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Um “marketplace de soluções para o empreendedor”. É esta uma das medidas que o governo estuda para ensinar o pequeno empresário a, por exemplo, precificar sua mercadoria, tomar crédito e realizar exportações. Em outra frente, a Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec) também planeja para o último trimestre do ano um movimento de estímulo ao empreendedorismo jovem em conjunto com a Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje). O plano, ainda em formatação, terá como norte falar para os jovens sobre cultura empreendedora durante uma semana, em ambiente de sala de aula.

Duplicar a produtividade dos pequenos

O subsecretário de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, José Ricardo da Veiga, afirma que a ideia é, além de incentivar o empreendedorismo, duplicar a produtividade das pequenas empresas, considerada baixa segundo declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro sobre a criação de um programa voltado à “primeira empresa”, informou a agência de notícias Reuters. Todas as medidas integrariam o Portal do Empreendedor, canal oficial voltado à formalização do microempreendedor individual, espécie de beabá para os futuros donos de empresas.

Combater falta de planejamento

A meta da secretaria, segundo Veiga, é que o portal reformatado esteja pronto até dezembro, mas que já ofereça novidades a partir de setembro. Com ele, o governo quer combater a falta de planejamento, apontada por 49% dos empresários que fecharam as portas como uma falha no processo de empreender, segundo estudo do Sebrae. A preparação dessas empresas é vista como crucial, já que 98% das companhias no Brasil são de pequeno porte. No total, são cerca de 8 milhões de micro e pequenas empresas e mais 8,5 milhões de microempreendedores individuais.

Portal como bússola de um processo

O secretário citou ainda a falta de produtividade como outro grande gargalo. De acordo com estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a microempresa brasileira tem 10% da produtividade da grande companhia que opera no país. Na média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), esse percentual é de 50%. Nos próximos quatro anos, o objetivo é levar a produtividade da microempresa brasileira a 20%, afirmou Veiga, com o portal turbinado como uma das bússolas deste processo.

Em linha com o ‘ser patrão’

Em suas declarações públicas, o presidente Jair Bolsonaro tem apontado a dificuldade “de ser patrão” no Brasil. “Eu pretendo, e estou falando com o ministro da Economia, Paulo Guedes, lançar o programa Minha Primeira Empresa, para todo mundo que reclama do patrão ter chance de ser patrão um dia”, disse o presidente recentemente. Um dos primeiros economistas a se aproximar do então deputado federal e hoje presidente Jair Bolsonaro, o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, apoia há anos o fomento à primeira empresa.

Fundos de pensão fechados...

Com uma alocação acertada dos investimentos em renda fixa e títulos públicos e, complementarmente, em renda variável, alguns fundos de pensão fechados obtiveram no primeiro semestre de 2019 rentabilidades em suas carteiras bem acima das metas atuariais e das principais aplicações financeiras. Neste contexto, a Fundação Viva de Previdência, com patrimônio de quase R$ 3 bilhões e 50 mil participantes, se destacou no segmento de previdência complementar. O Vivaprev alcançou rentabilidade de 9,13 % no semestre, em relação a uma meta de 4,51 %. Por sua vez, o plano Geaprev obteve retorno de 12,52 %, ante uma meta atuarial de 4,58 %. Se comparado a produtos bancários, como poupança (2,25 %), CDI (2,59 %) e inflação medida pelo INPC (2,45%), os resultados dos planos foram ainda melhores.

...e com rentabilidade alta

O diretor-presidente da Viva Previdência, Silas Devai Jr., atribui o ótimo desempenho a uma política de investimentos eficiente, mas admite que “com a provável redução da taxa de juros, a partir do ano que vem, teremos de aumentar nossas apostas em renda variável para manter o atual desempenho”. Os dois fundos são compostos, majoritariamente, por servidores públicos espalhados por todo o país, especialmente da área de saúde.

Bom de faturamento

O balanço no faturamento da holding de franquias Universal Franchising - dona das marcas Cheirin Bão (cafés especiais), Depile-se (rede de depilação com ceras mornas) e BeautyB (Sobrancelhas e Unhas) – deve chegar a R$ 40 milhões neste ano, quase o dobro do ano anterior, em que alcançou R$ 28,5 milhões. Wilton Bezerra, diretor do Grupo, ressalta que de janeiro a junho de 2019 a rede inaugurou 35 unidades por todo o país. “Temos um planejamento de expansão bem alinhado e executado. Além disso, buscamos sempre aprimorar nossos produtos e serviços em cada uma de nossas marcas”, explica. Bezerra também afirma que 2019 tem sido um ano para ampliar a participação da empresa em feiras no setor do franchising, como a Franchise 4U, e também estarão na Expo Franchising ABF Rio. Atualmente, as três empresas somam mais de 300 lojas em todo o Brasil e a Cheirin Bão também está representada em Portugal, em Vila Nova de Gaia.

Vantagem competitiva

Legenda: Francisco López Navarrete, CEO da Mindway Business School, da Espanha. Foto: Divulgação

Em um ambiente cada vez mais competitivo, as empresas estão cientes da relevância da marca como vantagem competitiva. O design, parte da estratégia das marcas de consumo, principalmente nos segmentospremium e luxo, é muito importante para definir a proposta de valor do produto, com base no estilo de vida. A afirmação é de Francisco López Navarrete, CEO da Mindway Business School, da Espanha, que acaba de fechar parceria com a FAAP (Faculdade Armando Alvares Penteado). Juntos, a partir de setembro, estarão oferecendo o programa Lifestyle Brands Management. Trata-se de uma capacitação inédita no Brasil, que terá formato híbrido, com imersões online, dois módulos em SP e um módulo em Madri. O curso será lançado oficialmente nesta segunda-feira (29/7), às 19h30, durante workshop com o CEO da Mindway.

Amplo mercado de lifestyle

A declaração de Navarrete tomou como base seu testemunho sobre como algumas indústrias estão mudando suas estratégias de produto e comunicação a serviço da experiência do consumidor. Com o mercado delifestyle não poderia ser diferente. “Design, tecnologia e experiência de marca são as melhores ferramentas para criar e capturar valor em um período de constante mudança", destaca. O mercado de lifestyle é muito amplo, que tende a crescer ainda mais. De acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o segmento de saúde, beleza e bem-estar registrou crescimento de 9,7% no terceiro trimestre de 2018, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Foi o terceiro melhor desempenho em franquias, segundo o estudo.

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br