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Após a confusão que ameaçou de impeachment o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, e a anulação do acordo entre os dois países sobre a contratação da energia da hidrelétrica binacional de Itaipu, assinado em maio, novas conversas entre os governos brasileiro e paraguaio começaram na sexta-feira (2). Um novo acordo está na mesa, disse à Reuters o diretor-geral brasileiro da usina, Joaquim Silva e Luna, que espera ser possível chegar a uma solução para o caso em um mês. O entendimento anterior foi suspenso após repercussão negativa no Paraguai, onde foi visto como favorável ao Brasil, quase causando crise política.

Saída é a renegociação

Pelo acordo, o Paraguai se comprometia em elevar gradualmente o montante de energia que contrata de Itaipu Binacional entre 2019 e 2022, o que a imprensa paraguaia projetou custos adicionais de US$ 200 milhões para o país vizinho. Ainda de acordo com a Reuters, no Brasil, por outro lado, o centro de estudos Acende Brasil defendeu que o acerto corrigia distorções que vinham permitindo ao Paraguai reduzir custos com a energia da usina nos últimos anos, em detrimento dos brasileiros. A saída foi renegociar o acordo.

Discussão técnica e não política

“Isso já acabou. Já passou e já ficou para trás e foi superado. Agora vamos conversar para chegar a bom termo e tenho certeza que vamos conseguir porque a discussão reúne técnicos competentes dos dois lados”, disse Silva e Luna. “Estou querendo fechar isso até o mês que vem. Espero esse reequilíbrio no máximo em um mês.” O diretor brasileiro de Itaipu afirmou que a discussão “será técnica, e não política”, e destacou que os interlocutores do país nas negociações foram mantidos, apesar de grandes mudanças do lado paraguaio.

Por trás da disputa

Pelo tratado binacional sobre Itaipu, cada país tem direito à metade da energia gerada pela usina, mas os paraguaios revendem boa parte de sua cota ao Brasil. Silva e Luna estima que hoje o Brasil fica com 85% da energia e o Paraguai com 15%. O problema por trás da disputa reside na forma de contratação da energia, explica a Reuters. O Paraguai vinha declarando uma contratação junto a Itaipu em níveis abaixo de seu consumo, o que permitia evitar custos que são repartidos entre os dois países de acordo com a energia requerida por cada um deles.

Contratar a energia consumida

Na prática, essa manobra também permitia aos paraguaios atender sua demanda com excedentes de geração da usina, mais baratos. Segundo Silva e Luna, esse ponto estará na mesa na retomada das negociações. “A orientação é fazer um acordo justo. Isso significa que os paraguaios têm que contratar a energia que é consumida. A ideia é corrigir esse valor, mas ao longo do tempo, não pode ser do dia para noite, porque o impacto na energia [em custos] seria muito grande”, afirmou. “O Paraguai leva muito mais energia que contrata”, acrescentou.

PNBE critica propostas...

Legenda: Para o advogado Gilson Rasador, propostas se esquecem de simplificar o sistema, universalizar a cobrança de tributos e aumentar a competitividade. Foto: Divulgação.

 

A coordenação do Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), após análise feita pelo advogado tributarista Gilson Rasador, um de seus componentes, concluiu que nenhuma das propostas de reforma tributária atualmente em debate atende às necessidades do País e que duas das quatro são negativas: a representada pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45 e a proposta do imposto único. De acordo com o fórum de empresários, há pelo menos três aspectos extremamente prejudiciais na PEC 45.

...de reforma tributária

“O primeiro é que ela mantém um cadáver insepulto durante os 50 anos da transição, nos quais a evolução tecnológica e as demandas sociais tornarão superado o sistema. O segundo, e mais grave, é que ela trará um encargo insuportável para o setor de serviços que representa a maior parcela do PIB e será a fonte da demanda de mão de obra”, ressalta a entidade. “De modo geral, não tem créditos que compensem a alíquota de 25%. Basta pensar, por exemplo, nos call centers, cuja despesa é basicamente com pessoal. E o terceiro defeito é que a proposta não trata do Imposto de Renda, que precisa ser ajustado para maior equidade na tributação”, acrescenta.

Falta o essencial

Na avaliação do PNBE, a proposta Hauly parece a menos danosa, embora também tenha defeitos. “Quanto à proposta do governo, ainda não se sabe bem o que contém”, diz Rasador. Segundo ele, o que o País precisa de uma reforma do sistema tributário é a simplificação do sistema, diminuindo a burocracia, o custo do contribuinte para pagar e do governo para cobrar; é o aumento da competitividade, reduzindo o Custo  Brasil, incentivando o aumento das exportações; é a progressividade, tornando palatável a introdução e a manutenção da Reforma e é a universalização, promovendo justiça social.

Empregos temporários em alta (I)

A performance na área de trabalho temporário, com um crescimento de 85% no primeiro semestre deste ano, permitiu que, após fechar 2018 com um crescimento de cerca 40%, a operação brasileira da Gi Group, multinacional italiana de recursos humanos, mantivesse o forte ritmo de avanço nos seis primeiros meses de 2019. Além do trabalho temporário, a empresa também apresentou bons desempenhos e aumento na base de clientes nas áreas de recrutamento e seleção de pessoal para vagas permanentes, tanto em nível operacional como também para cargos de média e alta gerência e direção, em contratações terceirizadas e no segmento de hotelaria.  

Empregos temporários em alta (II)

“Os perfis das contratações e o aumento da frequência das mesmas mostram que o mercado e as empresas estão cada vez mais olhando para o trabalho temporário e outsourcing [terceirização do trabalho] como excelentes ferramentas de gestão que ajudam as empresas não só a gerir com mais eficácia as oscilações da sua atividade, como também a realizar recrutamentos mais rápidos e de melhor qualidade para suprir as demandas inesperadas de mão de obra” afirma Paulo Canoa, diretor presidente da Gi Group Brasil. Até o final de junho, o grupo registrou um aumento de 26% em faturamento em comparação ao mesmo período de 2018, e mais de 19,5 mil contratações realizadas contra 16,5 mil no mesmo período do ano passado.

Judiciário na era digital 

ela primeira vez, uma instituição governamental do Pará terá parte do seu service desk em formato digital, o que deve representar uma economia de até 35%. No caso, para o Tribunal de Justiça de Roraima, que escolheu a SONDA para gerenciar um serviço inédito para órgãos públicos. Com isso, a empresa passa a ser responsável pelos primeiro e segundo níveis de atendimento em um serviço para mais de 1.200 funcionários – desde demandas mais simples, como o reset de senha – conduzido por atendimento digital, até as mais complexas - como a resolução de problemas técnicos, que exigem a presença de um técnico especializado.  “Além de resultar em uma gestão de custo mais eficiente, nos tornamos mais ágeis e podemos utilizar nosso corpo técnico onde é mais necessário”, comentou Emerson Matias, Subsecretário de TI e mentor do projeto, do Tribunal de Justiça de Roraima.

Famílias e empresas

As interações entre a família e a empresa será o tema central do décimo-primeiro Fórum de Debates da Academia Brasileira de Direito Civil, que acontecerá dias 8 e 9 de agosto, na sede do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP). O evento contará com apresentações de profissionais do direito privado, dentre eles, a advogada e membro da Comissão de Direito de Família e Sucessões do IASP, Karime Costalunga, que apresentará o painel “As questões polêmicas envolvendo o exercício individual da empresa”.

Dama das Camélias moderna

Legenda: O ator Roberto Cordovani protagoniza o famoso personagem criado por Alexandre Dumas Filho, em 1848. Foto: Marcus Castro.

 

A trágica história da célebre cortesã Marguerite Gautier, considerada um expoente do romantismo, volta aos palcos paulistanos na pele do premiado ator paulistano Roberto Cordovani, que interpretou ícones do universo feminino, como Greta Garbo e Eva Péron. O texto clássico da literatura francesa, escrito por Alexandre Dumas Filho, em 1848, “A Dama das Camélias” tem concepção e direção geral também assinadas por Cordovani. Nesta montagem, Cordovani apresenta uma adaptação moderna do clássico. Cordovani divide o palco com os atores Marcos Reis e Vitor Wagner. Depois da estreia mundial em 13 de Junho em Portugal, no Teatro Gil Vicente, em Cascais, o espetáculo chegou a São Paulo no sábado (3) para temporada até 29 de setembro, no Teatro West Plaza, na capital paulista.

 
Liliana Lavoratti é editora de Fechamento - liliana@dci.com.br