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Bancos brasileiros apontam como um dos principais riscos à estabilidade financeira as incertezas nas eleições presidenciais. A preocupação com riscos políticos teve frequência de citação de 67%, contra 71% na aferição de seis meses atrás do Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central. Para os bancos pesquisados, o resultado das eleições, o programa do candidato eleito e suas condições de governabilidade são fatores de riscos para a economia. Faz sentido. Em contraposição à euforia do mercado com o avanço de Jair Bolsonaro nas pesquisas, a agência S&P Global vê maior risco na vitória do candidato do PSL em relação a Fernando Haddad.

Bancos estão preocupados com...

Paulo Souza, diretor de fiscalização do Banco Central, admitiu que há desconfiança do setor com o momento vivido pelo País. “Toda vez que tem um cenário de eleição, o próprio sistema financeiro e tomadores de crédito param um pouco para saber qual vai ser o desdobramento. O risco político que eu percebo, claramente, que os bancos estão preocupados é em relação a quem vem a ser eleito, qual a reforma no aspecto fiscal, que vai ter impacto na taxa estrutural de juros”, comentou, segundo noticiou a Agência Brasil.

...reformas e taxa de juros

Joydeep Mukherji, diretor-gerente de ratings soberanos para América Latina, disse anteontem (2) que “Haddad não é um outsider como Bolsonaro” e que “a chegada de um nacionalista fanático como Bolsonaro pode afetar profundamente os interesses econômicos estrangeiros no País”. “O Brasil tem imensos problemas, tanto fiscais quanto sociais. A economia mal está crescendo neste ano e há muito na agenda para a na agenda para a nova liderança. Essa preocupação de quão rápida e efetivamente a nova liderança vai lidar com essas questões”, emendou.

Cerco aos corruptos (I)

Advogada Chiavelli Falavign, do Franco Advogados: compliance ganha importância. Foto: Divulgação

Projeto de lei em tramitação no Senado (140/2018) torna mais rígida a punição contra empresas envolvidas em corrupção. Para a advogada Chiavelli Falavigno, responsável pela área de criminal compliance de Franco Advogados, a medida segue a linha das últimas alterações legislativas que têm apertado o cerco sobre empresas e empresários envolvidos em esquemas de corrupção. A legislação vigente prevê para corporações condenadas administrativa ou civilmente por atos contra o poder público multas de 20% do faturamento bruto.

Cerco aos corruptos (II)

Além da reparação financeira, o projeto, que está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), cria novas sanções. “A alteração proposta recrudesce a responsabilidade na esfera administrativa, o que, juntamente com o dano à reputação, provoca grande perda financeira à empresa”, diz Falavigno. Diante disso, cresce a importância dos programas de compliance e integridade, não só para minorar o risco, mas também para gestão de eventuais crises, comenta. A Lei Anticorrupção considera a adoção desses programas um benefício na dosimetria das penas.

Cerco aos corruptos (II)

Além da reparação financeira, o projeto, que está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), cria novas sanções. “A alteração proposta recrudesce a responsabilidade na esfera administrativa, o que, juntamente com o dano à reputação, provoca grande perda financeira à empresa”, diz Falavigno. Diante disso,  cresce a importância dos programas de compliance e integridade, não só para minorar o risco, mas também para gestão de eventuais crises, comenta. A Lei Anticorrupção considera a adoção desses programas um benefício na dosimetria das penas.

De mãos dadas com a tecnologia

A Topmind, uma das principais empresas de prestação de serviços de TI no Brasil, investe em parceria com startups para desenvolver novos modelos de negócios e acelerar o processo de inovação. O objetivo do projeto é aproveitar a expertise da companhia para apoiar a venda de soluções que já estão no mercado, mas que precisam se consolidar em segmentos ainda pouco explorados. “Nosso foco é oferecer a experiência da Topmind, uma empresa sólida e estabelecida no mercado, para divulgar novas ofertas de startups. Iremos atuar como integradores, incluindo as soluções em nosso portfólio e divulgando iniciativas inovadoras de nossos parceiros”, diz Sandra Maura, CEO da empresa. O programa é direcionado para startups focadas em tecnologia que tenham soluções em fase de MVP (Produto Mínimo Viável) desenvolvidas e validadas para atuar no mercado.

Parceria de R$ 24 milhões

Já a Microcity, empresa brasileira de outsourcing de ativos e serviços avançados de TI, reforçou a parceria com a desenvolvedora global de softwares, CA Technologies. Com as novidades, a empresa de outsourcing, que planeja faturar R$ 126 milhões este ano, espera que a parceria gere R$ 24 milhões até o final de 2018. Juntas, as companhias lançaram a oferta Automic as a Service, focada na automação de processos corporativos, e contratada nos modelos Pay-Per-Job (PPJ) e Pay-Per-End Point (PPEP), no qual o cliente paga apenas pelo consumo mensal. No início do ano, as duas empresas haviam anunciado ao mercado ofertas para monitoramento fim a fim e gerenciamento de serviços de TI, com tecnologias da CA e serviços de implantação, suporte, manutenção e analytics, entregues por meio da exclusiva, cloud trimodal, plataforma de nuvem híbrida com uma camada de serviços da Microcity.

Elas são só 13% nos Conselhos

Mulheres representam apenas 13% dos Conselhos

De acordo com a Pesquisa Panorama Mulher 2018, realizada pela Talenses (consultoria de recrutamento e seleção) em parceria com o Insper com 920 respondentes, 43% (395) das empresas entrevistadas declararam ter o cargo de conselheiro. Destas 395 empresas, 44% (173)  têm mulheres participando dos Conselhos. No entanto, nessas 173 empresas que contam com mulheres no Conselho, de cada 10 conselheiros apenas 1.3 são mulheres.  "No Brasil, há algumas práticas relacionadas à equidade de gênero nesse nível hierárquico, mas, de modo geral, ainda é muito incipiente, até porque o tema Conselho, por si só, ainda precisa amadurecer bastante no País", afirma João Marcio Souza, CEO da Talenses Executive.