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O desmatamento ilegal na Amazônia é uma operação criminal em larga escala, liderada por grandes grupos que têm capacidade para extrair, processar e vender a madeira no Brasil e no exterior, e não fruto do trabalho de pessoas que tentam apenas sobreviver, e já levou à morte de mais de 300 pessoas na última década, segundo relatório da Human Rights Watch ao qual o Estadão Conteúdo teve acesso. O relatório “Máfias do Ipê: Como a Violência e a Impunidade Agravam o Desmatamento na Amazônia Brasileira” aponta que o desmatamento da Amazônia segue uma lógica criminosa que envolve milícias, assassinatos, ameaças e corrupção.

‘Desmatamento em larga escala...

“O desmatamento ilegal na Amazônia brasileira é tocado basicamente por redes criminosas que têm a capacidade logística para coordenar extração, processamento e venda de madeira em larga escala, ao mesmo tempo que usam homens armados para proteger seus interesses”, diz o relatório, divulgado ontem. Ainda de acordo com o Estadão Conteúdo, o nome “máfias do Ipê” é dado por policiais, fiscais e promotores que tentam controlar o desmatamento na região. Com flores roxas, rosas, amarelas e brancas, se destaca no meio da floresta e é o principal alvo dos desmatadores.

...é tocado por redes criminosas’

Apenas um tronco do ipê resistente, segundo o relatório, pode chegar a R$ 6 mil. Para chegar à madeira nobre da região, desmatadores invadem assentamentos e terras indígenas, expulsam pequenos produtores, ameaçam e matam, de acordo com a Human Rights Watch. O relatório aponta mais de 300 mortes ligadas à indústria do desmatamento e invasões de terra na Amazônia na última década, em dados compilados pela Comissão Pastoral da Terra — única organização no Brasil que levanta esses números, usados até mesmo pelo Ministério Público Federal.

Casos não chegam aos tribunais

O relatório detalha 28 assassinatos, 4 tentativas de assassinato e mais de 40 ameaças sobre as quais seus próprios pesquisadores conseguiram levantar evidências. Os casos envolvem lideranças indígenas, líderes de assentados, pequenos agricultores, policiais e outros agentes públicos. Pouquíssimos casos sequer chegaram aos tribunais. O levantamento mostra que, de 230 ataques que resultaram em mais de 300 vítimas fatais, menos de 4% —apenas nove— chegaram aos tribunais. Casos de repercussão nacional com envolvimento da Polícia Federal e de promotores federais.

Impunidade e investigações inadequadas

“A principal razão para que esses criminosos não sejam levados à Justiça, de acordo com autoridades federais e estaduais que conversaram com a Human Rights Watch, é que a polícia não conduz investigações adequadas”, diz o relatório. Um promotor federal ouvido pela ONG, Paulo Oliveira, afirma que o aparato investigativo das polícias “não funciona” para esse tipo de crime. Já um policial federal da região disse que a impunidade acontece pelas polícias locais fazerem muito pouco e não usarem nem mesmo métodos básicos de investigação.

Selic I

Pela sexta semana consecutiva a projeção para a inflação vem caindo. O ano de 2019 deve encerrar com o IPCA em 3,45%. Ainda que a inflação sob controle seja fundamental para o ambiente econômico, é importante observar que a atividade econômica continua morna. Pela segunda semana consecutiva o Boletim Focus mostra queda na projeção para o crescimento da economia em 2020. Há quatro semanas a projeção era de 2,20% e hoje está em 2%%. “Está claro que a reforma da previdência não promoverá o crescimento almejado. Reduzir a taxa Selic para 5,5% ao ano, ainda que desejável, não ajudará a aquecer o nível da atividade em função do desemprego elevado e da capacidade ociosa da economia, afirma o economista Eduardo Bassin, da Bassin Consultoria, sobre a reunião do Copom, que se encerra hoje.

Selic II

“Isso sem falar no tempo de transmissão do efeito da queda da taxa de juros desde o momento da decisão pelo Banco Central até a mudança no comportamento dos agentes econômicos”, completa Bassin. Segundo ele, ampla reforma tributária, que permita uma simplificação na rotina das empresas e melhoria do ambiente de negócios, conjugadas a diminuição da carga tributária dos atuais 33% do PIB é o mais indicado, mas não há sinais de que algo nesse sentido esteja sendo elaborado pela equipe econômica.  A diminuição da carga não virá. Vamos aguardar por uma estrutura tributária menos penosa.

Reforma Tributária

Para o prefeito de São Caetano do Sul, José Auricchio Jr. (PSDB), a demora para a indicação do novo secretário da Receita Federal é muito preocupante, porque demonstra o tamanho da desestruturação política da instituição, bem quando se inicia a discussão da Reforma Tributária no Congresso. Auricchio lembra que ninguém é a favor de uma nova CPMF, que derrubou Marcos Cintra da Receita. São Caetano do Sul, no Grande ABC, está no debate da Reforma Tributária por ser um dos 400 municípios produtores brasileiros que podem perder grande parte de suas receitas com a adoção IVA, Imposto Sobre Valor Agregado, que poderá substituir os impostos pagos nos estados e municípios produtores, ICMS e ISS.  

Desenhos interativos

A Lingokids, empresa espanhola com presença global, inclusive no Brasil, deu mais um passo em sua inovadora metodologia de aprendizado de inglês para crianças de 2 a 8 anos com a produção de uma série de desenhos animados interativos. O desenvolvimento do novo conteúdo foi liderado por Guillermo García Carsí, diretor criativo da empresa e autor do famoso personagem Pocoyo, à frente de uma equipe formada por designers, produtores, animadores e desenvolvedores de videogames. “Queríamos oferecer aos nossos pequenos usuários um valor agregado ao conteúdo que fornecíamos por meio de nosso aplicativo, e achamos que produzir uma série de desenhos animados nos permitiria alcançá-los de maneira mais emocional. Os novos episódios fazem com que as crianças tenham mais empatia com os personagens, se identifiquem com eles e suas emoções, para que isso também os ajude a entender as suas próprias emoções”, explica Guillermo García Carsí, autor do famoso desenho Pocoyó. Aliás, além de permitir a interação direta da criança com a história, o conteúdo dos episódios foi concebido  para que pais e filhos possam vê-los e desfrutar juntos. Eles misturam humor com referências e acenos para o mundo adulto, incentivando a conversação em inglês entre pais e filhos para estimular essa comunicação.

Coprodução internacional de filmes

Em um momento em que os filmes  brasileiros ganham destaque em diversos festivais internacionais, tornando-se referência de estética e narrativa ao redor do mundo, ainda discute-se questões internas como a extinção de políticas públicas que garantem a sobrevivência do mercado de audiovisual no Brasil.  Uma das estratégias é a coprodução internacional, um dos principais objetivos do Brasil CineMundi - International Coproduction Meeting. O evento chega à sua 10ª edição e integra a programação da 13ª Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, de 17 a 22 de setembro, na capital mineira. Ao longo de uma década, mais de 200 diretores e produtores tiveram 129 projetos selecionados e receberam 123 consultorias com tutores especializados, participando de mais de 1.300 rodadas de negócio no Brasil CineMundi. O encontro tem como resultado 31 longas brasileiros finalizados, sendo que 24 já foram lançados comercialmente, 15 em finalização e 13 em produção. Projetos iniciais de títulos como Bacurau, A Febre, Benzinho, Mormaço e Elon Não Acredita na morte.

Tumor na infância

Legenda: O relógio da Sala São Paulo, dentre outros monumentos do país, serão apagadas, hoje, às 19h30, em apoio à campanha. Foto: Divulgação.

Por iniciativa da TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer), hoje, 18 de setembro é Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao

Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma, o tumor ocular mais comum na infância, com cerca de 400 novos casos ao ano. Ele pode levar à cegueira e até à morte, mas a boa notícia é que o diagnóstico precoce pode preservar a visão e a vida da criança. Referência no tratamento do retinoblastoma, o Centro de Atenção Integral à Criança com Retinoblastoma do Hospital Santa Marcelina mantido em parceria com a TUCCA, está equipado com aparelhos de última geração e oferece opções terapêuticas de ponta, como a quimioterapia intra-arterial, uma técnica minimamente invasiva, que tem demonstrado excelentes resultados no tratamento da doença. O oncologista pediatra e diretor do Serviço de Oncologia Pediátrica do Hospital Santa Marcelina, Sidnei Epelman, explica que o objetivo dessa técnica é conseguir salvar o olho do paciente. “É um privilégio ter a possibilidade de conseguir não só curar, mas salvar o olho da criança. O tratamento padrão é a enucleação (retirada do olho), mas com a quimioterapia intra-arterial podemos salvar o olho e a visão da criança”, completa. O Santuário do Cristo Redentor, o Theatro Municipal de São Paulo e a Sala São Paulo apoiam o evento.

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br