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As empresas, que há algum tempo vêm trabalhando no sentido de promover maior equidade de gêneros em sua força de trabalho, até agora não incluíram em seus programas de ética e compliance ações para combater a violência contra as mulheres fora do ambiente corporativo. “Está na hora de as companhias irem mais além de sua função econômica e assumirem um papel social para reduzir as estatísticas crescentes de vítimas da violência doméstica”, afirma Heloisa Macari, sócia-diretora da área de compliance na consultoria global Protiviti e professora de Ética e compliance na Fundação Instituto de Administração (FIA), em São Paulo.

Consequências profissionais e econômicas

Embora a questão pareça distante do mundo corporativo, os dados sobre o feminicídio também têm impacto altamente negativo na economia, enfatiza Macari à coluna Plano de Voo. Segundo pesquisas da Universidade Federal do Ceará e do Instituto Maria da Penha, as vítimas perdem, em média, 18 dias de trabalho ao ano apenas por consequência direta das agressões sofridas. “As consequências na carreira destas mulheres envolvem menor estabilidade, menos tempo de permanência em seus cargos e, também, menor produtividade”, argumenta Macari.

Maioria vê só o ambiente corporativo

Se a legislação (como a Lei Maria da Penha, vigente há 12 anos no País) e as políticas públicas ainda não foram eficazes no combate às agressões dirigidas às mulheres, encontrar alternativas para educar, difundir direitos e conscientizar sobre a necessidade do aprimoramento dos mecanismos de enfrentamento é medida crucial para contribuir com a preservação de vidas, na opinião da professora e executiva da Protiviti. “A grande maioria das empresas olham só para o que acontece além de suas instalações, principalmente quando o assunto é a violência contra as mulheres.”

Além da equidade de gênero...

Na contramão desta realidade, algumas grandes empresas pioneiras na inclusão e diversidade já estão atentas ao tema e, assim, vêm criando estruturas internas de proteção à mulher. Caso da Magazine Luiza, que criou um canal interno para as funcionárias manifestarem agressões e receber orientações da empresa, conta Macari. A principal preocupação das companhias engajadas no combate à violência de gênero é a de que suas colaboradoras sejam vítimas do feminicídio, tendo suas vidas interrompidas por omissão de toda uma sociedade.

...a proteção à mão de obra feminina

Não é necessário criar grandes estruturas para oferecer à mão de obra feminina um acolhimento de casos de violência doméstica. “Recomendamos a nossos cerca de 300 clientes a utilização de canais existentes no âmbito de programas de ética e compliance, para denúncias e reclamações de questões do ambiente de trabalho, para servirem também de estímulo às mulheres para manifestar a agressão sofrida fora da empresa”, explica Macari. Além de orientações sobre legislação, as empresas podem ainda treinar as profissionais com técnicas de prevenção à integridade física.

Agenda para o crédito

Para retomar o ciclo de expansão do crédito, no Brasil, o próximo governo deveria adotar uma agenda voltada à redução da insegurança jurídica, ao alto custo regulatório de intermediação financeira, ampliar a escassez de fontes alternativas e distorções do crédito direcionado e o cadastro positivo; melhorar o sistema de garantias, fomentando o uso de fundos garantidores de crédito, entre outras medidas. As recomendações estão no estudo “Mercado de Créditos no Brasil”, da Oliver Wyman –  empresa líder mundial em consultoria de gestão. Ana Carla Abrão, sócia da empresa, reforça a importância do acesso ao crédito para o crescimento econômico. “Um mercado de crédito bem desenvolvido ajuda a identificar e a viabilizar os melhores projetos resultando em uma melhor alocação de recursos da sociedade, cada vez mais relevante para a redescoberta do caminho de um crescimento sustentável”, afirma Abrão.

Ofertas iniciais de criptmoedas...

As ICOs (Initial Coin Offering ou ofertas iniciais de moedas), consideradas uma versão de crowdfunding que se dá com o uso criptomoedas, têm crescido no mundo todo. Esta é uma das saídas que empreendedores utilizam para captar recursos para criar suas empresas ou aprimorar as plataformas tecnológicas. As ofertas ocorrem no mercado internacional e, somente até o final de junho deste ano, já movimentaram mais que o dobro de 2017. Segundo relatório conjunto da consultoria PwC e da Swiss Crypto Valley Association, no primeiro semestre do ano, ocorreram 537 ICOs com um volume total de mais de US $ 13,7 bilhões. Em 2017, o total foi de 552 ICOs com pouco mais de US $ 7 bilhões. A operação lançada pela startup Inflr (inflr.com) há dois meses e agora aberta ao público, por exemplo, conta com uma comunidade ativa na rede com mais 17 mil membros e de 5 mil pessoas cadastras na lista de compra. Destes, mais de 80% são estrangeiros.

... ICOs chamam atenção no mercado internacional

A InflrCoin é um token de Ethereum e equivale a 0,00025 unidades da moeda – uma cotação ao redor de US$ 0,10 hoje. “Na prática, a principal diferença técnica entre token e criptomoedas é o fato de o primeiro ter seu uso definido dentro de determinado sistema. No caso da Inflr, isso se traduz na possibilidade de utilizar a moeda para fazer contratações no marketplace de influenciadores criado pela própria startup”, diz o sócio-fundador, Thiago Cavalcante. A expectativa é que a emissão atinja US$ 12,6 milhões. A criptomoeda será integrada à plataforma digital para recrutamento de influenciadores e mensuração do engajamento que será lançada em novembro. Batizado de Proof of Influence, o algoritmo criado pela Inflr calcula o valor de influência do post baseado no real engajamento promovido pelo influenciador.

Gastronomia italiana (I)

Os cursos do Instituto Gastronômico das Américas (IGA) acabam de ser chancelados pela maior federação de gastronomia do mundo. A diretoria FIC Brasile, delegação brasileira da Federazione Italiana Cuochi, analisou e certificou todas as receitas tipicamente italianas que compõem os cursos e workshops do IGA, a primeira rede de escolas de gastronomia e confeitaria e receber a chancela. “A FIC Brasile possui, atualmente, 160 chefes da cozinha italiana em todo território nacional. Destes, oito formam um conselho, com mais quatro membros na Itália. São eles que analisam todos os pratos clássicos, certificando e corrigindo se for necessário”, explica André Otero, chef executivo do IGA. “Depois que as receitas são revisadas, o selo de autenticidade é autorizado”, completa o chef.

Gastronomia italiana (II)

Dentre os membros do conselho, estão o presidente da FIC Brasile, Bruno Stippe, os vice-presidentes Mário Tacconi e Roberto Ravioli, além do secretário-geral Lino Iuliani, hoje também um dos franqueados do IGA, com uma unidade em Bragança Paulista, interior de São Paulo. “O Brasil possui cerca de 15 milhões de descendentes de italianos, o que torna a gastronomia italiana altamente requisitada no País. Temos, então, um grande compromisso de fidelidade às receitas clássicas”, finaliza Otero. “A comida na Itália é um motivo de orgulho nacional. Manter os preparos, ingredientes e conceitos significa muito para os italianos no Brasil. Podermos colaborar para que os futuros chefes de cozinha tenham uma correta formação faz parte dos princípios que adotamos na FIC. Estamos muito felizes com esta parceria”, complementa o chef Lino. O IGA está presente no Brasil desde 2008 e conta com 48 unidades em operação em 15 estados. Em 2017, teve receita mundial superior a R$ 40 milhões e, em 2018, espera crescer 22%.

Mantiqueira e Cozza