Publicado em

As diretrizes da área ambiental que vêm sendo adotadas desde a posse do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ganham repercussão não somente no Brasil e, lá fora, no terceiro setor. Além de mobilizar organização não governamentais e setores da sociedade brasileira, como oito ex-ministros do Meio Ambiente, representando quase 30 anos de gestão ambiental no país, que divulgaram carta de repúdio “ao desmonte das políticas nacionais de proteção ambiental e desenvolvimento sustentável”, o governo Bolsonaro (PSL) já se depara com a resistência de países financiadores de ações contra o desmatamento no País.

Alemanha e Noruega discordam...

Noruega e Alemanha, os dois principais doadores do Fundo Amazônia, poderão deixar de doar recursos, em decorrência dos planos do governo do presidente Jair Bolsonaro de mudar a gestão do fundo bilionário destinado a reduzir o desmatamento, disseram pessoas familiarizadas com o assunto, na sexta-feira (31), segundo a Reuters. Se o governo modificar unilateralmente a forma de gerir o fundo de desenvolvimento sustentável, as duas nações europeias poderão interromper doações ou até mesmo a resgatar fundos que não foram utilizados.

...de mudanças na gestão

Semanas atrás o ministro do Meio Ambiente, que é cético quanto às mudanças climáticas, criticou a administração do fundo devido a supostas irregularidades no uso e na liberação dos recursos para ONGs, solicitando a revisão dos critérios de contratação de entidades a serem beneficiadas pelo Fundo Amazônia. Salles suspendeu todas as operações do fundo. A Noruega e a Alemanha reagiram, alegando que estão satisfeitas com a administração, feita pelo BNDES, do fundo de US$ 1,28 bilhão, e pediram ao ministro que entregasse suas propostas de alterações por escrito.

Dois projetos já foram suspensos

“Até a tarde de quinta-feira [30], não havíamos recebido nenhuma proposta escrita ou relatório de inspeção por parte do BNDES”, disse porta-voz da embaixada alemã em Brasília à Reuters. A Noruega doou US$ 1,2 bilhão e, a Alemanha, US$ 68 milhões, além de aporte previsto de US$ 100 milhões para o fundo, que recebe doações anuais conforme desempenho do Brasil contra o desmatamento. A falta de acordo já suspendeu dois projetos do fundo: para recuperar a cobertura vegetal na Amazônia e melhorar acesso ao mercado de produtos florestais das comunidades locais.

‘Inaceitável’ enfraquecer sociedade civil

Para os doadores, o mais preocupante é o plano do ministro do Meio Ambiente de reduzir o papel da sociedade civil e remover a representatividade indígena na composição do comitê orientador do fundo, o que seria inaceitável para os doadores, segundo uma das fontes. Hoje, o comitê é composto por 24 integrantes, que seleciona os projetos a serem financiados. Segundo a Reuters, ambientalistas brasileiros disseram que as mudanças fazem parte do projeto político do governo no que diz respeito a direcionar recursos para fazendeiros e abrandar as proteções do meio ambiente.

Novas batalhas entre EUA e China

A semana acabou com o agravamento da guerra comercial entre os EUA e a China. O governo do gigante asiático anunciou, na sexta-feira (31), a criação de uma lista de empresas estrangeiras "não confiáveis", como resposta às medidas dos Estados Unidos contra a chinesa Huawei. O anúncio acontece depois de Washington incluir a gigante chinesa das telecomunicações Huawei em uma lista de empresas suspeitas, para as quais os grupos americanos não podem vender material tecnológico. E o aumento das tarifas da China sobre US$ 60 bilhões em importações dos Estados Unidos entrou em vigor como planejado no sábado (horário local), com Pequim retaliando à intensificação pelos EUA da guerra comercial entre os dois países. As tarifas, anunciadas em 13 de maio, aplicam taxas adicionais de 20% ou 25% em mais da metade dos 5.140 produtos dos EUA que viraram alvo. Pequim já havia anteriormente imposto tarifas de 5% ou 10% sobre os produtos. Nenhuma negociação nova está prevista entre os dois países.

Chatbots no cotidiano  

De olho em um mercado crescente, a Cedro Technologies, provedora de soluções em consultoria, serviços de tecnologia e software, investe em soluções de curadoria na construção e acompanhamento de chatsbots. No Brasil, levantamentos apontam que 80% das pessoas de 19 a 64 anos utilizam diariamente serviços como WhatsApp, Facebook, Messenger ou similares.  Para Thiago Morais Felix da Costa, Product Owner da plataforma People e serviços de inteligência artificial da Cedro, a construção de um chatbot eficiente demanda que o profissional conheça a linguagem da empresa e da persona à que está se dirigindo, além de ampla habilidade de comunicação e capacidade de ensino. “É importante ressaltar a escolha de um profissional de linguística para acompanhar o desenvolvimento do projeto,  com a equipe de curadoria de conteúdo, pois juntos buscarão o aprimoramento do assistente virtual para que o mesmo consiga se aproximar das necessidades reais de seus futuros e atuais usuários”, explica.

No mundo real

O Palácio do Planalto teme que o Ministério Público inicie uma investigação por improbidade contra o secretário Carlos da Costa, do Ministério da Economia, em razão do excesso de gastos com passagens aéreas que teriam somado R$ 65 mil em apenas quatro meses no cargo. Os valores estão na contramão da diretriz do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que prega austeridade aos seus auxiliares e integrantes do governo em geral.

Solidariedade com o Nordeste

Toda a renda com a venda dos produtos é revertida aos projetos da instituição Social Amigos do Bem. (Foto: Divulgação)

Compotas de doces do sertão, castanhas de caju, além de cestas e canecas com o desenho do mandacaru, cacto típico do sertão brasileiro, são alguns dos presentes 100% solidários à venda pela ONG Amigos do Bem, em espaço especial cedido pelo Shopping Pátio Higienópolis. Todos os itens à venda foram produzidos artesanalmente e a renda é revertida em benefício das famílias atendidas pelo projeto que trabalham nas unidades de beneficiamento de castanhas e de doces, nas plantações de caju e de pimenta, nas oficinas de artesanato e de costura. Os Amigos do Bem também contam com projetos que geram educação para mais de 10 mil crianças e jovens, além de acesso à água, moradia e saúde.

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br