em diferentes cenários, alternando o uso de mais de 100 figurinos. Os atores mirins Matheus Ueta e Gabriela Sêga - que também trabalham na série infantil Casakadabra, um dos destaques da nova programação da TV Cultura - interpretam Peter Pan e Wendy, os personagens principais, respectivamente. Ueta traz no currículo, ainda, participação na novela Carrossel (Kokimoto) e na apresentação do Bom Dia & Cia, do SBT. No teatro, atuou em outros musicais como A Bela e a Fera e O Pequeno Príncipe. Gabriela Sêga esteve em nove musicais dirigidos por Billy Bond, entre eles Alice, Natal Mágico e A Bela e a Fera.

 

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br