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Na contramão do que vem acontecendo hoje no Brasil e em outros países em desenvolvimento, investir na garantia do direito à educação é uma estratégia eficaz para a proteção da vida e para a prevenção da violência. Quem afirma entende do assunto: o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU). É o que demonstrou um conjunto de estudos promovidos e apoiados pela Unicef. Com base nas pesquisas, a entidade aposta no acesso à escola como mecanismo para reverter tendência atual que, segundo ela, pode levar à morte de quase 2 milhões de crianças e adolescentes até 2030.

Jovens vítimas estão fora da escola

Os estudos estão em debate no seminário "Educação é Proteção contra a Violência", iniciado ontem com especialistas, autoridades, sociedade civil e lideranças adolescentes no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O evento é organizado pela Unicef em parceria com a Cidade Escola Aprendiz, uma organização da sociedade civil de interesse público, que se dedica a promover perspectiva integral da educação. As pesquisas revelam ainda que, na maior parte das vezes, o jovem vítima de homicídio está fora da escola ou em vias de abandoná-la.

Na América Latina, 50% de mortes

"Estar na escola é um fator de proteção", avalia Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil. No Ceará, por exemplo, levantamento feito em Fortaleza e em outros seis municípios mostrou que 70% dos meninos e meninas assassinados haviam largado a escola há, pelo menos, seis meses. Outro levantamento, de 2015, indica que a América Latina responde por quase a metade de todos os homicídios ocorridos no mundo envolvendo adolescentes de 10 a 19 anos. A região é a única do planeta que apresenta aumento desses índices desde 2007.

Negros de famílias de baixa renda

No Brasil, de acordo com a Agência Brasil, os dados apontam que 32 meninos e meninas entre 10 e 19 anos são vítimas de homicídio a cada dia, o que coloca o país na primeira posição em número absoluto de assassinatos de adolescentes no mundo. Proporcionalmente, os números brasileiros são inferiores apenas aos registrados na Venezuela, Colômbia, El Salvador e Honduras. Segundo Bauer, trata-se de um problema que afeta de forma mais incisiva um perfil específico: jovens negros de família de baixa renda, sem acesso a saúde, assistência social, educação, esporte.

Medo também afasta estudantes

O medo é um fator relevante prejudicial à educação. Na PeNSE, do IBGE, 14,8% dos estudantes do 9º ano entrevistados em 2015 declararam ter deixado de ir à escola ao menos um dia nos 30 dias anteriores por falta de segurança no caminho. Além disso, 9,5% disseram que se ausentaram em algum momento da aula por não se sentirem seguros no próprio ambiente escolar. Segundo a USP, na capital paulista, 41,2% dos diretores das escolas públicas consideraram alta a violência no entorno, percentual que cai para 22,6% entre os diretores de escolas particulares.

‘Forma lamentável’ da saída de Levy

Não há dúvida que a saída de Joaquim Levy da presidência do BNDES é fonte de nova turbulência no governo. A especialista em contas públicas e professora do Coppead/UFRJ em Macroeconomia, Margarida Gutierrez disse que será difícil encontrar um nome que esteja à altura das credenciais de Levy. “A forma como tudo ocorreu é lamentável. Eu realmente fiquei surpresa, pois o Levy é um profissional de altíssimo nível. Era a pessoa certa no lugar certo. E o que ocorreu representa uma ingerência muito grande sobre a estrutura administrativa do banco”. Ela disse ainda, que o novo presidente precisa dar prosseguimento ao processo de transição do banco para uma estrutura menor, que use menos dinheiro do contribuinte e mais recursos que ele mesmo possa captar.

Sicoob é pioneiro na utilização...

Anunciada durante o maior evento de tecnologia de automação bancária e de serviços financeiros da América Latina, o Ciab, na semana passada, em São Paulo, a Rede Blockchain do Sistema Financeiro Nacional (RBSFN) conecta as principais instituições financeiras do Brasil por meio da tecnologia blockchain. A experiência com a tecnologia blockchain tem demonstrado ganhos de eficiência e aumento da segurança na realização de transações nas diferentes indústrias onde vem sendo utilizada. Diante deste cenário, o Sicoob decidiu ainda em 2016 iniciar seus primeiros estudos sobre o assunto, destaca Márcio Alexandre de Macedo Rodrigues, superintendente de Governança de TI, Segurança e Inovação do Sicoob Confederação.

... da tecnologia blockchain no Brasil

Antônio Vilaça Júnior, diretor de Tecnologia da Informação do Sicoob Confederação: Inovações passarão pela nova rede. (Foto: Divulgação)

Em parceria com outras grandes instituições financeiras nacionais, o Sicoob criou em 2017 a sua primeira iniciativa com a tecnologia. Intitulado de Sistema Financeiro Digital (SFD) conecta datacenters dos participantes e permitiu em 14 de novembro 2018 realizar a primeira transferência em tempo real de valores entre as instituições financeiras por meio da tecnologia blockchain. “A experiência com o SFD tem sido muito rica. Estamos seguros do poder disruptivo da tecnologia para o Sistema Financeiro Nacional.” afirma Rodrigues. O conhecimento adquirido ao longo do projeto SFD permitiu ao Sicoob ser uma das primeiras instituições a entrar no RBSFN. “Não temos dúvidas que as principais inovações dos serviços financeiros no Brasil passarão por essa nova rede anunciada no Ciab”, comentou Antônio Vilaça Júnior, diretor de Tecnologia da Informação do Sicoob Confederação.

Concessão de crédito

No primeiro trimestre do ano, o Itaú Unibanco alcançou a primeira colocação de mercado em concessão de crédito com garantia de imóvel, produto indicado para clientes pessoa física que desejam investir no seu negócio, se planejar financeiramente ou realizar projetos pessoais. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o Itaú subiu de 8% para 26% em participação no período de um ano. Este segmento de crédito com garantia alcançou, em todo o setor, R$ 1,9 bilhão em concessões em 2018, com potencial de crescimento ainda maior para os próximos anos se comparado a países como EUA. Entre os principais benefícios do crédito com garantia de imóvel estão o alto valor de crédito, as taxas competitivas com parcelas decrescentes e um prazo de até dez anos para pagamento.

Terceirizando para crescer

De olho no cenário atual, onde, mais do que nunca, as companhias precisam centrar seus esforços em inovação e agilidade para seguir avançando. A HLB Internacional, empresa global de consultoria e contabilidade, encontrou no Brasil a oportunidade para aumentar sua presença no continente latino-americano, ampliando atuação em serviços de terceirização de backoffice, o chamado BPS. Para isso, inauguram sua quinta firma-membro no país, se associando a grupo especializado em Business Process Solutions, avaliação de riscos, compliance e consultoria complementares ao negócio, com mais de 25 anos de experiência. No Brasil, com a nova firma-membro, a expectativa da marca é dobrar o faturamento local, hoje de US$ 35 milhões. Devido a atuação já consolidada do grupo, liderado pelo executivo Dalton Locatelli, o segmento  de BPS da HLB no Brasil se apresenta ao mercado como a segunda maior do segmento, com mais de 400 clientes nacionais e internacionais. Globalmente a HLB atua em 153 países e fatura $ 2.73 bilhões.

Drones no divã

A história deles é muito parecida com a da internet: inicialmente projetados para funções militares, logo se tornaram um grande aliado do homem moderno. Os drones, veículos aéreos não tripulados conduzidos remotamente ou de forma automática e até autônoma, cada vez mais conquistam espaço no mundo atual e contam com inúmeras utilidades. Como pensar em geolocalização, inspeções, segurança, resgate, mapeamento, telecomunicações e muito mais sem a ajuda dos drones? Isso sem falar dos números que o setor movimenta hoje no Brasil. A expectativa é de que os setores de drones e geotecnologias movimentarão no Brasil em 2019, R$ 1,5 bilhão com a geração de mais de 100 mil empregos. Mostrando as novidades do mercado de drones no Brasil e mundo, acontece de 25 a 27 de junho, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, a Drone Show, maior feira da América Latina. Em paralelo, também acontece a 9ª edição do Mundo Geo Connect, conferência que contará com 19 cursos, nove seminários e dois fóruns.

Segurança cibernética (I)

Até 2022, a previsão é que 80% do crescimento de receita das empresas dependerá diretamente de ofertas e operações digitais, de acordo com a mais recente pesquisa da IDC Brasil. Além disso, a cada ano, U$ 6 trilhões são jogados fora com os danos cibernéticos. Esse levantamento foi feito pela Cybersecurity Ventures, principal instituição de pesquisa do mundo sobre economia cibernética. O mercado para profissionais ligados à tecnologia da informação está entre os temas do Fórum Internacional sobre Segurança Cibernética – CyberSec 2019, que ocorre no Campus da Indústria da Fiep, em Curitiba, nos dias 25 e 26 de junho.

Segurança cibernética (II)

A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (ACREFI) realiza, ‪hoje, na capital paulista, evento sobre “Prevenção à Fraude Cibernética”, assunto cada vez mais presente na pauta das empresas. “Iniciativas de disseminação do conhecimento - dos mais variados temas -, estão inseridas nos pilares da entidade. Trabalhamos essa agenda junto aos órgãos reguladores, além de buscar engajamento diário ao bom uso e sustentabilidade do crédito”, enfatizou Hilgo Gonçalves, presidente da ACREFI.

 Centenário de Nélson Gonçalves

A empresária Liliana Gonçalves e o deputado Hildo Rocha (MDB/MA) durante sessão solene na Câmara. (Foto: Divulgação)

Ontem, em sessão solene na Câmara dos Deputados, em Brasília, a empresária paulistana Lilian Gonçalves recebeu homenagem em celebração ao centenário de nascimento de um dos maiores cantores e compositores do Brasil, Nélson Gonçalves (1919-1998). A data será festejada nesta sexta-feira  (21). A solenidade requerida pelo deputado federal, Hildo Rocha (MDB-MA) contou com o apoio do também deputado Fausto Pinato (PP/SP). “Estamos aqui para homenagem o cantor que depois de Roberto Carlos foi o que mais vendeu discos na história da música brasileira”, ressaltou Rocha. Convidada a discursar no plenário, Lilian Gonçalves, filha do cantor, não escondeu a emoção: “Só tenho a agradecer este momento e saibam que nunca deixarei que esqueçam o nome deste grande brasileiro. Viva os 100 anos de Nelson Gonçalves”.

 

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento