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O Estatuto do Desarmamento contribuiu – e muito – para a redução de crimes cometidos no País, com armas de fogo. A constatação é da edição deste ano do Atlas da Violência, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), órgão do governo federal, e Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Ao se debruçar sobre os homicídios cometidos com armas de fogo, de 1980 a 2017, o Ipea traçou dois cenários alternativos a partir de 2003, ano de aprovação do Estatuto do Desarmamento. E concluiu que a taxa de homicídios por armas de fogo crescia em média 5,44% ao ano nos 14 anos anteriores à aprovação da lei.

Menos 43 mil mortes por arma de fogo

Esse ritmo, de aumento de 5,44% ao ano antes do Estatuto do Desarmamento, caiu para 0,85% no período entre 2003 e 2017, após a nova legislação. A partir disso, o Ipea estimou que, se o ritmo de crescimento tivesse continuado semelhante ao dos 14 anos anteriores ao estatuto, o número de homicídios cometidos com armas de fogo teria chegado perto de 90 mil em 2017, um patamar superior aos 47.510 que foram registrados naquele ano – de acordo com a Agência Brasil, também oficial. Dados oficiais que deveriam ser analisados pelo governo que quer ampliar o armamento.

Feminicídios à mão armada

Ainda de acordo com o Atlas da Violência, a taxa de homicídio de mulheres cresceu acima da média nacional em 2017. Enquanto os crimes no país aumentaram 4,2% na comparação 2017-2016, a taxa que conta apenas as mortes de mulheres cresceu 5,4% – a maior desde 2007. Em 28,5% dos homicídios de mulheres, as mortes foram dentro de casa, o que o Ipea relaciona a possíveis casos de feminicídio e violência doméstica. De 2007 a 2017, avançou 29,8% o total de mulheres mortas por arma de fogo dentro das residências.

As negras morrem mais

Outro dado revelador do feminicídio é que de 2012 e 2017, os homicídios de mulheres fora da residência recuaram 3,3%, enquanto crimes cometidos dentro das residências aumentaram 17,1%. O Ipea mostra ainda que a taxa de homicídios de mulheres negras é maior e cresce mais que a das mulheres não negras. Entre 2007 e 2017, a taxa para as negras cresceu 29,9%, enquanto a das não negras aumentou 1,6%. Com essa variação, a taxa de homicídios de mulheres negras chegou a 5,6 para cada 100 mil, enquanto a de mulheres não negras terminou 2017 em 3,2 por 100 mil.

Desigualdade na letalidade por raça

"A gente tem o crescimento da violência contra a mulher e todas estão sendo atingidas, mas as mulheres negras estão sendo atingidas com uma força muito maior", disse Samira Bueno, diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. "A gente tem no Brasil uma desigualdade na letalidade por raça que é escandalosa", disse, lembrando que esse dado não é novo. O Ipea incluiu pela primeira vez no atlas a violência contra a população LGBTI+ e a avaliação é de que a situação tem se agravado e que a população sofre de invisibilidade na produção oficial de dados.

Avançando em São Paulo  
 
Diante da instabilidade econômica, as empresas buscam alternativas para enxugar despesas e manter as contas em dia. É notório que um dos maiores custos na folha de pagamento é o benefício saúde, exigindo uma gestão eficaz desse processo. De olho nessa demanda, a DynamicCare Benefícios, consultoria sediada no Rio de Janeiro e especializada na gestão do benefício saúde, avança no mercado de São Paulo. Atualmente, a empresa gerencia uma carteira com mais de 10 mil vidas, só em São Paulo, nos setores de logística, serviços e varejo. “Ninguém está feliz com o modelo atual: nem a empresa que paga, nem a operadora que oferece o atendimento e nem mesmo o colaborador que usa o serviço. Ao analisar o mercado, identificamos o que faltava: uma gestão humanizada atrelada à tecnologia de ponta”, comenta Leandro Almeida, diretor-fundador da DynamicCare Benefícios. Os resultados já apareceram. A empresa apresenta crescimento acelerado nos últimos três meses em que tem atuado no mercado paulistano e já comemora uma média de 20% a 30% de redução de custos na carteira dos clientes.

Fidelizando o Dia dos Namorados

Mesmo com a economia nacional se recuperando lentamente, as expectativas de boas vendas no Dia dos Namorados ainda são grandes entre varejistas e comerciantes, afinal a data tem, tradicionalmente, a capacidade de aquecer as vendas durante o mês de junho. Segundo estudo de projeção realizado pela Seed Digital, empresa especializada em coleta e análise de dados em lojas físicas do Brasil, o Dia dos Namorados poderá ter um impacto positivo no varejo. A expectativa é que a data tenha fluxo de visitantes 11,4% maior do que a média de fluxo semanal de 2019. Já em comparação com o fluxo do Dia dos Namorados de 2018, estima-se um aumento de 1,7%. A pesquisa também aponta que é esperado um aumento de 5% no fluxo de pessoas na véspera da data, e de 7% no dia 12 de junho. Diante deste cenário, a Sonae Sierra Brasil, uma das principais empresas de shopping centers do país, vem investindo, junto com seus lojistas e parceiros, em estratégias que atraiam e fidelizem os clientes, com o objetivo de gerar um maior fluxo de visitantes e, consequentemente, vendas. “Para a data, apostamos em uma campanha de Compre e Ganhe para aquecer e ampliar os resultados de nossos empreendimentos”, afirma André Lupo, Diretor Executivo de Operações da Sonae Sierra Brasil.

Liderança feminina e diversidade
 
Acontece hoje, em São Paulo, na sede do PVG – Perlman Vidigal Godoy Advogados, primeiro café da manhã liderado por Ana Carolina de Salles Freire Gentil, sócia do escritório em societário e estruturação de produtos, que irá abordar o papel da mulher em cargos de liderança, a importância da diversidade no ambiente corporativo, seus desafios e perspectivas.Para Ana Carolina de Salles Freire Gentil, o encontro pretende explorar temas fundamentais para propiciar um ambiente mais inclusivo e destacar a importância da mulher em cargos de liderança. “Iremos debater questões relevantes para todos que buscam trabalhar em um ambiente mais igualitário e diverso, enfrentando questões de desenvolvimento de carreira, autoconfiança, colaboração, gestão de pessoas e engajamento”, explica Ana Carolina de Salles Freire Gentil. Dentre os convidados, a Silvia Fazio, sócia do Norton Rose Fulbright e fundadora da Women in Leadership in Latina America (WILL), e Ana Carolina Caputo Bastos, sócia do Caputo Bastos e Fruet Advogados e presidente da associação ‘Elas Pedem Vista’.

Hamlet cancelado 

Em cena, o ator passeia por alguns dos papeis do texto shakespeariano, com foco principal nas falas do próprio Hamlet. (Foto: Divulgação)

O artista Vinícius Piedade estreia amanhã (7) “Hamlet Cancelado”  no Teatro Pequeno Ato, na capital paulista. O texto, livremente inspirado em Hamlet, de William Shakespeare, foi escrito por Flávio Tonnetti em parceria com Vinícius, que assina também a direção. Fábio Vidal fez a orientação da encenação, figurino e cenário são de Claudia Schapira e Leo Ceolin respectivamente, e a trilha sonora original é de Manuel Lima. Contemplado pelo Programa de Ação Cultural (PROAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo de SP, o espetáculo segue em temporada segue até 30 de junho. A peça mostra ao público um ator inconformado com o cancelamento da “maior montagem de Hamlet da cidade”. Sua insatisfação com a interrupção o move a narrar e representar à plateia - com os recursos que tem à mão - aquela que seria a peça montada pelo grande diretor, por quem nutre extremo orgulho e admiração.
 

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br