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A guerra comercial travada entre a China e os Estados Unidos não está dando indícios de que vai acabar tão cedo. O que começou como uma guerra de taxas está rapidamente se transformando em uma guerra econômica, e a tensão entre os dois países só aumenta, constata Jefferson Laatus, trader profissional e sócio fundador do Grupo LAATUS. “Os mercados estão muito atentos ao desenrolar dessa situação, já que há risco de desaceleração da economia global”, afirma. Para Laatus, também especialista em dólar, inicialmente, os Estados Unidos têm muito mais a perder com o prolongamento desse embate do que a China.

Tiro no pé dos norte-americanos

“Quando os EUA taxam os produtos chineses que entram no país, as empresas que importam esses itens acabam repassando para os clientes o valor das novas taxas. Consequentemente, os produtos vendidos dentro dos EUA ficam mais caros e isso desestimula o consumo como um todo, desacelerando a economia e provocando inflação”, afirma Laatus. Se os norte-americanos insistirem em imputar mais sanções contra outras empresas chinesas, seguindo o exemplo do que foi feito com a Huawei, a própria economia americana será prejudicada, enfatiza Laatus.

Vai sobrar para o mundo inteiro

“Ainda mais depois que o gigante asiático reagiu taxando as importações dos EUA sobre US$ 60 bilhões e também anunciando a criação de uma lista de empresas estrangeiras ‘não confiáveis’”, comenta o trader. “Qualquer medida tomada contra a China refletirá de alguma forma na economia americana. E se as duas maiores potências passarem a crescer menos, o mundo inteiro vai ser atingido em longo prazo e também vai crescer menos”, reitera o especialista. Ele lembra que, inicialmente, era uma guerra comercial só de taxas.

Impossível zerar o déficit

A intenção inicial de Donald Trump era reduzir o déficit dos EUA com a China por meio de um acordo melhor. “Mas é praticamente impossível diminuir esse déficit. Enquanto os EUA importam cerca de US$ 540 bilhões em produtos chineses, a China importa entre US$ 120 e US$ 150 bilhões em produtos americanos. Então, é uma conta difícil de fechar”, avalia Laatus. A princípio, quem perde com isso são os próprios EUA, pois quando eles taxam os produtos chineses que entram no país, as empresas que importam esses itens acabam repassando a taxa aos clientes.

Menos matéria prima do Brasil

Quando acontecem coisas que atrapalham a economia chinesa e a americana, isso acaba produzindo efeitos negativos em todo o mundo, porque se a China está produzindo e vendendo menos, consequentemente consumirá menos matéria prima do mundo, inclusive do Brasil, observa o especialista. “É bem importante ter a noção de que essa guerra comercial atinge, na verdade, o mundo inteiro e não apenas países diretamente envolvidos. Se as duas maiores potências passarem a crescer menos, o mundo inteiro vai ser atingido em longo prazo e também vai crescer menos.”

Laboratório de inovação

A Petronect, empresa criada para prover serviços de comércio eletrônico relacionados à aquisição de bens e serviços de óleo e gás, inaugura, em parceria com a PUC-Rio, o Laboratório Petronect de Inovação Digital, o “Petronext Lab”, no Instituto Tecgraf, da PUC-Rio. O espaço receberá grupos focados em desenvolver a melhor experiência para implementar soluções inovadoras, buscando trazer ganhos para as necessidades de negócios dos clientes. Segundo Mario Sophia, diretor comercial da Petronect, a ideia nasceu a partir da necessidade de separar os projetos de inovação de sustentação (melhorias do dia a dia) dos projetos de inovações disruptivas. Segundo o especialista, com esta novidade a empresa toma frente da indústria, criando algo que dialogue com o mercado. 

As Leoas e o mundo

Time de futsal feminino de Lages (SC) disputa o Intercontinental Feminino, em Madri (Espanha). (Foto: Divulgação)

Nesta semana, as jovens Leoas da Serra, time de futsal feminino que hoje tem notoriedade internacional, embarcam para Madri (Espanha) para o Intercontinental Feminino, competição que simboliza muito mais do que um título esportivo. As atletas Diana, Amandinha e Greice representam toda a garra do time. “Não jogamos por um troféu, jogamos em busca de dignidade para o futsal feminino brasileiro”, diz Diana.

Foi em 2013 que o Leoas da Serra começou a ganhar forma. Em janeiro de 2015, com a Associação Leoas da Serra, o time ganhou autonomia. Em 2016, quando resolveram fortalecer a equipe de alto rendimento, o time viu sua popularidade crescer. Contrataram atletas de ponta, sendo alguns dos exemplos Diana, Greice e Amandinha. O trabalho das Leoas na comunidade, na época, já era referência. “Tanto que fomos agraciados com o Prêmio Gustavo Kuerten como destaque na inclusão social”, relembra Mauricio. Conquistas mais recentes são a Copa das Campeãs, a Copa Libertadores, a Copa Santa Catarinense, a Liga Catarinense e o Brasileiro Universitário.

‘Sempre preferi as bolas às bonecas’

Diana Santos é símbolo do futsal feminino brasileiro: tetracampeã mundial com a seleção brasileira, a fixa iniciou sua trajetória conjunta com a melhor do mundo, Amandinha no Barateiro, de Brusque (SC) em 2011. Uma das maiores atletas do futsal feminino no país, a atual capitã das Leoas esteve no Top 10 do Umbro Futsal Awards – prêmio que escolhe os melhores do mundo – nas últimas três temporadas. “Eu não tenho nem como contar a minha vida sem o futsal. Desde pequena eu jogava bola com os meninos na rua. Sempre preferi a bola às bonecas. O que era uma brincadeira virou minha vida. Graças ao futsal me formei e graças a ele faço mestrado, junto com a Amandinha. Dizer que a quadra é tudo pra mim não é só um clichê, é a verdade da minha vida”, conta Diana. Amandinha, a melhor do mundo, passa com tranquilidade e orgulho, em nome de todas suas companheiras de time, a mensagem indispensável para este importante momento. “Torçam por nós. Não jogamos por um troféu, jogamos em busca de dignidade para o futsal feminino brasileiro e por um mundo mais justo nas questões sociais e de gênero”.

Investimento de R$ 20 milhões

A Feegow Clinic recebeu investimentos de R$ 20 milhões da DNA Capital, o maior fundo de saúde da América Latina. A empresa brasileira, que cresce a taxas anuais em torno de 250%, acaba de receber o certificado da Sociedade brasileira de Informática em Saúde. Atualmente, o sistema da Feegow Clinic, com mais de 100 recursos, é usado por 10 mil profissionais, em 1000 clínicas e consultórios em todo o Brasil. "A parceria firmada com a DNA Capital através do investimento feito na Feegow é primordial para o crescimento que aguardamos nos próximos meses. Nosso quadro de colaboradores vem aumentando, estamos expandindo nosso potencial de atendimento e entendemos que o momento é de acelerar para alcançar as metas desejadas", explica Silvio Maia, CEO da Feegow. A Feegow Clinic criou o primeiro sistema de gerenciamento de clínicas via web do Brasil e foi pioneira em armazenar dados na nuvem.

Quebrando padrões

Em 6 e 7 deste mês, em Campinas (SP), o segmento de economia da recorrência - aquelas empresas com modelo de negócios similar ao da Netflix, Spotify e de clubes de assinatura – estará reunido na 3ª edição do  Superlógica Xperience, 2º maior evento do mundo e 1º da América Latina na área. A promoção é do Grupo Superlógica, que quer quebrar padrões, transformar os negócios e mostrar como a transformação digital - um dos pilares da nova economia da recorrência - permite que as empresas criem, desenvolvam e escalem novos negócios, gerando valor real para as pessoas.  

Tudo a R$ 50

Já em 8 e 9 de junho, uma loja chamada Confraria, da Zona Leste da capital paulista, monta um espaço para colocar mais de 15 mil peças a R$ 50, uma megapromoção. A empresária Nena Aldin também inaugura sua loja itinerante, a Confra Lovers, aproveitando o Dia dos Namorados.              Serão mais de 15 mil peças de roupas (blusas, casacos, vestidos, saias, macacões, pantacourts...) à venda no Espaço Platina, das 10h às 20h com preço único. Tecnologias com etiquetas de RFID, Machine Learning, reconhecimento de face das pessoas cadastradas, espelho inteligente e self-checkout facilitarão os processos de entrada e pagamento.

Semana Francesa de arte, cultura e gastronomia

De 3 a 14 de junho, a sétima edição do evento idealizado pela Câmara de Comércio França-Brasil vai reunir mais de 30 atrações em São Paulo. A iniciativa já conta com um guia com 33 atrações que serão realizadas no período. Entre as atividades culturais, destacam-se a exposição “Visões da Arte: a influência da arte francesa no modernismo brasileiro”, no acervo do MAC, na USP. A palestra “Migração francesa em São Paulo” que será realizada no Museu da Imigração, o Festival Varilux de cinema e as visitas guiadas no MAM, no Espaço das Arte e no MASP.

Forró, baião, xaxado e xote

Elba Ramalho abre a temporada de eventos em junho, na Casa Natura Musical. (Foto: Divulgação)

Na Casa Natura Musical, a temporada dos festejos juninos será aberta nesta sexta-feira (7), com show de Elba Ramalho apresentando ao público os maiores sucessos e destaques do disco mais recente, “O Ouro do Pó da Estrada”. Em sequência, dia 8 de junho, o Arraiá do Saia de Chita espalha alegria no espaço com muito forró, baião, xaxado e xote - o bloco é conhecido por sua passagem pelas ruas da Pompeia. No dia 14 de junho, uma nova união de blocos vem esquentar a casa: o Quizomba e o Besta é Tu, que trazem um repertório repleto de brasilidade. Além das apresentações, Casa terá cardápio especial para a festividade, que inclui caldos, brigadeiro de paçoca, buraco quente, pipoca e quentão. Elba Ramalho dá início à série de eventos com show no dia 7 de junho e Geraldo Azevedo estende a comemoração com arraiá no dia 13 de julho.

 

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br