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Os investimentos no Brasil a um “esporte de altíssimo risco”. A comparação foi feita ontem pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), durante café da manhã com 25 governadores e senadores na residência oficial da Presidência do Senado, onde voltou a pedir apoio para aprovação da reforma da Previdência. "Temos que facilitar a vida de quem quer produzir e de quem tem coragem ainda de investir no Brasil, que é um esporte de altíssimo risco dada a situação em que nos encontramos", disse o presidente. Ele acrescentou que o governo está aberto ao diálogo e que as ideologias devem ser deixadas de lado neste momento.

Governo tenta apoio...

"O governo está aberto aos senhores para o diálogo. Temos problemas que são comuns, outros não. Mas temos que ceder num dado momento para ganhar lá na frente. Se todo mundo agir com esse espírito, o Brasil sai da situação em que se encontra", ponderou Bolsonaro. Na mesma linha de argumentação junto aos governadores e suas bancadas estaduais, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni – que continuou no encontro após a saída do presidente, que teve agenda no Rio de Janeiro – ressaltou o empenho em torno das negociações para aprovar a reforma.

...de governadores

Sobre declarações de alguns governadores, como, por exemplo, de estados do Nordeste e o de Goiás, Ronaldo Caiado, que se disseram decepcionados com o fato de o governo não ter aproveitado a reunião para apresentar o chamado Plano Mansueto, de recuperação fiscal dos estados, em elaboração pela equipe econômica de Bolsonaro, Onyx considera natural que haja “uma colocação não tão simpática aqui, outra acolá”. Para o ministro, isso faz parte de um processo de superação. Ele insistiu na tese de uma união suprapartidária até que a reforma seja votada.

R$ 2 bilhões na mesa

Enquanto caminhoneiros reclamam da queda na receita e aumento do diesel, poucas empresas de transportes e logística atentaram para decisão do Superior Tribunal de Justiça que deu de bandeja ao setor R$ 2 bilhões como ressarcimento de cobrança indevida de PIS-Cofins nos últimos cinco anos. O cálculo foi feito pelo escritório de advocacia Juveniz Jr., Rolim Ferraz, com base no Recurso Especial 1.221.170 do Paraná STJ, que considerou ilegal critério de lançamento de crédito de PIS-Cofins previsto nas Instruções Normativas 247/2002 e 244/2004 da Receita Federal.

Devolução do PIS-Cofins

Essas instruções normativas elencam o que pode ser deduzível da base de cálculo do PIS-Cofins, e limitavam a lista de insumos dedutíveis. “Uma transportadora de cargas não podia lançar sua maior despesa, o combustível, que não constava das despesas dedutíveis nas duas instruções, não podendo creditar o valor pago de combustível como insumo para apurar o PIS-Cofins”, diz Joaquim Rolim Ferraz, sócio-fundador do escritório Juveniz Jr. Rolim Ferraz Advogados. O STJ entendeu que essas instruções ferem o princípio da não cumulatividade das contribuições.

Soluções de gamificação

A Kludo, startup brasileira que desenvolve soluções de gamificação para o mundo corporativo, foi escolhida para participar do The Next Web, conferência que reúne CEOs, investidores, empreendedores e visionários de companhias e instituições como Wikipedia, Google, Booking, Bosch, European Comission, entre outras dezenas. A Kludo foi aprovada num programa especial de startups e terá um estande para mostrar as suas soluções durante a conferência que acontece hoje e amanhã (10), em Amsterdã, Holanda. “Acredito que eles viram em nossa plataforma inovações que pretendem mudar a experiência das pessoas com o trabalho”, explica Daniel Sgambatti, CEO da Kludo, que reúne cases de gamificação em diversos setores, como farmacêutico, bancário, cosméticos, consultorias e infraestrutura.  

Cadastro Positivo

A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (ACREFI) e a Serasa Experian debatem ‪hoje na capital paulista a importância do cadastro positivo no sistema financeiro nacional. O presidente da entidade, Hilgo Gonçalves, estima que nos próximos dois ou três anos - após a implantação do cadastro positivo - haverá crescimento na relação crédito x PIB, saindo dos atuais 47% para algo próximo de 70% a 80%. “O crédito recursos livres para pessoa física cresceu 5,2% em 2017, 11,3% em 2018 e estimamos avanço nominal de 9% em 2019. O Crédito Recursos Livres para Pessoa Física, ligado ao consumo e liquidez das famílias, continuará liderando a expansão", avalia.

Sem susto

Os cinco principais bancos do país estão com grande estoque de casas, apartamentos e imóveis comerciais retomados de mutuários que não conseguiram pagar o financiamento. Agora, os bancos precisam se desfazer desses imóveis e uma das opções é promover leilões, que pode ser a oportunidade de adquirir um imóvel por preço mais baixo que o de mercado. Para debater as questões legais, financeiras e logísticas que envolvem a aquisição de imóveis e outros bens via leilão, a Câmara de Comércio França-Brasil promoveu ontem o evento “Leilões, uma alternativa para aquisição de bens na crise”, com participação da advogada Paola Ladeira, sócia do Chenut Oliveira Santiago Advogados e especialista em Direito Empresarial, e do leiloeiro Roberto dos Reis Júnior.

Consórcio imobiliário

A procura do consórcio como investimento tem crescido de forma expressiva, concorrendo, inclusive, com a previdência privada. Esse é um dos principais fatores que levaram a Ademilar, primeira administradora de consórcio de imóveis do país e única a trabalhar com exclusividade no segmento, a registrar resultados significativos nesse primeiro trimestre, tendo comercializado R$ 603,6 milhões em créditos, o que representa um aumento de 15, 28% no comparativo com o mesmo período do ano anterior. O movimento segue a tendência já verificada no ano passado, quando a empresa cresceu 26,5% no volume de créditos comercializados, chegando em R$ 2,5 bilhões. O desempenho permitiu que a empresa subisse da 8ª para a 7ª colocação no ranking do Banco Central, que pontua as administradoras de consórcio de imóveis com maior volume de créditos comercializados no Brasil.

Algodão certificado

O Grupo Bureau Veritas, líder mundial em Teste, Inspeção e Certificação (TIC), está ampliando o laboratório de análises de algodão na cidade de Sapezal (MT), importante região produtora da pluma do  país. Com a expansão do laboratório, a companhia passará a certificar anualmente 6,5 milhões de amostras de algodão no Brasil, volume 44% superior em relação ao ano passado, representando mais de 60% da produção nacional. O laboratório terá sua capacidade ampliada de 20 mil análises diárias para 28 mil, um crescimento de 40%. Além da aquisição de novas máquinas, a equipe de profissionais também receberá reforço, com a contratação de mais de 20 pessoas. “Com a ampliação, teremos capacidade de atender o aumento da demanda de mercado da região, que só no ano passado cresceu 30%. A análise das fibras é uma das etapas mais importantes do processo de comercialização do algodão, impactando no preço do produto e na confiabilidade dos produtores”, destaca Eduardo Kuhlmann, diretor da Plataforma Agri&Portuária Latam do Grupo Bureau Veritas.

Sedutora e engraçada

Xanaína é a personagem que dá nome ao espetáculo “Irmã Selma”, do humorista e ator Octávio Mendes. (Foto:Divulgação)

Octávio Mendes, humorista, ator, roteirista e diretor que atuou anos no “Terça Insana” continua em cartaz no Teatro Bibi Ferreira, na capital paulista, com “Irmã Selma”. A peça apresenta a energia e descontração de seus  personagens marcantes, como Mônica Goldstein - uma apresentadora de um programa sensacionalista; o Ex Gay - um cara que “mudou” de vez; a Maria Botânica – atriz e cantora, Xanaína, uma mulher sedutora e engraçada e a personagem que dá nome ao espetáculo “Irmã Selma”. Inclusive, o Ex Gay ficou famoso nacionalmente por ter se tornado personagem fixo no humorístico “A Praça é Nossa” exibido no SBT. O artista continua fazendo parte da atração televisiva. O show estreou em 14 de março e vai até o fim de junho. Com texto, direção e interpretação de Octávio Mendes, todas as quintas, às 21h, com 90 minutos de duração.

 

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br