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A notícia do suicídio do ex-presidente do Peru Alan Garcia (1949-2019), ontem, após a chegada de policiais à sua residência, em Lima, para prendê-lo por caso de corrupção ligado à empreiteira brasileira Odebrecht, nos faz refletir sobre a trajetória de um político, que chegou ao poder com a aura de socialista. O desfecho da vida de Garcia reativou na minha memória várias lembranças do dia em que ele, aos 36 anos de idade, assumiu a Presidência em seu primeiro governo (1985 a 1990). De passagem pela capital do País e hospedada no centro da cidade, acordei num domingo impedida de sair do prédio. As ruas estavam tomadas pelo Exército.

Posse com aparato militar

O aparato militar estava montado para proteger os chefes de Estado que se encontravam em Lima por ocasião da posse do “John Kennedy do Peru”, como Garcia foi chamado em seus áureos tempos. À época, o Sendero Luminoso – organização de inspiração maoísta fundada na década de 1960 pelos corpos discentes e docentes de universidades do Peru, que, em sua luta em favor do comunismo, promoveu luta armada – tinha força relevante e pairava como ameaça às instituições daquele país. Nas bancas, os jornais do dia exaltavam a posse com esperança o novo governo.

Segundo mandato

Quando Garcia deixou o governo, em 1990, a economia do Peru estava pior, e as mortes – calcula-se em mais de trinta mil – decorrentes do conflito entre Sendero Luminoso e as forças militares só cessou a partir de 1992, quando caiu o principal líder do grupo, Abimael Guzmán. Apesar disso, Garcia, que morreu prestes a completar 70 anos de idade, era um dos políticos mais experientes do Peru. Ganhou um segundo mandato, de 2006 a 2011, quando se enredou nas seduções do esquema de propinas que rondam os governantes.

Poder e sedução

De acordo com a imprensa internacional, Garcia era investigado por supostos subornos decorrentes da construção de uma linha de metrô para Lima, projeto no qual estava envolvida a construtora Odebrecht. A polícia também deteve ontem Luis Nava, ex-secretário-geral de Presidência, e Miguel Atala, ex-vice-presidente da Petro Peru, que teria recebido US$ 1,3 milhão da empreiteira numa conta do banco D'Andorra. García era investigado por lavagem de dinheiro, conflito de interesses e tráfico de influências no caso do concessão da Odebrecht.

Lá e cá

A Odebrecht é investigada no Peru por ter pago propina para ganhar contratos de obras de infraestrutura. Os casos de suborno da Odebrecht no país já levaram à prisão o ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski e a líder da oposição, Keiko Fujimori. E não parece mera coincidência que no dia em que Garcia prefere a morte a ser preso por suspeita de corrupção envolvendo a empreiteira, as manchetes dos jornais brasileiros tratem de desdobramentos sobre proibição de reportagem envolvendo o presidente do STF, Dias Toffoli, em situações suspeitas com a Odebrecht.

Parceria estratégica

O Instituto Semeia, que atua nacionalmente no desenvolvimento de modelos de gestão e projetos que unam governos, sociedade civil e iniciativa privada na conservação ambiental, firmou parceria com a Colorado State University para concessão de bolsa de estudo no curso de Planejamento e Gestão de Turismo em Áreas Protegidas, nos EUA. Interessados podem buscar informações no http://www.semeia.org.br/colorado. “Considerando que as parcerias estão mais avançadas em outros lugares do mundo, a capacitação é fundamental para elevar o nível do debate e da formulação das políticas públicas relacionadas aos parques brasileiros. Entendemos a Colorado State University como grande referência no tema e, essa parceria impacta em ganhos fundamentais”, diz Fernando Pieroni, diretor-executivo do Instituto Semeia.

Conectividade para o campo (I)

A Oi passa a atuar no mercado agrobusiness levando solução de banda larga e de IoT (Internet of Things) para a Amaggi, uma das empresas líderes do agronegócio na América Latina, com atuação em sete países através da produção e comercialização agrícola, em logística e energia. Com projeto piloto já em atividade em uma das fazendas da companhia localizada na cidade de Sapezal (MT), a Amaggi traz inteligência para o seu negócio com a obtenção de informações em tempo real via solução de IoT, conectando o maquinário presente na sua lavoura à rede da Oi para melhoria de processos e aumento da qualidade na operação. No contrato, a Oi é responsável por fornecer e gerenciar a conectividade e os dispositivos encarregados de transmitir os dados do campo à sede da fazenda.

Conectividade para o campo (II)

“Nosso projeto com a AMAGGI visa, sobretudo, garantir assertividade e agilidade para as tomadas de decisão que impactam no dia a dia da empresa. Obter dados somente ao fim de uma colheita já não é mais uma realidade sustentável para o setor agrícola. Sabemos que a agricultura de precisão no conceito de indústria 4.0 requer conectividade e levar a nossa solução para uma empresa responsável por uma das performances agrícolas mais expressivas do país mostra que a Oi está pronta para atuar na vanguarda da vertical do agronegócio, como provedora de soluções de TICs em um dos principais pilares da economia do nosso país”, ressalta Adriana Viali, diretora do Corporativo da Oi.

Céu de brigadeiro

A Alta Books registrou, no primeiro trimestre de 2019, crescimento de 51% em relação a 2018. Apesar da crise no mercado editorial, a editora vai lançar mais de 200 obras, entre best-sellers internacionais e obras escritas por importantes autores nacionais. Nas últimas semanas, a Alta Books anunciou as contratações de Bem Shapiro (The Right Side of History),  Ram Charan (Execução), Marshall Goldsmith (How Women Rise), Darren Hardy (The Compound Effect) e também o novo livro de Jordan Peterson (Beyond Mere Order). E, já para o início de maio, a editora preparou dois lançamentos que prometem movimentar o mercado brasileiro: O Que as Escolas de Negócios Não Ensinam - Insights do Mundo Real De Gladiadores da Gestão (José Salibi e Sandro Magaldi) e Transformações Exponenciais (Salim Ismail).

Simpósio global anticorrupção

No próximo dia 29, acontecerá a primeira edição do Simpósio Internacional Anticorrupção – Combate à Corrupção e a Nova Era. O evento, na capital paulista, discutirá a corrupção e suas consequências para a sociedade brasileira, e os desafios que devem ser enfrentados. Serão analisadas as leis e regras vigentes sobre o assunto, assim como a introdução de novas políticas públicas e as reformas políticas, eleitorais, legais, criminais, administrativas e econômicas. Entre os palestrantes, um dos mais renomados juízes de processos de corrupção, fraude e crime financeiro dos EUA Jed Rakoff, que presidiu a ação coletiva de investidores contra a Petrobras e que resultou no acordo de pagamento de US$ 2,95 bilhões pela petroleira, em 2018. Jorge Washington Queiroz, criador do simpósio, diz "é de extrema importância a discussão deste tema central, pois o estrago causado à economia e a todo o tecido social, pela grande corrupção, é devastador".

Concerto com toque contemporâneo

                       Paul Lewis é internacionalmente reconhecido como um dos líderes musicais de sua geração e é aclamado como um dos melhores intérpretes do repertório clássico europeu. (Foto: Divulgação)

Pela primeira vez, o Ilumina se une ao pianista Paul Lewis em uma  única récita na Sala São Paulo, em 30 de abril, às 21h, na capital paulista. Toda a renda de bilheteria será destinada a TUCCA, 100% dedicada à cura do câncer em crianças e adolescentes. Para esta apresentação, o Ilumina contará com 20 instrumentistas e convida o premiado pianista britânico Paul Lewis em uma junção inusitada de um músico com forte repertório do período clássico com um grupo que traz a contemporaneidade da música de concerto. Todas as peças do repertório examinam a luz na música, através de diversos espectros das peças, do solo à orquestra de câmara, incluindo peças de Bach, Ravel, Bartók, Boccherini e Mozart, além de improvisações.

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br