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O Brasil ainda conta os mortos do desastre da Vale em Brumadinho, em Minas Gerais, que já totalizam 225 com mais 68 desaparecidos (dados da última quinta-feira), e novas vítimas de tragédias que poderiam ter sido evitadas são adicionadas nessa conta infame. E o mais lamentável: os governantes, eleitos para governar – a favor da maioria, se não é possível incluir todos os brasileiros –, ainda faz diagnóstico. Após isentar o governo federal de responsabilidade sobre o desabamento de dois prédios na periferia do Rio de Janeiro, na sexta (12), o vice-presidente, general Hamilton Mourão, afirmou que as milícias devem ser enfrentadas.

Negócio da construção irregular

A nova tragédia ocorreu justamente no Rio de Janeiro, onde houve intervenção militar que durou dez meses e terminou na virada deste ano. Os prédios são apenas dois de muitos construídos em uma área sob o domínio de milícias – grupos paramilitares formados por PMs, militares, agentes penitenciários, civis, que exploram ilegalmente vários negócios. Um dos mais conhecidos seria o da construção irregular. A Prefeitura confirmou que os prédios que desabaram são irregulares e estavam interditados desde novembro de 2018, de acordo com o Estadão Conteúdo.

Atuação coordenada

Em entrevista à Rádio CBN, Mourão disse que o Estado do Rio tem que ter maior controle sobre as milícias, que dominam a região. "A gente sabe que aquelas áreas são dominadas por facções. Então o que sobra para o governo federal é mais um auxílio ao governo estadual em relação a alguma necessidade que ele precise nessa busca pelos corpos das pessoas que estavam nos dois prédios e também um prazo maior à cooperação com a questão da segurança pública", disse. “Há necessidade de se buscar uma forma de atuação coordenada entre as três esferas de governo.”

‘Não pode fugir disso aí’

Ainda segundo o vice-presidente, “as facções e milícias têm que ser enfrentadas, não pode fugir disso aí. Tem que buscar uma forma de atuação coordenada entre os três entes da federação para que o Estado desempenhe o seu papel. É inadmissível que existam locais que as forças legais, ou os próprios trabalhadores de companhias de luz, de gás, da água, não possam entrar", declarou Mourão. Semana passada, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse que as milícias do Rio de Janeiro surgiram com " intenção de ajudar as comunidades", mas que se desvirtuaram.

FMI sobre Petrobras

Vice-diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Krishna Srinivasan foi questionado na sexta-feira(12), sobre a decisão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para barrar um reajuste do preço do diesel. Segundo Srinivasan, a empresa vinha em uma trajetória positiva e não é possível dizer, já neste momento, se isso provocaria uma revisão para um lado ou para outro na perspectiva para a estatal brasileira. Bolsonaro admitiu que o reajuste ficará suspenso até que os técnicos da estatal justifiquem necessidade do mesmo.

Votos em troca de perdão de dívidas?

Um projeto de lei para anistiar parte das dívidas bilionárias do agronegócio com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) poderá chegar em regime de urgência ao Congresso, em breve. Para a presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Adriane Bramante, é extremamente contraditório renunciar a receitas e ao mesmo tempo dizer que há déficit da previdência. “Esse projeto mostra que o Governo foca o chamado ajuste fiscal apenas nos benefícios, sem se preocupar com as receitas”, comenta.  A advogada lembra que, historicamente, não se verifica preocupação com a arrecadação e, mais uma vez, o Governo quer reformar a previdência para economizar, como se fosse a única solução, mas não deixa de atender os devedores. Ela lembra que para atender a bancada ruralista o Governo reduziu a contribuição de 2,1% para 1,3% sobre a produção, em 2018 e agora ainda renuncia a valores que teria a receber.  “A pergunta que fica é será que estariam renunciando a receitas da Previdência para contar com votos a favor da reforma, justamente da Previdência?”, questiona a presidente do instituto.

Selo Energia Verde

A Electra Energy acaba de ser certificada com o Selo Energia Verde, do Programa de Certificação da Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). A cerimônia de entrega do Selo acontece em evento em 25 de abril, em São Paulo. “A obtenção do selo marca um relacionamento de longo prazo da Electra com o setor sucroenergético. A empresa atua há mais de dez anos em parceria com as usinas de cana-de-açúcar para viabilizar a negociação de sua energia no mercado livre de fontes incentivadas”, explica a diretora de Gestão de Clientes da Electra Energy, Angela Saraiva, acrescentando que o primeiro contrato da empresa no segmento foi fechado em 2005. Para o gerente em bioeletricidade da UNICA, Zilmar de Souza, a iniciativa da certificação da bioeletricidade reforça, junto à sociedade, a característica de sustentabilidade que essa energia renovável apresenta. Este ano, a certificação também passou a envolver as comercializadoras.

Estacionamentos em shoppings (I)

A Indigo, líder mundial em gestão de estacionamentos e mobilidade individual, continua investindo para ampliar sua liderança no mercado de shopping centers no Brasil. A empresa fechou um acordo com a Tenco, maior empresa de shoppings do interior do Brasil, e já está operando as garagens de 11 complexos do grupo, sendo o mais novo na Bahia, o Jua Garden Shopping, que iniciou a operação em abril de 2019. Essa negociação representa a maior operação da história da Indigo no Brasil. No total, serão investidos R$ 81 milhões em iniciativas que contemplam a implementação de operações tecnológicas na gestão diária dos estacionamentos.

Estacionamentos em shoppings (II)

A parceria reforça o planejamento estratégico da Indigo em ampliar sua atuação no Brasil ao possibilitar o ingresso em novas praças. “Essa parceria contribuirá para que continuemos registrando altos índices de crescimento no mercado brasileiro. Durante as negociações com a Tenco, conseguimos demonstrar nossos diferenciais de tecnologia, gestão, serviços aos clientes e treinamento, aspectos para os quais dedicamos muito tempo e recursos e que geram essa percepção de valor em nossos parceiros”, afirma Thiago Piovesan, Diretor Geral da Indigo Brasil. “Buscamos na Indigo um parceiro que agregue tecnologia e inovação de mobilidade nos nossos empreendimentos. A Indigo demonstrou muita capacidade técnica e de gestão durante o processo de concorrência”, complementa Fabricio Amaral, Diretor Presidente da Tenco.

Páscoa mais cara

Dólar alto puxou os preços do bacalhau importado. (Foto: Estadão Conteúdo)
 

Item bastante consumido na quaresma, principalmente durante a Semana Santa e no domingo de Páscoa, o peixe tem oscilação de preços neste período. A Associação Paulista de Supermercados (APAS) fez um estudo para mostrar justamente a variação do valor deste item que será destaque nas vendas nos próximos dias. “Várias análises revelam qual o peixe preferido do brasileiro e, dentre os mais consumidos e que estudamos indicadores de preços, temos a sardinha, cação, pescada e bacalhau como relevantes na mesa do brasileiro, especialmente nesta época de pico de consumo devido à quaresma e Páscoa, em que tradições arraigadas na cultura brasileira trazem este produto para os almoços e jantares das famílias”, explica Thiago Berka, economista da APAS, que completa: “E então, entra a lei da oferta e demanda, resultando em variação nos preços durante esse período”. Já o preço do bacalhau nos meses de março e abril está muito relacionado à taxa de câmbio. O Brasil importa o bacalhau da Noruega.

 

Liliana Lavoratti é editora de fechamento - liliana@dci.com.br