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Cinquenta anos depois da segunda revolução sexual, que eclodiu nos anos 1960 desafiando comportamentos tradicionais relacionados à sexualidade humana e relacionamentos interpessoais, e da onda de propagação de informações sobre sexo na internet, o mercado erótico não acompanhou essa evolução. Com esse diagnóstico, o empresário paulistano Thiago Andrada apostou em um negócio nessa área, buscando atualizar o conceito do comércio de produtos eróticos aos tempos atuais. “Nossossex shoppings continuam mostrando nas vitrines manequins com perucas descabeladas e vestindo lingeries empoeiradas.”

Consumir sem constrangimento

Convencido de que o mercado não fez sua parte em um contexto em que influenciadores falam sobre o tema sem meia palavras e conquistam até um milhão de seguidores, Andrada decidiu investir R$ 5 milhões nos próximos cinco anos na rede de boutiques eróticas Innuendo (insinuação, na livre tradução do Inglês). “As pessoas matam a curiosidade, querem ousar, mas na hora de adquirir produtos eróticos não sabem onde, acabam comprando na internet sem ver de perto o que está adquirindo, ou desiste para não se submeter a ambientes constrangedores.”

Boutique com mil itens

Por isso, ressalta o empresário que também é publicitário, “o empreendimento nasceu para ser muito mais que uma simples loja. Além de diversidade de produtos e do ambiente sofisticado, o objetivo é proporcionar aos clientes uma experiência única e diferenciada”. Após a inauguração da loja conceito, no bairro paulistano de Moema, a ideia é abrir mais 10 lojas próprias até 2023, todas na cidade de São Paulo. O investimento inicial foi de R$ 1 milhão, boa parte na importação de itens para um portfolio de 1 mil itens, incluindo os nacionais, que são a minoria.

Estímulo à percepção sensorial

“Tudo foi pensado para que os clientes não se sintam envergonhados e não saiam daqui com um saco preto de feira para disfarçar. Eles saem com a sacola da loja, com logo discreto e detalhes impressos na parte interna do recipiente”, conta Andrada, 39 anos,  enfatizando os detalhes do empreendimento. Ele planeja comercializar na internet, mas acredita que a venda de produtos eróticos é mais adequada em lojas físicas. “Uma coisa é ver a imagem de um cosmético ou outro produto erótico, outra coisa é tocar, sentir o cheiro. Requer uma percepção sensorial”, comenta.

PIB de R$ 1 bilhão

O mercado erótico no Brasil vem avançando, inclusive com inovação nos serviços de consultoria erótica. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme), são mais de 10 mil pontos de venda da área e um faturamento anual de R$ 1 bilhão, 100 mil empregos diretos e indiretos gerados pela indústria e varejo. Em 2016, o mercado avançou 3,5%, contra a queda de quase 4% da economia brasileira, ainda segundo a Abeme. Um dos fatores do crescimento é a tendência do empoderamento das mulheres consumidoras.

Investimentos de até R$ 6,5 bilhões

A Oi investiu mais de R$ 21,1 milhões em São Paulo no primeiro trimestre de 2018. No Brasil, os aportes alcançaram R$ 1,1 bilhão no mesmo período.  Segundo a companhia, até dezembro devem ser desembolsados R$ 5,5 bilhões em investimentos, mas esse patamar poderá ser superado e chegar a R$ 6,5 bilhões, dependendo da entrada de recursos novos com o aumento de capital previsto para o final deste ano. A operadora implantou em São Paulo 25 novos sites de telefonia móvel e outros 1.412 sites foram ampliados ou modernizados no primeiro trimestre do ano. A Oi oferece cobertura 4G em 102 cidades do estado.

Campus internacional

Mais de 350 estudantes estrangeiros passam pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) todos os anos, e a ideia é ampliar esse número para tornar o campus ainda mais internacional. Para isso, a Fundação participa da conferência anual NAFSA (Association of International Educators), que terminou na sexta (1/6) na Filadélfia (EUA). A NAFSA reúne instituições de ensino superior de todo o mundo que buscam ampliar parcerias e criar uma rede de educação internacional. A FAAP acha imprescindível o contato com diferentes culturas no contexto atual do mundo globalizado, interdependente e multicultural, que exige cada vez mais a formação de profissionais globais. A instituição possui convênios com universidades em 50 países e é a única brasileira participante do ISEP-International Student Exchange Program, maior rede de instituições de ensino que conecta alunos a partir de programas de intercâmbio.

Efeito greve no varejo e consumo     

Dois dos maiores do Brasil, o Grupo Pão de Açúcar e o Grupo Carrefour, verão as vendas afetadas pela escassez de produtos perecíveis, uma oferta estratégica, segundo a analista a analista sênior da Bloomberg Intelligence, Julie Chariell, ao avaliar os efeitos da greve dos caminhoneiros para o varejo e consumo. A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) estima que levará de 5 a 10 dias para que o estoque se normalize assim que a greve terminar, ou seja, até o final desta semana. “O Pão de Açúcar pode enfrentar uma exposição maior do que o Carrefour, dados seus 373 supermercados e 127 lojas de atacarejo, em comparação com os 41 supermercados do Carrefour e 173 lojas de atacarejo. O Carrefour recebe um pouco mais de receita (5,4%) de postos de gasolina, afetados pela escassez de combustível”, diz a analista, reforçando que supermercados e postos de gasolina estão entre os negócios mais atingidos.

“Um fator atenuante é que esses operadores obtêm 70% e 68% de sua receita, respectivamente, da região Sudeste, que inclui São Paulo, onde o impacto da greve foi minimizado”, acrescentou Chariell.

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento

liliana@dci.com.br