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O governo brasileiro analisa com cautela otimista a moção aprovada pelo Parlamento austríaco contrária ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul e avalia que, apesar do sinal negativo dado pelos austríacos, ainda há tempo até que o acordo precise ser efetivamente ratificado e a posição austríaca pode ser revertida. A informação é da repórter Lisandra Paraguassu, da Reuters. De acordo com fontes ouvidas por ela, a avaliação é que sempre haverá gente a favor e contrária ao acordo e qualquer discussão sobre a ratificação é prematura. Essa etapa precisaria de, no mínimo, mais um ano e meio para ser iniciada.

Se aprovado, acordo vai aos países da UE

Uma porta-voz da Comissão Europeia disse que ambas as partes do acordo estão realizando uma “revisão legal” para finalizar o texto, que será traduzido para os idiomas da União Europeia e depois enviado ao Conselho Europeu e ao Parlamento Europeu. Se aprovarem o acordo, ele seguirá aos países da UE para ratificação, em muitos casos exigindo uma votação parlamentar. A moção austríaca significa que o governo foi instruído a votar contra o acordo. Se os austríacos não mudarem de posição, o acordo pode não seguir adiante.

Em 10 dias austríacos terão eleições

As fontes ouvidas pela Reuters no Brasil lembram que a Áustria passará por novas eleições legislativas daqui a dez dias. “A moção é boa para a campanha legislativa. O acordo com Mercosul nunca foi muito popular por lá”, disse um diplomata que acompanha o tema. A eleição legislativa pode mudar a composição do governo e uma nova moção poderá ser votada. Além disso, o processo ainda está longe de chegar ao ponto de precisar ser ratificado pelos Parlamentos locais. A Áustria precisaria também rejeitar a ratificação do acordo.

Livre comércio é rejeitado por partidos

Quase todos os partidos do subcomitê da União Européia do Parlamento austríaco votaram contra o projeto de um acordo de livre comércio UE-Mercosul. A base da rejeição foram críticas às políticas ambientais brasileiras. “O acordo seria ruim para nossa agricultura, mas especialmente para a proteção ambiental e para os direitos dos trabalhadores na América do Sul”, disse o deputado social-democrata Jörg Leichtfried. Conforme fontes ouvidas pela Reuters, o risco maior é outros países europeus, insatisfeitos com o acordo, adotarem o mesmo comportamento.

Risco é se criar precedente a ser seguido

Luxemburgo já teria indicado que pode também não aprovar o seguimento do acordo, por exemplo. “O risco é se criar um precedente a ser seguido”, disse uma das fontes. O tempo, no entanto, corre a favor do acordo. Até a fase de ratificação do acordo, sul-americanos e europeus favoráveis ao acordo podem trabalhar para convencer a Áustria a voltar ao acordo. A porta-voz da Comissão reforça essa linha de raciocínio. “Basicamente, a ratificação ainda não começou. Acho que esse é um aspecto importante a ser lembrado”, disse.

Sem tempo a perder

Legenda: Alexandre Pierantoni, diretor executivo no Brasil da consultoria global Duff & Phelps: governo tem de agir rápido para atrair novos investimentos. Foto: Divulgação

 

 

 


O aprofundamento da redução da taxa básica de juros, a Selic, para níveis históricos de 5,5%, aliado à aceleração das privatizações e concessões na área de infraestrutura darão um fôlego importante para a retomada do crescimento econômico. “O governo já está dando um apoio importante ao consumo, por meio da liberação do FTS, além dos cortes nos juros básicos. E as reformas também ancoram um quadro que tende a ficar mais atraente para os investidores”, afirma Alexandre Pierantoni, diretor executivo no Brasil da consultoria global especializada em fusões e aquisições, Duff & Phelps.

Eleições estão chegando

Para Pierantoni, o momento de investir no Brasil é agora. “Apesar da tendência da marca de turbulência nos mercados interno e externos, que são fatores negativos, a expectativa para o futuro próximo mudou de patamar, para melhor. Os fatores desfavoráveis estão mais centrados na política”, avalia o diretor da consultoria. Na opinião dele, “o que não dá é para o País continuar em situação de espera”, como foi nos últimos anos, quando a economia foi movida pelo mercado interno. “Não há tempo a perder, em 2020 e 2022 teremos eleições, o calendário está apertado”, acrescenta.  

Design em pauta

O IED São Paulo realizará em cinco de outubro, em São Paulo, a segunda edição anual do Open Day, evento que convida estudantes do ensino médio e vestibulandos a uma tarde de atividades, entre bate-papos e desafio criativo, oferecendo a oportunidade de conhecer a faculdade e os cursos de graduação em Design Gráfico e Digital, Design de Moda e Design de Produtos e Serviços. Essa edição conta também com a participação da Schutz, do grupo Arezzo que é parceira do IED e conta como tem buscado inovação e sustentabilidade através do design para as seis marcas do grupo. O bate-papo contará com a presença de Maria Gabriela Saldanha, gerente de pesquisa e desenvolvimento da Schutz (Grupo Arezzo), Dudu Bertholini e Katia Lamarca, coordenadores de Design de Moda, Carla Link e Augusto Berte, professores do IED, Rafael Toledo, coordenador de Design de Produtos e Serviços, Eliane Weizmann, coordenadora de Design Gráfico e Digital, e Rafael Gregório, ex-aluno e UX designer focado em metodologias de inovação.

Treinamento em finanças

A ACREFI (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento) e o CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola) iniciam, neste mês, o Projeto Voluntariado, iniciativa conjunta que vai treinar e certificar jovens para que atuam  no mercado de crédito. Nesta primeira fase, o projeto vai abranger 300 jovens de 14 a 24 anos incompletos, que cursam ensino médio e superior em escola pública. Hilgo Gonçalves, presidente da ACREFI, lembra que a proposta é incentivar  a inserção do jovem no mercado de trabalho e, além disso, que a iniciativa está alinhada com os pilares da Associação, que incluem educação financeira e compartilhamento de conhecimento: “ o nosso propósito é qualificar  ainda mais estes jovens na busca do seu primeiro emprego. Uma vez certificados, eles terão uma vantagem competitiva para atuar principalmente em empresas correspondentes bancários no país”. Na mesma linha, Marcelo Gallo, superintendente nacional de Operações do CIEE, recorda que as duas instituições realizam há algum tempo ações conjuntas que estimulam a educação financeira e destacou que o objetivo da nova parceria “é qualificar o jovem para atuar no mercado".

Rede social inspira Pedro Cardoso

Na segunda fase da ocupação artística do Teatro MorumbiShopping, na capital paulista, o ator Pedro Cardoso estará sozinho no palco na comédia  inédita “À Sombra dos Outros”. Escrita e dirigida pelo próprio autor, monólogo está em cartaz até três de outubro. A peça reúne textos dos aclamados posts de Pedro e discussões com seus mais de 200 mil seguidores nas redes sociais (um feed, espontâneo e gerido pelo próprio Pedro). São esquetes de personagens que Pedro já fez e outros inéditos, numa colcha de retalhos interativa com a plateia. A peça cumpre temporada até o dia 3 de outubro, sempre às quintas-feiras, 21 horas.

Histórias do Rio São Francisco

Legenda: Trabalhadores no Ramal do Agreste, parte da obra da transposição abordada no livro “São Francisco”.
FOTO: João Velozo

 

 

Jornalistas se reuniram para produzir um livro-reportagem que aborda temas sobre a água, a seca e as obras da transposição no sertão de Pernambuco e da Paraíba. De Belém do São Francisco, cidade pernambucana banhada pelo Velho Chico, cruzando todo o estado de Pernambuco e chegando a Monteiro, na Paraíba, histórias reais são contadas no livro-reportagem 'São Francisco', um projeto que une quadrinhos e fotografia em uma narrativa jornalística que aborda três aspectos: água, seca e obra. Durante 15 dias, a jornalista-quadrinista Gabriela Güllich e o fotojornalista João Velozo percorreram mais de 1000km para a produção da reportagem, passando por todas as cidades do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco para a construção deste projeto, que resultou em um livro-reportagem de 110 páginas. A iniciativa surgiu através da vontade de unir a narrativa do jornalismo em quadrinhos com o fotojornalismo, além de abordar histórias sobre uma das principais obras do país. O projeto chega em sua etapa final e conta com o apoio do financiamento coletivo através da plataforma Catarse para ser impresso. O apoio do financiamento coletivo será dividido da seguinte maneira: 60% para impressão do material e envios – todos com frete grátis, 27% para custos de produção e 13% para a plataforma do Catarse. Os apoiadores podem ganhar, além do livro impresso, uma série de brindes como prints, marcadores de página, desenhos originais, páginas originais do livro, zine e adesivos. A campanha, iniciada no dia 01/09, fica disponível até 09/11 através do link catarse.me/saofranciscohq.