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A onda reformista prometida pelo governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), pode ser antecipada para os 45 minutos do segundo tempo de 2018. Além da prometida “prensa”, por parte do futuro superministro da Economia, Paulo Guedes, nos parlamentares da atual legislatura, para aprovar a toque de caixa uma reforma da Previdência básica, outra reforma empacada, a tributária, também está sendo trazida à baila. Ontem, o relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Reforma Tributária, a PEC 293/2004, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), disse que é possível aprovar o texto até o final deste ano.

Além da Previdência.,.

“Se o novo presidente da República, Jair Bolsonaro, e o seu coordenador econômico falar ‘a proposta está OK’, nós colocamos em votação no dia seguinte. E a tempo, o Congresso está disponível”, disse Hauly, que há anos trabalha pela aprovação de mudanças no sistema tributário. Integrante de cerca de metade da Câmara dos Deputados que não se reelegeu, o tucano sugere aprovar as mudanças constitucionais até o fim da legislatura, em 31 de janeiro de 2019. Segundo Hauly, o texto está próximo de um acordo geral e suprapartidário, noticiou ontem a Agência Câmara Notícias.

...a tributária sai da gaveta

O presidente Temer, de acordo com Hauly, afirmou que poderá suspender a intervenção no Rio de Janeiro para votar o texto. A Constituição não pode ser emendada em caso de intervenção. Hauly afirmou que tanto o presidente Michel Temer (MDB) como o presidente eleito, Jair Bolsonaro, já se disseram favoráveis para votação ainda em 2018. “O texto está próximo de um acordo geral e suprapartidário”, enfatizou o parlamentar. A PEC simplifica o sistema, permitindo a unificação de tributos sobre o consumo e diminui o impacto sobre os mais pobres.

Oposição dá as caras

Não é só o governo eleito que está se movimentando na segunda semana após a conclusão da corrida presidencial. Ontem, enquanto o candidato derrotado do PT à Presidência, Fernando Haddad, conversava em Curitiba (PR) com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – no primeiro encontro pós-segundo turno –, o terceiro colocado na disputa, Ciro Gomes (PDT), e Marina Silva (REDE), se reuniram em Brasília para discutir estratégias de oposição ao governo Bolsonaro. "Trocamos ideias sobre o desafio de uma oposição democrática”, escreveu Marina nas redes sociais.

É para valer?

Depois de tantas idas e vindas do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e de sua equipe de governo de transição, sobre temas polêmicos, é difícil acreditar que o anúncio feito ontem, de incorporação do Ministério do Trabalho a outra Pasta, vai mesmo acontecer. É provável que a extinção de uma estrutura específica para cuidar dos assuntos relacionados ao trabalho no Brasil, algo simbólico, seja muito contestada e sofra o mesmo recuo da fusão dos ministérios da Agricultura com o do Meio Ambiente, e da migração da Embaixada Brasileira em Israel para Jerusalém.

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