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O nome traz a origem da empresa: DNPONTOCOM reúne o nome da operação da Polícia Federal, Pontocom, que deteve por 24 horas em Porto Alegre (RS), em 2005, o jovem Daniel Nascimento – daí o DN na marca –, à época com 16 anos de idade, por fraude financeira de milhões de reais. Depois de ter “aprendido com a lição da brincadeira de garoto” e passados alguns anos, em 2013 Nascimento decidiu “vir a mercado”. Primeiro, lançou sua biografia, que ele define como a “primeira de um verdadeiro hacker brasileiro”. Daí para a criação da DNPONTOCOM foi um passo, com ênfase no diferencial de hackers em serviços de segurança digital.

‘Bolsonaro foi alvo fácil’

“Em um país onde o presidente da República despacha de um hospital por meio de um celular, dá para imaginar o tamanho da fragilidade em relação à proteção de dados, tanto no setor público quanto no privado”, diz Nascimento. Segundo ele, Jair Bolsonaro “deu 70% do caminho” para quem estivesse interessado em vazar dados dos assuntos tratados entre o presidente e sua equipe, ao anunciar como e de onde enviaria e receberia mensagens. “Só faltava a nossa autoridade maior usar o wifi do Hospital Albert Einstein para se comunicar no Whatsapp. Um alvo fácil”, ironiza.

Sem praticar cracking

Com dez colaboradores espalhados pelo Brasil e sediada em Curitiba (PR), a empresa vende o trabalho de quem, até hoje, continua mal visto. Ele faz questão de diferenciar os hackers, “que baseados em conhecimento, elaboram e modificam softwares e hardwares de computadores, seja desenvolvendo funcionalidades novas ou adaptando as antigas”, dos crackers, termo usado para designar quem pratica a quebra (ou cracking) de um sistema de segurança. “Hackers, hoje, são essenciais para ajudar governos e corporações a se protegerem dos riscos de cyberataques”, ressalta.

Falta treinamento e educação

O empresário afirma que as soluções ofertadas pelo mercado de segurança digital são insuficientes para responder à demanda crescente e complexa decorrente da transformação digital. “A grande maioria das fraudes ocorre por falha humana. Não adianta comprar softwares de gestão fora do Brasil e não treinar os brasileiros que vão usar esses programas, que podem servir de porta de entrada para estrangeiros monitorarem governos e empresas brasileiras”, diz Nascimento. “O que vai resolver a questão da segurança digital é a educação, que precisa começar já nas escolas.”

Mercado crescente

Em um país onde a cada 17 segundos um consumidor é vítima de tentativa de fraude, de acordo com o Serasa Experian, hackers deveriam ser valorizados com a regulamentação da profissão, defende Jose Le Senechal Neto, diretor comercial e sócio da DNPONTOCOM. Segundo ele, a Polícia Federal tentou contratar Nascimento, mas ele teria de cursar Direito e ser aprovado em concurso. Além de testar os sistemas de segurança das empresas, o time monitora a deep web, produz estudos e estatísticas, com expertise própria, e também cria soluções sob demanda.

Clube de jazz na Paulista

Marcos Loução, diretor geral da Porto Seguro: valorização da cultura e experiência única para visitantes (Foto: Divulgação)
 

Já presente no Rio de Janeiro, a nova filial do clube de jazz nova-iorquino Blue Note será aberto hoje em São Paulo, com show de Marcos Valle e Azymuth, seguido de Toquinho, Leny Andrade Trio e Os Bossanova. Localizado no Conjunto Nacional, com vista para a Avenida Paulista, cartão postal da cidade, a casa receberá grandes músicos em shows intimistas e exclusivos, realizados de quarta a sábado, no formato de dois sets, e aliados a um cardápio gastronômico assinado pela chef Daniela França Pinto. "Apoiamos a casa no Rio de Janeiro e agora também em São Paulo. Em uma cidade tão plural como a capital paulista, o patrocínio reafirma nosso compromisso com o incentivo à cultura", declara Marcos Loução, diretor geral da Porto Seguro, patrocinadora máster do clube de jazz. Além dos shows, a casa contará com almoço com cool jazz ao vivo de segunda a sexta, e um brunch aos domingos, quando os shows acontecerão na varanda.

Desafios de 2019

A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) realiza ‪na próxima quinta-feira (‪21/02), na capital paulista, evento para discutir os desafios do Brasil neste ano. Marcelo Gallo, superintendente nacional de Operações do CIEE; Marcelo Claro, diretor de Tecnologia e Operações do Banco Votorantim; Nicola Tingas, consultor econômico da Acrefi,  e o presidente da Acrefi, Hilgo Gonçalves, serão os debatedores. “Um dos pilares da instituição é fomentar essa troca de conhecimento e, esse tema, nos permite traçar uma reflexão importante de País. A expectativa em relação à expansão do crédito é de 8%, sendo que a nossa previsão em recursos livres para pessoa física é 12%”, projeta Hilgo.

 

 

Liliana Lavoratti é editora de fechamento

liliana@dci.com.br