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As regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) têm que ser adaptadas a novos desafios globais, como subsídios industriais, transferência forçada de tecnologia e outras políticas que distorcem o mercado. A afirmação está em documento da União Europeia sobre os pontos pelos quais a delegação dos países europeus vai brigar durante a Cúpula do G20, nesta sexta-feira e sábado (30 e 1 de dezembro), em Buenos Aires, na Argentina. "Antigos compromissos do G20 de manter mercados abertos, combater o protecionismo e apoiar o sistema multilateral de comércio correm risco de se tornar palavras vazias", ressalta o texto.

Foco na Cúpula do G20

Os delegados da União Europeia ao G20 também defendem que a reforma na Organização Mundial do Comércio deve ajudar a acabar com o bloqueio de nomeações dos Estados Unidos ao órgão da OMC para resolver disputas e suspender a intensificação de medidas e contramedidas unilaterais das duas maiores economias do mundo. A crescente disputa comercial entre os Estados Unidos e a China provavelmente será o principal tópico da agenda na cúpula das economias desenvolvidas na capital da Argentina, de acordo com a agência Reuters.

Saída é cooperação multilateral

"A perspectiva antes da cúpula é bastante sombria. A ordem internacional baseada em regras está sob crescente pressão e as tensões do comércio global permanecem sem solução, afetando negativamente as perspectivas econômicas globais", disseram ontem o presidente do conselho da União Europeia, Donald Tusk, e o chefe da Comissão Europeia, o braço executivo da UE, Jean-Claude Juncker, que representarão o bloco de 28 países na cúpula. "Vamos tentar convencer nossos parceiros que a melhor alternativa é uma cooperação multilateral coordenada."

Agenda de ‘A’ a Enem

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), terá de ser um expert em gestão de agenda para dar conta de tudo o que pretende fazer no cargo, a partir de primeiro de janeiro próximo. Além das atribuições de um chefe de Estado, Bolsonaro promete cuidar pessoalmente de alguns temas, geralmente sob a alçada de segundo e terceiro escalões. Caso das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), às quais o presidente eleito quer ter acesso antes do exame ser aplicado. Para isso, segundo o ministro da Educação, Rossieli Soares, as regras de segurança terão de ser alteradas.

Cigarro para menores

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), apesar de a legislação brasileira proibir a venda de cigarros para menores, a ampla maioria dos adolescentes têm acesso ao produto, em um claro desrespeito à lei, o que contribui para o aumento na iniciação de jovens no tabagismo. Pesquisa recente do Inca concluiu que os adolescentes brasileiros conseguem comprar cigarros com facilidade tanto no comércio varejista formal quanto no informal ambulante, em desrespeito à lei e ao Estatuto da Criança e do Adolescente, que proíbem a venda para menores de 18 anos.

Potencial do turismo brasileiro