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O “efeito Sérgio Moro” já chegou a Brasília. O polêmico juiz da Lava Jato nem sentou na cadeira do vitaminado Ministério da Justiça e Segurança Pública, o que acontecerá em primeiro de janeiro, e, do outro lado da Praça dos Três Poderes, o Judiciário começou a “mostrar” trabalho em áreas de interesse comum. Ontem, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Dias Toffoli, criou grupo de trabalho voltado à segurança pública, estrutura do governo federal que será tocada por Moro, junto com a Justiça, e uma das prioridades da nova Pasta, que promete enfrentar o crime organizado, além da corrupção.

Grupo vai propor soluções para...

A equipe será coordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e contará com mais oito integrantes, inclusive o general da reserva Fernando Azevedo e Silva, confirmado para o Ministério da Defesa. Como tudo na Suprema Corte, o resultado vai demorar para sair. O grupo de trabalho prevê apresentar relatório e propostas até 31 de julho de 2020. Antes da criação do grupo, Toffoli conversou com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), segundo a Agência Brasil, e com integrantes do SRF. Moraes foi escolhido por ter sido ministro da Justiça.

...a crise na segurança pública

Portaria publicada ontem no Diário Oficial da União diz que o grupo de trabalho, com vários integrantes do STF e do CNJ, vai elaborar estudos e indicar políticas sobre eficiência judicial e melhoria da segurança pública. Na prática, o grupo deve coordenar e planejar a atuação administrativa do Poder Judiciário para aprimorar a eficiência das decisões judiciais no âmbito da segurança pública. Atribuições genéricas e um tanto vagas à parte, o fato é que o STF e o CNJ, até agora não tinham adotado atitude mais firme sobre a crise da segurança pública e do sistema judiciário.

Europa, a crise que se avizinha

A Europa parece uma bomba-relógio prestes a explodir. E essa bomba pode afetar o Brasil. Por ora, as incertezas são as principais inimigas. Com os termos do acordo não definidos, a produção e o comércio com outros países também fica comprometido, afirma o economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo. “O impacto dessas incertezas sobre os investimentos afetará o nível de atividade e emprego, tanto sob a ótica do Brexit, quanto do orçamento europeu e a dívida italiana. Mais uma vez, o velho continente está no olho do furacão de uma nova crise global.”

Os perigos do Brexit e da Itália

Sócio-diretor da Análise Econômica, Franklin Lacerda: bomba-relógio na Europa pode respingar por aqui
 

Na avaliação do sócio-diretor Franklin Lacerda, um desastre pode acontecer caso a Itália entre em uma crise severa, uma vez que 18% de toda a dívida da União Europeia está nas mãos da Itália. “Isso levará o mundo a crer na incapacidade de pagamento de sua dívida soberana, gerando uma crise financeira realmente impactante”, acrescenta. Outro ingrediente importante da crise global que se avizinha é a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit). “Objetivamente, a maior preocupação é com o impacto sobre as cadeias produtivas e o comércio”, ressalta Lacerda.

App do trabalho temporário

Na busca de um emprego temporário nesta época de ano, em que as empresas recorrem a esse tipo de mão de obra, um aplicativo para recrutamento de freelancers no mercado defood service que o Uber anunciou em Chicago do similar da startup brasileira Closeer pode fazer a diferença. Idealizado há seis meses por Walter Vieira, Fernando Ferreira e Fábio Diomelli, o app nacional pretende unir a demanda de estabelecimentos por profissionais temporários a trabalhadores que atuam ou querem ingressar nesse mercado. “Há diversas situações em que empregadores têm urgência em recrutar profissionais, em períodos de pico de movimento ou porque um profissional faltou. Não havia soluções para esse tipo de situação, que é muito comum”, diz Walter Vieira, fundador e CTO da Closeer.  “A tecnologia empregada nesse processo se limitava, basicamente, ao envio de mensagens via Facebook ou WhatsApp ao conhecido de alguém próximo do empregador. O que a Closeer faz é oferecer aos donos de estabelecimentos uma plataforma de profissionais para contratação imediata, além de dar, para as duas partes, históricos e avaliações, tanto dos trabalhos realizados quanto dos estabelecimentos, o que não existia”, afirma.

Mulheres visionárias

A autora e conferencista norte-americana Mary Buffet, que virá ao Brasil pela primeira vez, é a convidada da primeira edição do Mulheres Visionárias Brasil, na próxima terça-feira (27), em São Paulo. O evento promove intercâmbio entre mulheres de todas as partes do mundo, trocando ideias e experiências acerca de projetos sociais, empreendedorismo feminino e liderança. Segundo Maria Luiza Reis, uma das idealizadoras do projeto, o evento acontecerá uma vez por ano no Brasil e vai gerar outros encontros em Portugal e Emirados Árabes. "Quando comecei a apresentar a ideia para grandes empresas, o interesse foi tão grande que resolvi abrir uma empresa para, aí sim, dar continuidade ao projeto. Percebi que o Mulheres Visionárias Brasil seria só o começo de uma ideia muito maior”, afirma a empresária Maria Luiza Reis.

Tom recuperado

Fernanda Takai apresentará no show seu quinto solo
 

A cantora e musicista Fernanda Takai apresenta show baseado no novo disco “O Tom da Takai”, seu quinto trabalho solo, que contou com produção de Roberto Menescal e Marcos Valle. A banda é formada por Thiago Delegado (violão e guitarra), Adriano Souza (piano e teclados), Diego Mancini (baixo) e Caio Plinio (bateria). O CD traz músicas de Tom Jobim garimpadas por Roberto, Marcos e Fernanda. A escolha do repertório passa por “um Tom que era urgente recuperar – o Tom jovem, de cerca de 30 anos e ainda inconsciente de sua vocação para a eternidade”, nas palavras de Ruy Castro (jornalista e biógrafo, autor de A noite do meu bem - a história e as histórias do Samba-Canção). Não vão faltar no show as canções “Olha pro céu”, “Aula de matemática”, “Outra vez”, “Ai quem me dera” e “Brigas nunca mais”. Dias 23 e 24 às 21h30, no Tupi or Not Tupi, em São Paulo.

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento

liliana@dci.com.br