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O dólar deve seguir ao sabor do cenário internacional – ao redor de R$ 3,8 – enquanto as “boas notícias” no cenário local não chegam. Ou seja, enquanto o governo eleito nas urnas em outubro não anunciar nomes de integrantes de sua equipe ministerial que passem ao mercado capacidade de promover maior articulação no Congresso Nacional e continuidade do perfil atual do comando do Banco Central. “Temos de esperar enquanto o homem/nome/pessoa não vem. Vários ministros já foram definidos, mas ainda falta o mais importante: o presidente do Banco Central”, afirma Fernanda Consorte, estrategista de Câmbio do Banco Ourinvest.

Câmbio oscila à espera do comando do BC

O mercado também está ansioso para conhecer quem assumirá a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, postos chave para o sucesso no encaminhamento das reformas, especialmente a da Previdência, considerada essencial para sinalizar a boa vontade do novo governo em reduzir o buraco nas contas do governo federal e, também, dos estados, se as mudanças forem além da União. E a oscilação do dólar, para cima, na última semana, é consequência de uma semana ruim para os mercados locais devido a vários fatores.

Reforma não veio com o Jingle Bells

Na avaliação da estrategista de Câmbio do Ourinvest, uma causa é a ausência de mais confirmações de nomes para cargos no próximo governo. “Nem o Joaquim Levy na presidência do BNDES foi suficiente para amenizar essa pressão, pois o mercado quer mais, sempre mais. Ô rapaz mimado”, comenta. Ainda segundo Consorte, outros motivos são a sinalização de postergação da reforma da Previdência para 2019. “Ingênuo foi quem tinha esperanças de que no soar do Jingle Bells tivéssemos uma aprovação tão complexa”, enfatiza.

Melhor desvendar o ‘ovo ou a galinha’

O cenário externo não tem ajudado o câmbio no Brasil. “Lá fora, o petróleo ajusta após mais de dez dias seguidos de queda. China mostrou dados mistos, com indústria acelerando em outubro, mas varejo com menor avanço nos últimos cinco meses. E a Europa de olho no desenrolar do Brexit. E já ocorre uma ligeira aceleração da inflação americana”. Diante disso, Consorte, “com dez anos nesse mercado de inconstâncias”, prefere ser comedida em projeções sobre a taxa de câmbio brasileira, limitando-se a desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

Justiça federal em dados

Neste ano, até junho, a Justiça Federal recebeu 1,8 milhão de casos novos, contra 3,5 milhões durante todo 2017. Primeira e segunda instâncias são dois mundos à parte. Os 138 desembargadores da Justiça Federal, juntos, têm mais de um milhão de processos para decidir. Mas, ao contrário do que acontece nas varas federais, há pelo menos cinco anos conseguem decidir mais do que novos processos. Entre os 1.800 juízes de primeira instância, aumentou também a produtividade. As informações estão no Anuário da Justiça Federal 2019, a ser lançado neste dia 21.

Produção de cerveja é...

Diogo Henrique Hendges e Janes Fidelis Tomelin, da Unicesumar: curso 360 para formar cervejeiros empreendedores
 

A cerveja é a segunda paixão nacional, perdendo apenas para o futebol. Nos  últimos anos, essa paixão, que foi se sofisticando com as marcas importadas e artesanais produzidas aqui, extrapolou o consumo. Os brasileiros também estão tomando gosto em produzir a bebida, o que estimulou a Unicesumar, um dos dez maiores grupos privados de ensino superior do país, sediado em Maringá (PR), a criar o primeiro curso de ensino a distância de Tecnólogo em Produção Cervejeira, com duração de dois anos. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) houve um crescimento de 37,7% em cervejarias artesanais registradas no país no último semestre.  Em 2017, foram mais de 500 registros, de acordo com o Instituto de Cervejas do Brasil.

...ensinada à distância

O pró-reitor de Ensino da EAD da Unicesumar, Janes Fidelis Tomelin, diz que a formação de profissionais qualificados ajudará a manter o segmento de cervejas artesanais em ritmo crescente, de Norte a Sul do País. “O curso é 360, ou seja, ensinamos o processo produtivo, pesquisas para oferecer novos sabores ao uso de ingredientes especiais, e tudo o que o aluno precisa saber para empreender e ser bem sucedido nesse negócio, que tem uma legislação bastante exigente”, ressalta Tomelin, lembrando que o potencial do mercado brasileiro é muito grande. “Dez anos atrás, eram cerca de 100 microcervejarias, agora já são perto de 900”, sublinha Diogo Henrique Hendges, coordenador do curso. A mensalidade do curso é de R$ 540,00.

Negócio promissor

Exemplo de oportunidades existentes nesse mercado é o da Mistura Clássica, uma das cervejarias artesanais mais antigas, com 15 anos no mercado e faturamento médio de R$ 8 milhões em 2017. A empresa, que investiu R$ 750 mil nos últimos seis meses, projeta crescimento de 10% em 2018 e de 20%, até 2019. A fábrica, em Angra dos Reis (RJ), já produziu mais de 100 rótulos e 6 milhões de litros durante os 15 anos de existência. “Procuramos levar aos consumidores, além de cerveja de qualidade, conhecimento e grandes experiências. Pensando nisso, começamos em novembro uma série de beer tours, roteiros turísticos em torno da cervejaria, no qual todas as etapas de produção, degustações, workshops e brassagens são demonstrados ao público”, diz Rodrigo Baruffaldi, sócio e gestor da Mistura Clássica. 

Eficiência energética

A Itron, que está inovando a forma como concessionárias e cidades gerenciam energia e a água, implementará sua rede Gen5 para garantir eficiência energética e melhor uso de  dados para a concessionária brasileira Elektro, distribuidora do grupo Neoenergia. A concessionária substituirá atuais medidores de eletricidade por modelos inteligentes da Eletra, uma parceira comercial autorizada da Itron, e implantará a rede da Itron em três cidades (Atibaia, Nazaré Paulista e Bom Jesus dos Perdões, no interior paulista), em 2019. "Com nossa rede preparada para o futuro, a Elektro estará pronta para empregar aplicações e tecnologias inteligentes nas cidades e viabilizar benefícios para os consumidores", diz Emerson de Souza, vice-presidente de Vendas para América Latina da Itron.

Novo mercado

Seguindo a estratégia da matriz, na França, a GL events Brasil abre uma nova linha de negócios. A empresa, que está no país desde 2006, passa a atuar na promoção de eventos esportivos. Os dois primeiros projetos contam com investimento superior a R$ 3 milhões. O grupo adquiriu os direitos para realizar a etapa do campeonato mundial de Kitesurf no Brasil pelos próximos três anos. A competição acontecerá, pela primeira vez no país, de 20 a 24 deste mês, em Preá Cruz (CE). Antes disso, realizou o Streetopia – festival da cultura do basquete – no rooftop do São Paulo Expo. As duas modalidades esportivas foram incluídas recentemente nas próximas Olimpíadas, que serão realizadas em 2020, em Tóquio.

Crédito flexível

Levantamento do Itaú Unibanco apontou avanço de 29% no número de clientes em todo o Brasil que utilizaram o serviço de Transferência de Limites entre janeiro e julho deste ano, em relação a igual período de 2017. O produto colabora para a gestão financeira e o controle do endividamento do cliente por meio da utilização das linhas disponíveis, já que ele permite distribuir o limite total disponível entre o cheque especial, o crédito pessoal e o cartão de crédito – independentemente das taxas de juros praticadas em cada modalidade. O volume transferido do limite cresceu 24% para o cheque especial, 34% para o crédito pessoal e 20% para o cartão de crédito no País nos mesmos períodos comparados.

Shows na balada literária

Orquídeas do Brasil, uma das bandas do “Nego Dito”, como era chamado Itamar Assunção
 

O show especial "Alice & Assumpção" abre a  13ª Balada Literária, nesta terça (20),  18 horas, no Teatro Paulo Autran no SESC Pinheiros, na capital paulista. No palco, a própria Alice, Alzira E, Anelis Assumpção, Ná Ozzetti, Estrela Ruiz Leminski e Orquídeas do Brasil, uma das bandas do “Nego Dito”, como era chamado Itamar Assunção. Outros dois eventos estão programados para acontecer no mesmo local: oficina com os poetas Nelson Maka (Bahia) e Luiza Romão (SP)  e um sarau. A Oficina de Produção de Textos Poéticos Fala, Poesia, de 21 a 24 deste mês, é grauita. O Sarau Especial de encerramento da Balada Literária terá no comando os poetas Emerson Alcade e Nelson Maka, no dia 25, também  grátis. A Balada Literária é uma realização do escritor Marcelino Freire, com apoio de vários parceiros.

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento

liliana@dci.com.br