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Onde o Brasil pode se beneficiar do escalonamento das tensões comerciais entre EUA e China? Só em 2019, as nossas exportações de soja para o gigante asiático subiram 35% em relação a 2018. Não apenas pelo apetite maior de uma economia cada vez mais voltada para seu consumo doméstico, mas para substituir a oferta de grãos de seu segundo maior fornecedor, os EUA. A avaliação é do economista e professor do Ibmec Roberto Dumas. “O momento parece absurdamente ideal para o Itamaraty costurar um acordo de fornecimento de soja perene junto aos chineses”, diz o especialista e mestre em Economia Chinesa pela Universidade de Fudan.

Mitigação do risco da guerra comercial

Para o setor do agronegócio brasileiro, a mitigação do risco de que o presidente Donald Trump e seu colega Xi Jinping possam vir a se acertar lá na frente em um tweet em um final de semana é crucial para o desenvolvimento dos planos de negócios no Brasil. “Ou seja, como um agricultor brasileiro assumiria um risco de tomar uma dívida, digamos de R$ 20 milhões, junto a uma instituição financeira, se a possibilidade de venda dessa soja para a China é iminente em caso de acerto nas negociações entre Estados Unidos e China?”, comenta Dumas.

Papel relevante do Itamaraty

Ninguém que entende um pouco de finanças estaria propenso a correr esse risco, na avaliação do economista e professor do Ibmec. “Seria loucura. A não ser que o produtor já contasse com essa capacidade de produção excedente. Mas em casos onde os produtores não possuem ainda essa capacidade excedente, mas gostariam, é lógico, de aproveitar ao máximo com menor risco essa janela de oportunidades? Qual a alternativa, solução, caminho, etc? O Itamaraty”, ressalta, enumerando as incertezas que a situação pode acarretar para a agricultura brasileira.

Aproveitar janela de oportunidade...

Esse é o momento de os produtores agrícolas insistirem junto às bancadas ruralistas e à ministra da Agricultura, Teresa Cristina, para o Itamaraty iniciar conversações com a China para que essa se comprometa a comprar determinada quota de soja, que anteriormente e parcialmente era fornecida pelos Estados Unidos, pelos próximos 2, 5 ou 10 anos, sugere Dumas. “Com essa garantia, o risco do produtor rural quanto à sua venda ao país asiático diminuiria consideravelmente, bem como aumentaria o interesse das instituições financeiras em financiar a expansão dos negócios.”

...e deixar ideologismo de lado

Se o Brasil realmente quiser aproveitar essa janela aberta e parar com ideologismo e discursos inócuos, essa seria uma ótima solução no momento em que a China quer revidar os ataques comercias dos EUA, afirma o especialista do Ibmec. Ele acredita que Trump erra ao afirmar que uma melhora no déficit comercial dos EUA se deve à sua política protecionista. “Na verdade, é causado pelo crescimento menor do consumo das famílias norte-americanas, além da maior formação de estoques, excesso de oferta e queda no investimento na construção de novas moradias.”

Inovação nas escolas

A Agasus, empresa nacional e especializada em Outsourcing de Hardware de TI, lança na BETT EducarBrasil 2019, o programa Agasus Educação, com soluções e condições exclusivas para instituições de ensino.  A iniciativa pioneira para o segmento educacional da Agasus, há 19 anos atuando no mercado corporativo, pode ser customizada de acordo com a necessidade e tamanho de cada instituição em qualquer estágio de maturidade digital. “As escolas estão em meio ao processo de disrupção. Estamos no momento certo para implantar as mudanças necessárias para atender os anseios de alunos, pais e professores em torno da Educação 4.0. A proposta da Agasus Educação além de tornar a instituição mais competitiva, coloca a tecnologia como uma oportunidade de infinitos horizontes para todos os envolvidos nos processos de aprendizagem“ explica Marcelo Cabral, gerente de produto e inovação da Agasus.

Mudanças climáticas

Em 31 de maio, acontecerá em Lisboa (Portugal) o Seminário “Infraestrutura: Inovação em Financiamento e Desenho Institucional”, promovido pelo  Observatório das Parcerias Público-Privadas em Portugal (uma unidade de pesquisas da Universidade Católica Portuguesa) e pela Universidade de Manchester (Reino Unido). O evento abordará o papel da infraestrutura no enfrentamento de grandes desafios como as alterações climáticas, o crescimento populacional e a pobreza extrema. Entre os palestrantes, os advogados brasileiros Ernesto Tzirulnik, presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS), que falará sobre a experiência brasileira no setor; Augusto Neves Dal Pozzo, presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Jurídicos da Infraestrutura.

Advogada brasileira em Cannes

A advogada Vanessa Souza: vai sobreviver quem produzir o melhor conteúdo. (Foto: Divulgação)

Nem atriz, nem diretora. A advogada Vanessa Souza, que mora e atua nos Estados Unidos e na Inglaterra, na área de direito tecnológico, foi convidada para palestrar no Festival de Cannes, que acontece entre os dias 14 e 25 de maio. Especialista em Leis de Tecnologia, privacidade de dados e patentes e inovações tecnológicas, Vanessa irá falar como a moderna tecnologia pode melhorar a arte cinematográfica. De acordo com ela, “as novas plataformas lastreadas na web, como o streaming, fizeram com que os telespectadores deixassem de ser meros receptores, dando-lhes o poder de dar feedbacks imediatos e, mais importante, escolher quando, onde e como consumirão seus filmes e programas”. Para ela, sobreviverá quem conseguir entregar o melhor conteúdo. “Por mais que as plataformas mudem, os consumidores ainda procuram boas histórias ou programas de notícias realizados com excelência. Quem atender a este requisito, permanecerá.”

 

 

Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br