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Cesare Battisti é um caso fora da curva. E, por isso, um inevitável desacerto. A decisão de acolher o italiano parece manchada pelo casuísmo; a de rever a decisão e extraditá-lo nesse momento, também. A avaliação é do criminalista Davi Tangerino, professor da FGV-SP e sócio de DTSC Advogados. Battisti, cidadão italiano, foi condenado criminalmente na Itália, país que pede sua extradição. “A situação era complicada desde o início: a defesa não conseguia falar com Battisti, não deixavam ele falar com um advogado francês, teve até notícia de crime de abuso de autoridade”, comenta o especialista sobre o caso que promete mais polêmica.

Sem processo justo

Tangerino lembra que, resolvidas as primeiras questões, meses depois veio aos autos a informação de que Battisti fizera pedido de refúgio o que, por força da Lei 9.474/1997, impediria o processo de extradição. “Assim como em outros regimes de exceção, argumentou-se que Battisti não teve direito a um processo justo”, acrescenta. O Supremo Tribunal Federal (STF), ao enfrentar o tema, acabou discutindo algo tão ou mais importante: a Corte determina a extradição, ou apenas a autoriza, cabendo ao presidente da República efetivamente implementar a medida?, questiona.

Nas mãos de Bolsonaro

Vencidos os ministros Cármen, Eros, Joaquim e Marco Aurélio, deferiu-se a extradição de Battisti; também se formou maioria em torno da ideia, todavia, de que o ato de extradição é discricionário do presidente da República, com votos de Cármen, Joaquim, Britto, Marco Aurélio e Eros. “Como se vê, quatro ministros autorizavam a extradição de Battisti, mas entendiam que a decisão final era do presidente. E Lula decidiu não extraditá-lo. A questão relevante que surge agora é: podem Temer ou Bolsonaro rever a decisão e proceder à extradição?”, emenda o especialista.

Objeto de disputas ideológicas

A Procuradoria Geral da República entendeu que sim, no que foi validada por Fux, que determinou a prisão de Battisti. “O tema não é trivial: de um lado, extraditar, como decidiu o STF, é prerrogativa do presidente da República. De outro, passados cinco anos da decisão, há um certo sabor de revanchismo, próximo de perseguição”, ressalta o professor da FGV-SP. “Battisti, em suma, tornou-se objeto de disputas ideológicas: extraditá-lo virou bandeira de um grupo da direita, para opor-se a Lula, que, por sua vez, conferiu a um caso concreto cores únicas.”

Um caso fora da curva

Ao manter Battisti no Brasil, o ex-presidente Lula também gastou um capital político e tornou o italiano um certo ícone de um grupo da esquerda brasileira, na opinião de Tangerino. “De um lado e de outro, Battisti é um caso fora da curva. E, por isso, um inevitável desacerto. A decisão de acolher parece manchada pelo casuísmo; a de rever a decisão e extraditá-lo nesse momento, também”, conclui. E pelos primeiros sinais dados pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), Battisti, foragido no momento, se encontrado, terá de enfrentar os tribunais na Itália.

Em defesa dos strip malls (I)

Os strip malls são uma tendência que vem se espalhando cada vez mais pelo Brasil e se apresentando como uma alternativa facilitadora no dia a dia dos consumidores. Centros comerciais de rua muito bem organizados, com custo operacional inferior ao de um shopping center convencional, estrutura com estacionamento, segurança, controlador de tráfego, etc, esses locais de conveniência são instalados em bairros de grande adensamento, para atrair redes líderes em seus respectivos segmentos.

Em defesa dos strip malls (II)

O empresário Marcos Saad é o primeiro presidente da Associação Brasileira de Strip Malls (ABMALLS). FOTO: Divulgação

O aluguel das lojas e merchandising basicamente é responsável pela rentabilização do negócio. Para defender o interesses desses comerciantes, foi criada a Associação Brasileira de Strip Malls (ABMALLS). A entidade será presidida por Marcos Saad, empresário do varejo. Segundo ele, uma das vantagens dos strip malls é a estabilidade do retorno financeiro pela fidelização do público local. “Nada mais cômodo que encontrar, no caminho de casa, no próprio bairro ou próximo do local de trabalho, um centro comercial com diversas lojas e serviços que facilitam o dia a dia”, diz.

Direto do revendedor

Consumidores da Avon podem comprar seus produtos e recebê-los onde desejarem em poucas horas. Isso será possível graças a acordo da marca com o aplicativo de delivery de tudo Rappi, neste mês. Com a parceria, a Avon é a primeira loja do segmento de beleza com venda disponível na plataforma direto de seu revendedor.

Para adquirir os produtos que compõem o portfólio, basta que o usuário acesse a loja da empresa no app e selecione os itens que deseja. O pedido é encaminhado para a revendedora mais próxima com estoque disponível, onde o entregador parceiro da Rappi retira o pedido e o leva para o usuário. "A união da Rappi com a Avon vai ao encontro da inovação, tecnologia e experiência diferenciada que as duas empresas oferecem aos seus clientes. As consumidoras ficarão felizes ao receberem seus produtos com tamanha agilidade," afirma Rosana Tepedino, revendedora da Avon.

Negócios da saúde

Francisco Vignoli, sócio-diretor da Carelink, empresa especializada na logística de informações médicas, destaca: o uso da tecnologia para a gestão eficiente da saúde é inevitável. Tudo está conectado e chegou a hora das empresas adotarem essa tecnologia também para a gestão do benefício saúde de seus funcionários. “As soluções vão de centrais exclusivas a apps, que monitoram, armazenam e catalogam todas as informações sobre serviços utilizados nos planos de saúde dos usuários, passando por programas exclusivos que realizam toda a logística de dados médico-hospitalares coletados”, comenta o executivo. Levantamento da consultoria indica que a taxa de retorno de investimento das companhias que utilizam essas tecnologias pode chegar a 300% já nos primeiros seis meses da contratação

Liliana Lavoratti é editora de fechamento 

liliana@dci.com.br