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O Brasil é um mercado editorial que os estrangeiros estão cada vez mais de olho, apesar de estarmos muito aquém do padrão de países desenvolvidos. Os leitores estão crescendo – de 50% para 56% da população, de 2011 a 2016, segundo o Instituto Pró-Livro –, mas a leitura está em décimo lugar na nossa lista de atividades favoritas de lazer. E a Bíblia é o livro mais lido e mais marcante, para todos os níveis de escolaridade. No entanto, como somos um “continente”, qualquer porcentual de 200 milhões de habitantes significa muito, constata Ana Fornells de Frutos, responsável pela promoção comercial da Espanha em São Paulo.

Brasileiros lêem pouco...

“O Brasil é um mercado editorial que os espanhóis têm de estar”, afirma Ana Fornells de Frutos à Plano de Voo. No final de 2017, ela concluiu um roteiro de visitas às principais editoras brasileiras de todos os gêneros literários, divulgando o portal New Spanish Books, que já existe na Alemanha, França, Estados Unidos e Japão e agora chega ao Brasil – o escolhido na América Latina. Nesse guia, os interessados na produção editorial espanhola encontram uma seleção de títulos, cujos direitos autorais podem ser adquiridos para serem publicados e comercializados aqui.

...mas o potencial é imenso

Uma equipe de especialistas brasileiros em literatura espanhola selecionou doze títulos de autores espanhois e de outras nacionalidades, com maior chance de despertar interesse doas editoras daqui. “Os temas vão desde a cozinha da Bíblia a conflitos envolvendo jovens”, explica a responsável pela promoção comercial da Espanha em São Paulo. “A indústria editorial espanhola já está no mercado brasileiro, como os grupos Planeta e Santillana, mas o futuro é muito promissor e essas empresas querem expandir sua presença aqui”, enfatiza Ana Fornells de Frutos.

Setor forte

O setor de livros e imprensa representa 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB) espanhol – e 34,1% do PIB relacionado apenas ao setor de atividades culturais. A Espanha figura como uma das principais potências editoriais no mundo, com média de 79 mil títulos lançados anualmente. Desse total, 97,6% são de primeira edição, apenas 2,4% se referem a reedições. De acordo com a Federação de Editores Europeus, o país é um dos principais mercados daquele continente, tanto em disponibilidade de títulos como em publicação de novidades.

Cargas ferroviárias em alta

A movimentação de mercadorias nas ferrovias, em outubro de 2017, foi de 48,9 milhões de toneladas úteis (TUs), valor 14% superior ao observado no mesmo período de 2016. É o que mostra levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com base em dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A movimentação de soja e farelo de soja foi a que mais cresceu nas ferrovias (92%), enquanto a de adubos e fertilizantes apresentou maior retração (-32%). O minério de ferro correspondeu a 77% do total movimentado em outubro de 2017.

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento

liliana@dci.com.br