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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) começou ontem a segunda semana de seu governo tentando amenizar os arranhões em sua imagem, na sexta-feira (4), quando seus auxiliares diretos desmentiram declarações acerca de aumento e redução de tributos, passando a ideia de falta de coordenação no novo governo. Ontem, Bolsonaro aproveitou a posse dos novos presidentes do Banco do Brasil , BNDES e Caixa Econômica Federal, para mostrar que pode vestir as sandálias da humildade. Ele elogiou o conhecimento econômico do ministro da Economia, Paulo Guedes, mas ressaltou que sabe “um pouco mais de política do que ele”.

Sem demérito, com humildade

“O desconhecimento meu ou dos senhores em muitas áreas, e a aceitação disso, é um sinal de humildade. Tenho certeza, sem qualquer demérito, que eu conheço um pouco mais de política que o Paulo Guedes e ele conhece muito, mas muito mais de economia do que eu”, disse Bolsonaro em cerimônia no Palácio do Planalto, três dias depois de ter declarações econômicas suas desmentidas por auxiliares, segundo a Reuters. A confusão não foi só em torno do IOF e do Imposto de Renda da Pessoa Física, mas também da proposta da Reforma da Previdência.

Para o PT não voltar

Em entrevista ao SBT, Bolsonaro ressaltou que “a boa reforma é aquela que passa na Câmara e no Senado, e não aquela que está na minha cabeça ou na da equipe econômica”. Ontem, o presidente mostrou confiança na equipe montada por Guedes não só para cuidar da economia, mas dos “destinos do nosso Brasil”. Bolsonaro ressaltou que seu governo não pode errar, porque se isso ocorrer “vocês sabem quem pode voltar”, numa clara alusão aos governos do PT. Disse ainda que a imprensa livre é a garantia da nossa democracia.

Vai entender (I)

Ao contrário do então candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, que chamou a China de predador com interesse em “comprar o Brasil”, em referência a aquisição de terras brasileiras por chineses, ontem, em artigo publicado pela Bloomberg, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, mencionou aquele paíse asiático por “defender, sem pedir desculpas, seu interesse nacional e sua identidade, suas ideias específicas sobre o mundo”. Araújo também já havia se mostrado crítico ao país asiático em textos publicados em seu blog pessoal.

Vai entender (II)

No texto, o chanceler afirma que a política externa do Brasil está em processo de mudança, de um perfil que chamou de inerte e que recitava “a cartilha das Nações Unidas” durante governos petistas, para uma postura em que o País passa a falar “com a própria voz”, e colocou a China como uma nação que não renuncia a uma posição altiva no cenário internacional, o que faz com que seja respeitada e faça bons negócios. “Por que outros países devem ser obrigados a esposar certas ideias antes de serem considerados bons parceiros comerciais?”, escreveu, segundo a Reuters.

Mosaico de grandes musicais

Cenas de Evita (Don’t Cry for me Argentina) fazem parte de “Um Dia na Broadway”

O musical “Um Dia na Broadway”, de Billy Bond, retoma temporada nesta sexta (11), 21 horas, no Teatro Bradesco, na capital paulista. Tributo aos grandes musicais americanos, a encenação conta com números aéreos, levitação, efeitos especiais e um palco giratório para dar movimento às cenas. A atmosfera do bairro nova-iorquino é recriada  com tecnologia e talento. No palco, trechos dos musicais Priscilla (ao som de It’s Raining Men), Evita (Don’t Cry for me Argentina), Grease (Summer Night), West Side Story (Tonight), Jesus Cristo Superstar (Superstar), Mamma Mia(Dancing Queen), Cats (Memories), Chicago (All That Jazz), Les Miserable (One Day More) e Mary Poppins(Supercalifragilistic). A direção é do italiano radicado no Brasil Billy Bond. Ele assina a dramaturgia com Andrew Mettine e a  direção musical e arranjos com Villa.

PLANO DE VOO