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De forma simplificada, uma empresa “zumbi” é aquela que fica vagando em um ponto pouco acima da insolvência, mas bem distante da verdadeira viabilidade econômica. O número de empresas que não geram lucros suficientes para pagar o serviço da sua dívida dobrou em uma década, ressalta o economista Eduardo Bassin, da Bassin Consultoria. “Se não fossem os infindáveis refinanciamentos, essas empresas de baixo desempenho já teriam falido”, afirma. A empresa  “zumbi” tem insuficiência de caixa para pagar as despesas básicas, além de não investir em novos conhecimentos, modernização de processos e inovação tecnológica.

Vivem de refinanciamento

Essa situação torna as empresas  “zumbis” cada vez mais desatualizadas em relação à concorrência. “Uma empresa ‘zumbi’ sempre está precisando de novas linhas de financiamento, seus sócios fazem retiradas incompatíveis com a capacidade da empresa, mantém funcionários sem registro e não tem controles financeiros profissionalizados”, diz Bassin. Um grande risco causado por essas companhias é após a sua ruptura. Elas deixam rastros de estragos causados aos funcionários, fornecedores, prestadores de serviços e a outras empresas com as quais tenham negócios.

Adequar despesas às receitas

Segundo o economista e consultor, não há uma receita mágica e infalível para mudar o destino de uma empresa  “zumbi” no curto prazo, mas há alguns princípios básicos que podem ajudar: conhecer a estrutura financeira da empresa, conhecer a fundo sua estrutura de custos fixos, adequar todas as despesas a capacidade de pagamento, identificar formas de aumentar o nível de receitas, renegociar passivos para alongar o seu prazo, praticar margens adequadas e ter um fluxo de caixa projetado para o mínimo de 12 meses, respeitando a limitação imposta pelos números.

Itens de couro elevam importação...

O Brasil importou mais de US$ 2,3 milhões em máquinas destinadas ao trabalho com roupas e itens de couro no primeiro semestre deste ano, segundo a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos para Confecção (Abramaco). A alta foi de 85% em relação ao mesmo período de 2018, quando as importações chegaram a US$ 1,5 milhão. A Andrade Máquinas, principal distribuidora de maquinário de costura industrial e doméstica no país, destaca que este tipo de vestuário tem alta na demanda no inverno no Brasil.

...de máquinas em 85% em 2019

As vendas da Andrade Máquinas acontecem especialmente para as regiões onde a temperatura é mais rígida neste período do ano. “Cerca de 80% das nossas transações são feitas para essas regiões, sendo 50% para o Sul e 30% para o Sudeste”, apontou o supervisor de Vendas da empresa, Railton Rodrigues. Das máquinas distribuídas pela Andrade, há opções a partir de R$ 3 mil. Para Rodrigues, a alta nas importações do maquinário também tem relação com o fato de a indústria do couro ser bastante diversificada. “Há espaço na área de vestuário, acessórios, como cintos, bolsas.”

Sistema híbrido para a Previdência (I)

O texto da reforma da Previdência a ser votado em segundo turno para depois seguir ao Senado deixou de fora, nesta primeira etapa, o regime de capitalização. No entanto, há evidente intenção do governo de retomar o tema, com promessas de envio de nova Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para tratar sobre este tema específico. O pesquisador e professor de Finanças do Coppead/UFRJ, Carlos Heitor Campani, junto com o pesquisador Andre Rodrigues Pereira, realizaram estudo sobre o tema, tendo como base seis experiências internacionais onde o sistema já foi implementado, ressaltando os prós e os contras.

Sistema híbrido para a Previdência (II)

A conclusão dos dois acadêmicos é que a melhor opção para a Previdência no Brasil seria um sistema híbrido, agregando repartição e capitalização, através de pilares bem definidos. Diante da tendência demográfica e aumento da expectativa de vida, não só o Brasil, mas outros países que contam com o sistema totalmente dependente da repartição simples estão com os dias contados por sua total inviabilidade, afirmam os autores. E não é que o modelo atual seja ruim, apenas não suporta mais o perfil do mundo atual, mas porque ajustes necessários não foram feitos.

Sistema híbrido para a Previdência (III)

“Esse não é um problema só do Brasil. A diferença é que certos países saíram na frente na revisão desse formato”, afirma Campani.  Os pesquisadores estão convictos que para uma sociedade economicamente viável é fundamental a redução do atual tamanho do Estado. Da mesma forma que é indiscutível a necessidade da reforma, tirar essa “peso” das costas do Estado é crucial. ”Entendemos que o melhor caminho é uma reforma que implemente o sistema de capitalização como complementar a um sistema de repartição desidratado, permitindo a criação de uma poupança social atualmente inexistente”, diz Campani.

Aposta em rede de afiliados

Para expandir sua presença em todo o país, a Paketá Crédito,fintech que oferece crédito consignado para funcionários CLT de empresas, criou um programa de correspondentes que reúne uma rede de profissionais e empresas com alto grau de relacionamento e influência com os times de liderança de companhias. Com oito parceiros atualmente, a meta é chegar a 20 correspondentes espalhados por todo o país até o final deste ano. A fintech, que opera desde maio deste ano, espera que esse modelo seja responsável por 20% dos novos negócios até o final de 2019. Com mais de R$ 100 milhões em capital para ser emprestado ainda em 2019, a Paketá tem como meta disponibilizar R$ 1 bilhão em empréstimo consignado nos próximos cinco anos.

E por falar em tecnologia...

A Feegow Clinic, empresa de tecnologia especializada na gestão de clínicas e consultórios médicos, foi selecionada para participar do Programa Scale UP Endeavor, plataforma de aceleração para empresas com grande potencial de crescimento. A Feegow Clinic recebeu investimento de R$ 20 milhões da DNA Capital, o maior fundo de saúde da América Latina, e cresce a taxas anuais de 250%. Também possui o certificado SBIS-CFM, concedido aos sistemas de registro eletrônico de saúde de acordo com avaliação pelo conjunto de subsistemas e componentes.

Fitness em alta

O mercado fitness no Brasil é um dos mais promissores do mundo. Em termos de números de academias, só perde para os Estados Unidos. Aqui, há 34 mil, enquanto lá são cerca de 40 mil. Para aproveitar todo este potencial, a IHRSA Fitness Brasil 2019, maior evento fitness da América Latina – de 29 a 31 de agosto, em São Paulo - promoverá uma rodada de negócios para que os interessados em comprar e vender produtos e serviços possam dar um upgrade em suas academias. Além disso, promoverá um painel de novos talentos para apresentar os profissionais que estão se destacando no mercado e que trazem assuntos relevantes para o setor.

Heliópolis e Colômbia

Legenda: Projeto é parceria inédita que teve como inspiração as duas cidades/regiões em situação de vulnerabilidade social, a exemplo do Comuna 13, em Medellín, uma das mais populosas e importantes cidades colombianas, como São Paulo. Foto: Divulgação.

No próximo dia 22, em São Paulo, o lançamento de um documentário chamado Uma Virada de Cores. O filme faz parte de um projeto maior, com o mesmo nome, que de abril a junho deste ano ofereceu oficinas gratuitas de grafite a jovens de Heliópolis, região da zona sul da capital paulistana. As atividades deixaram como legado 41 painéis grafitados, que encheram de cores as ruas, esquinas e avenidas e transformaram a paisagem do local, além de mobilizar além dos artistas, os mais de 500 jovens que participaram das oficinas, a equipe de apoio local e os moradores que tiveram seus muros e estabelecimentos modificados. Esse foi o resultado do primeiro projeto da parceria da AISCE - Associação de Intercâmbio Sociocultural e Empresarial Brasil – Colômbia.

 
Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br