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Apesar da aparente trégua na relação entre Congresso e Palácio do Planalto, os deputados continuam mandando seu recado para o governo: a reforma da Previdência que vai passar na Câmara não é aquela que o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer. Ontem, essa afirmação foi reiterada em pesquisa realizada pela XP Investimentos. Segundo a pesquisa, apenas 7% dos deputados ouvidos concordam integralmente com o texto entregue pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao Congresso. Outros 25% discordam totalmente da proposta apresentada. Para dois terços, a proposta precisa passar por várias mudanças.

Proposta será alterada

Segundo o levantamento, que ouviu 201 dos 513 deputados entre os dias 26 de março e 4 de abril, de acordo com a Reuters, 42% dos parlamentares consultados avaliam que são necessárias algumas alterações no texto da Proposta de Emenda Constitucional e 23% disseram que a proposta precisa de muitas alterações. Para ser aprovada pela Câmara, a PEC da Previdência precisa obter apoio de três quintos da Casa, o equivalente a 308 votos, em dois turnos de votação no plenário. Por isso, a avaliação dos parlamentares se torna mais relevante com o avanço da tramitação.

Pontos cruciais

Quando indagados sobre pontos específicos do texto proposto pela equipe econômica encabeçada pelo ministro da Economia, as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural foram os mais apontados entre os que precisam de mudança. Ao mesmo tempo, nenhum dos pontos levantados tinha concordância da maioria dos entrevistados. Sobre o BPC, 76% dos deputados ouvidos apontaram necessidade de mudança, ao passo que 19% concordaram com o texto apresentado e 5% não souberam ou não responderam.

Regras de aposentadoria

Quando o assunto foram as mudanças nas regras da aposentadoria rural, 74% defenderam alterações, enquanto 20% concordaram e 6% não souberam ou não responderam. A regra de transição incluída no texto também não teve maioria entre os parlamentares ouvidos – 63% defenderam mudança, 28% concordaram e 9% não souberam–, assim como a idade mínima para aposentadoria – 58% defenderam alteração, 35% concordaram e 7% não souberam – e o regime de capitalização – 54% avaliam que mudanças são necessárias, 29% concordam e 16% não sabem.

Nem os militares

As mudanças nas aposentadorias dos militares, apresentadas fora da PEC da Previdência e por meio de um projeto de lei, tampouco conta com o apoio da maioria dos deputados ouvidos pela XP. Segundo a sondagem, 69% acham que o projeto tem de sofrer alterações, 19% concordam integralmente com ele e 12% não souberam responder. Apesar de divergirem dos principais pontos do texto apresentado pelo governo, 76% dos deputados consultados concordaram que uma reforma da Previdência é necessária, ante 77% em fevereiro e 79% em dezembro do ano passado.

Mulheres na literatura

O Senac São Paulo promove a 4ª Semana Senac de Leitura, em 60 unidades da rede em todo o estado. A ação, de 22 a 27 deste mês, quer contribuir com a assiduidade à leitura de adolescentes e adultos. A programação inclui encontros com autores, rodas de conversas, palestras e a tradicional Feira de Troca de Livros e Gibis. Para instigar o público a participar da iniciativa, a instituição vai organizar uma espécie de esquenta em estações da CPTM, Metrô (Via Quatro) e EMTU com a distribuição gratuita de 15 mil livros e atrações lúdicas, como contação de histórias e gincanas. O tema é “Mulheres na Literatura – leitura e escrita que transformam vidas”. “O que eu leio e o que eu compreendo podem me transformar e a escola deve contribuir com isso, com espaços de discussão, com estímulo ao pensamento crítico e criando lugares do ouvir, falar e compartilhar”, afirma Cristiane Camizão Rokicki, gestora da rede de bibliotecas do Senac São Paulo.

Educação para refugiados

Em São Paulo, amanhã (11), acontece a  2ª edição do ClassUP - Escolas Exponenciais 2019: o maior evento em inovação e crescimento escolar do Brasil. Organizado pelo Escolas Exponenciais, líder nacional em pesquisa e apoio estratégico para instituições de ensino, evento reunirá cerca de mil gestores, mantenedores e diretores de escolas particulares de todo o país. Para o encerramento do evento, já está confirmada a palestra da californiana Puneh Ala'i, que contará um pouco do desafio global de educar crianças refugiadas. Filha de iranianos, Puneh comanda a ONG global For The Unseen, organização sem fins lucrativos focada em projetos inovadores e autosustentáveis para melhorar a vida das pessoas em comunidades vulneráveis em todo o mundo. Como o próprio nome sugere, iniciativa olha para os “invisíveis”, pessoas cujas vidas foram negativa e drasticamente afetadas por conflitos, negligência ou corrupção. É a primeira vez que ela vem ao Brasil.

Enfrentar a concorrência

Gustavo Paulillo, CEO do Agendor: enfrentar a concorrência é a palavra de ordem do setor de TI. (Foto: Divulgação)
 

O mercado brasileiro de tecnologia da informação (TI) se consolidou como o 9º do mundo em 2018, movimentando US$ 47 bilhões em investimentos em software, hardware e serviços. Neste ano, a expectativa é de que as vendas do segmento cresçam 10,5%, o dobro da média mundial (4,9%), segundo estudo da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) com a consultoria IDC. Assim como o interesse por inovação, a competição entre as empresas de tecnologia é crescente. Calcula-se que existam cerca de 195 mil delas no Brasil, conforme levantamento da Neoway. “O principal desafio é ser visto pelos potenciais clientes não como uma commodity, mas como um produto que tem diferenciais”, diz Gustavo Paulillo, CEO do Agendor, plataforma de gestão comercial e CRM (gestão de relacionamento com clientes).

Crescer com o setor

Paulillo identifica alguns elementos chave para se manter vivo no setor. Um deles é o ciclo de vida curto dos produtos - o tempo entre o surgimento de uma novidade até que se torne obsoleta. Isso impõe o desafio de criar o tempo todo, mas também assegura a chance de voltar a vender para os mesmos clientes. “É importante manter uma rotina de contatos com quem já comprou antes", diz. Também vale a pena adotar a prática de crosselling, mantendo registros atualizados sobre as compras anteriores para identificar que itens complementares podem ser oferecidos aos mesmos clientes. “É comum que os vendedores se foquem nas pontas do processo, que são a prospecção de novos compradores e o fim do negócio. Mas as etapas intermediárias, como o agendamento de visitas e a retomada dos contatos, merecem a mesma atenção”, conclui.

 

 Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br