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O forte apelo da brasilidade é a essência do negócio da SoulBrasil Cuisine, startup de alimentação que chega às gôndolas dos empórios e supermercados, principalmente no exterior. Focada em valorizar as frutas, pimentas e sementes brasileiras, a marca fabrica condimentos orgânicos com sabores inusitados. Os fornecedores são, preferencialmente, pequenos produtores locais, de forma orgânica, vegana e natural. Assim como alguns chefs renomados já vêm fazendo em seus pratos, esse trabalho de conscientização gastronômica é trazer sabor, cultura e o lado social para a mesa dos brasileiros, explica à Plano de Voo a CEO Leticia Feddersen.

Receitas ‘tropicalizadas’

Letícia e seu marido e sócio Peter Feddersen, ambos apaixonados por gastronomia, deixaram suas carreiras no serviço público e no mercado financeiro, respectivamente, e investiram no desenvolvimento e fabricação (terceirizada) de três linhas de produtos: pimentas, vinagres e geleias. “O vinagre com frutas da SoulBrasil foi criado com uma nova roupagem de uma receita francesa, em que a marca ‘tropicalizou’ o preparo, utilizando frutas brasileiras. Já os molhos de pimentas oferecem ingredientes que representem costumes e regiões diferentes do Brasil”, diz Peter.

Cumaru e cachaça em geleias

“Queremos mostrar o terroir brasileiro”, afirma o diretor financeiro. “Juntamos sempre a fruta com algo muito brasileiro, como o cumaru ou a cachaça para a produção de geleais” acrescenta Peterersen, citando açaí, goiaba, acerola e manga ubá, entre outras. Embora a SoulBrasil Cuisine seja uma marca projetada para exportação, durante seu desenvolvimento os sócios constataram que atenderia uma outra demanda carente por esse produto: a brasileira. Por enquanto, a distribuição está restrita a empórios em São Paulo e exportação para Alemanha e Estados Unidos.

Receptividade no exterior

“O apelo do orgânico, da saudabilidade, do pouco açúcar, isso tem muita receptividade, principalmente junto ao público lá fora”, enfatiza a CEO. Os sócios puderam sentir essa tendência ao participar, na França, em outubro, da maior feira de alimentos do mundo, a SIAL Paris. A SoulBrasil Cuisine foi uma das 15 empresas brasileiras selecionadas pela Agência Brasil de Exportação (Apex), e ficou em oitavo lugar após processo junto a uma banca internacional. “Fora o rótulo, pudemos verificar que nossos produtos estão prontos para entrar no mercado europeu”, ressalta.

Bananas e meio ambiente

Projeto de Lei 10.737/2018, do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), prevê limite à importação de banana de países que desrespeitam normas de proteção ambiental. O Código Florestal (Lei 12.651/2012) já autoriza a Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) a adotar essa restrição a bens agropecuários ou florestais de países que não observam normas de proteção do meio ambiente. Se o Brasil quer barrar importações a pretexto de destruição do meio ambiente, o que esperar dos EUA e Europa com produtos brasileiros obtidos à base do desmatamento e trabalho escravo?

Nova holding

Os empresários catarinenses João Neto e Arthur Oliveira, após processo de branding, lançaram a holding J&A Solução Inteligentes Multissetoriais. Conhecido como Grupo Fontes, o conglomerado é liderado pela Fontes Promotora de Crédito, segundo maior correspondente bancário do Brasil em empréstimo consignado, que foi ganhando empresas irmãs em diferentes frentes de negócios, entre elas o Saladices, Passepag, Assert Tecnologia. Agora, a holding é constituída por 14 empresas, separada por nichos e objetivos de entrega: Soluções Financeiras Inteligentes; Soluções Inteligentes em Tecnologia; Soluções Inteligentes em Varejo e Franquia; Soluções Inteligentes em Inovação e Marketing. Para 2019, a aposta de negócio são produtos de open banking e conta digital. “Passamos a nos fazer questionamentos estratégicos que levaram à necessidade de uma mudança organizacional de estrutura e de mindset de todos os líderes da empresa”, relata João Neto.

Mais imposto ou reforma tributária?

No documento “Panorama Fiscal Brasileiro”, enviado ao governo de transição, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, sugere a redução da carga tributária e aponta para a necessidade de taxação, por exemplo, das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e das Letras de Crédito Imobiliário (LCI). “Isso, na prática, significa um aumento da carga tributária. De fato, há um aspecto regressivo na carga tributária que deve ser corrigido e Guardia apela à necessidade dessa correção”, diz o economista-chefe da consultoria Análise Econômica, André Galhardo. Ele argumenta que a taxação dos ativos financeiros, amplamente discutido nos últimos anos, teria papel importante na organização das contas públicas a partir de 2019. “Apesar de nobre, esse aumento de tributos em ativos financeiros, contudo, seria insuficiente para trazer maior justiça social à carga tributária brasileira.” Para Galhardo, relevante seria evitar mais um “puxadinho” no sistema tributário, como vem sendo feito anos após anos.

Alta fidelização de usina solar

Quem experimenta a energia solar não troca. Esse é o principal resultado do primeiro ano de operação da usina da Sun Mobi, que hoje fornece eletricidade para 50 clientes em 26 municípios do litoral e interior de São Paulo. “A baixa rotatividade de nossos clientes reflete o valor percebido em relação à energia limpa e também o nosso cuidado em prestar um bom atendimento, tratando-os como pessoas de verdade, não como números”, afirma o sócio Alexandre Bueno. No período, a Sun Mobi registrou o desligamento de apenas um cliente. E o motivo foi mudança de endereço da família. Primeira enertech do Brasil, a Sun Mobi permite que consumidores optem pela energia solar de maneira simples e prática, sem ter de instalar placas fotovoltaicas nos próprios telhados. A energia é produzida na usina Maurício Valter Susteras, em Araçoiaba da Serra (SP), e a entrega é feita por meio da rede da CPFL Piratininga. No primeiro ano de operação, a empresa gerou 180 MWh e possibilitou que seus clientes evitassem a emissão de 18 toneladas de gás carbônico. Essas emissões equivalem à rodagem de 71 mil quilômetros com um veículo a gasolina.

Menino sem umbigo

                                

De forma divertida, Umbigo trata de temas importantes como a diferença e o preconceito. FOTO: Divulgação

"Cansamos de falar com os adultos, agora queremos falar com as crianças", brinca Gero Camilo, logo remendando: Mais do que ir em outra direção, a gente amplia o alcance de nossa arte". Depois de várias parcerias em espetáculos teatrais adultos, os atores Victor Mendes e Gero Camilo criam seu primeiro espetáculo infantil. Ao lado das atrizes convidadas Luciana Carnielli e Nathália Alfieri, a dupla apresenta a peça Umbigo no Teatro do Sesc Belenzinho, entre 5 de janeiro e 3 de fevereiro do próximo ano. A concepção parte do fantástico para abordar questões do universo infantil, como a aceitação na turminha. A fábula conta a história de Aderbal, um menino que faz uma descoberta muito importante em seu próprio corpo: Ele não tem umbigo.

Liliana Lavoratti é editora de fechamento

liliana@dci.com.br