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O avanço de 5% nas exportações de automóveis, neste ano, deve amenizar a situação das montadoras brasileiras, que amargam drástico recuo na produção e vendas. Em 2016, a produção voltou aos níveis de 2004/2005, com 2,1 milhões de unidades, e neste ano deverá crescer 9%. O encolhimento nas vendas foi maior ainda, com retorno ao patamar de 2006/2007. Para Carlos Cavalcanti e Fabio Silveira, economistas da MacroSector, os fatores responsáveis por esse quadro nos dois últimos anos devem ser superados. "Mas cabe uma redução rápida na taxa de juros, de modo a permitir a ampliação do crédito e a recuperação da renda das famílias."



Metade da capacidade



O aumento de 5% nas exportações neste ano será bem superior ao avanço da comercialização interna, previsto em 2% sobre o desempenho de 2016 - quando o volume de vendas caiu 20,6% frente a 2015; e 7,2% em comparação a 2014. "É o terceiro ano consecutivo de forte declínio da comercialização de veículos no País", sublinham os analistas da MacroSector. Com 65 plantas e capacidade produtiva de 4,5 milhões de veículos/ano, a cadeia automotiva brasileira deverá fabricar neste ano 2,3 milhões de unidades - cerca de metade do potencial do setor.



'Refis seletivo e ruim'



"Extremamente seletivo e muito ruim." Assim, o deputado federal Alfredo Kaefer (PSL/PR) qualificou ontem a medida provisória que institui o Programa de Regularização Tributária (PRT), anunciado no fim de 2016 no âmbito dos estímulos voltados à retomada da atividade econômica do País. Kaefer é relator dos Projetos de Lei 181 e 3.337, ambos de 2015, que tratam da alienação de dívidas ativas consolidadas de empresas com a União, DF, estados e municípios. O segundo projeto prevê as condições para viabilizar um novo Refis.



Emendar a proposta



"É como ir da água para o vinho", disse o deputado a esta coluna para marcar a diferença entre as duas propostas. Segundo ele, o programa do governo restringe a recuperação fiscal a um número muito pequeno de empresas, permite abater só 25% do prejuízo fiscal, exige garantias reais. "Teremos de aprovar muitas emendas para fazer um razoável acerto em cima dessa medida provisória e, assim, contemplar médias e pequenas empresas, além de outros benefícios", enfatiza Kaefer. Segundo ele, o governo "não vê a realidade do setor produtivo em uma economia em crise".



Vítima e seguros



Um dos temas mais discutidos atualmente é a ação direta das vítimas contra as seguradoras nos seguros de responsabilidade civil contratados pelos causadores dos acidentes ou responsáveis. Podem ou não as vítimas acionar diretamente as seguradoras? A matéria divide opiniões de juristas. O tema ganha a primeira obra específica sobre o assunto, "Ação direta da vítima no seguro de responsabilidade civil", do advogado Gustavo de Medeiros Melo, sócio do escritório Ernesto Tzirulnik Advocacia. O livro é editado pela Contracorrente.



Orientações a candidatos



O SPEAKZZ, plataforma de idiomas e comportamento, oferece mais de cinco opções de pacotes com dicas de como ter sucesso em uma entrevista de emprego, de atendimento e comunicação para taxistas e maneiras de interagir em diferentes culturas, por exemplo. Com investimento de R$ 300 mil, a plataforma quer estimular o conhecimento, a qualificação e o aumento da renda dos brasileiros através do ensino online personalizado, seja para estudantes ou profissionais que buscam um lugar no mercado de trabalho. A empresa pretende vender 1.500 boxes por mês no primeiro ano e, conta com plano de expansão internacional a partir do segundo semestre de 2017.



Amor e passarinho



 



A história de amor e separação entre uma menina e um passarinho, que há dois anos rendeu uma indicação ao Prêmio Jabuti à escritora Adriana Falcão pelo livro infanto-juvenil "A Gaiola", ganha os palcos pela primeira vez no espetáculo musical homônimo, assinado pela diretora Duda Maia. Com adaptação da própria autora e de Eduardo Rios, a peça estreia hoje no CCBB São Paulo, dentro do projeto Temporada Infantil Brasilprev. "O espetáculo tem estrutura que pretende agradar a qualquer faixa etária. Tanto os adultos, que podem se identificar com a história, assim como crianças a partir de oito anos, que irão acompanhar o texto e criar um diálogo com os adultos", diz Duda.