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Os “mini-bancos” que serão criados a partir das Empresas Simples de Crédito (ESC) poderão injetar R$ 20 bilhões ao ano em novos recursos para pequenos negócios no Brasil, aumentando esse mercado em 10%, prevê o Ministério da Economia. A nova legislação foi sancionada ontem pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Em nota, o ministério projetou que esse total deve ser alcançado quando 1 mil ESC entrarem em atividade. Em 2018, a concessão de crédito para micro e pequenas empresas somou R$ 208 bilhões. A ESC permite a cidadãos emprestarem recursos em operações de crédito a terceiros.

Investidor poderá ganhar o dobro

“Os ‘mini-bancos’ esperados com a nova legislação, com atuação local, capital restrito, fazendo operações de baixo valor para pequenos negócios e sem burocracia, que é hoje o grande problema para pequenos empreendedores, serão vantajosos não apenas para os tomadores desses recursos, mas também para os investidores”, afirma o assessor econômico da FecomercioSP, Altamiro Carvalho. Um investidor tradicional, que recebe em média 110% dos CDIs (cerca de 7% ao ano), pode ganhar 11% ao ano emprestando para projetos locais e tocados por empresários confiáveis.

Tomador pagará metade do juro

“Juros a 11% ao ano para um tomador de crédito é metade da taxa cobrada pelos bancos tradicionais”, enfatiza Carvalho. “Ou seja, a expectativa é que serão abertas oportunidades de negócios para os grandes poupadores distribuídos pelo interior do Brasil, que terão a alternativa de emprestar a micro e pequenos empresas, com remuneração acima do que conseguem em investimentos tradicionais no mercado financeiro”, argumenta o assessor econômico da FecomercioSP. Ele lembra que o crédito bancário continua inacessível para a grande maioria dos pequenos negócios.

Unindo as duas pontas

Pela lei, a ESC deve adotar a forma de empresa individual de responsabilidade limitada, destinada à realização de operações de empréstimo, financiamento e desconto de títulos de crédito, exclusivamente com recursos próprios, a microempreendedores individuais (MEI) e empresas de pequeno porte, nos termos da Lei do Simples Nacional. A ESC só poderá emprestar dinheiro com capital próprio, sem captar recursos de terceiros; o limite de faturamento será de R$ 4,8 milhões por ano; e os sócios não poderão ter participações em outras empresas.

Sem intermediações

“A ESC vem no momento em que o Brasil mais precisa e ampliará a oferta de crédito, além de tornar mais favoráveis as condições de empréstimo”, prevê Alfredo Cotait Neto, presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). “É uma vitória para a pequena e média empresa e para o País. A ESC atende à urgente necessidade de oferta de crédito sem intermediações, uma vez que intermediação eleva o custo do crédito. As duas partes ganham: quem adquire o crédito e quem empresta”, destaca.

Muito acima do PIB

Enquanto a economia anda devagar, o setor farmacêutico vai bem. A Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), que reúne 138 distribuidoras de medicamentos e produtos de higiene pessoal e cosméticos, registrou crescimento de 10,3% nas vendas de medicamentos e não medicamentos (HPC) no primeiro bimestre de 2019, em comparação com o mesmo período de 2018. As vendas totalizaram R$ 883 milhões, contra R$ 801 milhões de 2018. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em fevereiro, as vendas avançaram 7,3% na comparação com o mesmo período de 2018. O presidente da Abradilan, Juliano Vinhal, diz que os resultados mostram o crescimento do setor e a importância dos distribuidores da associação, presentes em 95% dos municípios brasileiros, em 23 estados.

Edição especial

Treze edições pelas principais capitais brasileiras, cerca de 10 mil reuniões geradas, reunindo mais de 400 marcas expositoras e impactando positivamente mais de oito mil pessoas, que tiveram a oportunidade de conhecer de perto modelos de negócios das empresas de interesse em reuniões esclarecedoras de 30 minutos, cada. “Essa é uma edição especial para nós. Faz um ano que acreditamos nesse projeto e hoje colhemos os frutos com resultados animadores para todos: franquias e investidores. Nossa edição de aniversário não poderia ser em outro lugar, retornamos a Campinas, no interior de São Paulo, o berço de grandes marcas franqueadoras e é uma forma de contribuirmos ainda mais com a economia, proporcionando um modelo seguro e objetivo, que agregará em novos investimentos e expansão do mercado na região”, conta Ricardo Branco, diretor executivo da Franchise4u, sobre a edição de aniversário.

Diversidade nas empresas

Debater os papéis da liderança e do RH para promover integração, equidade de gênero e um ambiente seguro para as mulheres é o que está agendado para acontecer em São Paulo, hoje, no 1º Fórum – Instituto Vasselo Goldoni, realizado em prol do Instituto Maria da Penha.  Os participantes terão acesso às estatísticas, boas práticas e ações efetivas para subsidiar as empresas na adoção de uma cultura mais inclusiva, com políticas afirmativas, além de debaterem assuntos que ainda são pouco discutidos no ambiente corporativo, como o enfrentamento da violência contra a mulher e o assédio sexual nas organizações.

Proteção de dados

A Associação Nacional das Informações de Crédito, Financiamento e Investimento (ACREFi) discutiu ontem os impactos legais da proteção de dados no sistema financeiro. Adotar medidas preventivas e condutas aquedas são importantes mecanismos de prevenção. "Não espere que a autoridade venha conferir seu código de conduta. Leve até ela o seu modelo de negócio, como ele funciona e questione o regulador se está aplicando as melhores práticas para proteção dos dados", enfatizou em sua apresentação Marcel Leonardi, do Pinheiro Neto Advogados.

Relações descartáveis e violentas


Em cena, histórias que fazem emergir questões fundamentais do dia a dia, tais como o excesso de estímulos e o crescente controle do tempo e da experiência. (Foto: Érica Modesto/Divulgação)

 

Com texto de Victor Nóvoa e direção de Kiko Marques, com Fani Feldman, Helena Cardoso, Paulo Arcuri e Vinícius Meloni, reestreia hoje, no TUSP, na capital paulista, o espetáculo “Insones”. Em cena, quatro figuras passaram 365 noites em claro e tentam incessantemente finalizar a contagem regressiva para o ano que virá. A comemoração é constantemente interrompida por acontecimentos insólitos, revelando relações humanas descartáveis e violentas. A história faz emergir questões fundamentais do dia a dia, tais como o excesso de estímulos e o crescente controle do tempo e da experiência.